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5 carros usados muito equipados que custam menos que um SUV básico

Sedãs grandes e SUV V6 dão o luxo e conforto por preço de carros atuais que não chegam perto

8 min de leitura

Comprar um carro zero quilômetro ficou caro demais no Brasil, por isso o mercado de usados ainda guarda opções muito mais interessantes para quem aceita abrir mão do cheiro de novo em troca de conforto, desempenho e equipamentos.

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Nesse caso, alguns carros usados aparecem como alternativas curiosas, já que trazem bancos elétricos, teto solar, faróis de xenônio, piloto automático adaptativo, motores fortes e acabamento superior pelo preço de carros compactos ou SUVs básicos.

Por outro lado, nenhum deles aceita compra por impulso. Afinal, estamos falando de carros maiores, importados em muitos casos, com peças mais caras e manutenção que precisa de atenção. Por isso, o Auto+ selecionou cinco carros usados muito equipados que custam menos que SUVs básicos e são de certa forma acessíveis. 

Peugeot 508 1.6 THP 2014

Peugeot 508 1.6 THP 2014 preto em movimento
Peugeot 508 1.6 THP 2014 [Divulgação]

O Peugeot 508 é um dos carros que quase ninguém lembra, mas que entregava um nível de sofisticação muito acima do 408. Enquanto o sedan médio da marca brigava com Corolla e Civic, o 508 olhava para Ford Fusion, Volkswagen Passat e até alguns alemães de entrada.

Sob o capô, ele usa o motor 1.6 THP a gasolina, com 165 cv e 24,5 kgfm, que trabalha ao câmbio automático Aisin de seis marchas. Na prática, o conjunto move bem o sedã, mas não transforma o carro em esportivo, já que o peso de quase 1.500 kg aparece nas retomadas mais fortes.

Peugeot 508 1.6 THP 2014 azul em movimento
Peugeot 508 1.6 THP 2014 [Divulgação]

Ainda assim, o grande argumento do 508 está no pacote. Ele podia ter ar-condicionado de quatro zonas, head-up display, freio de estacionamento eletrônico, faróis bi-xenônio direcionais, bancos dianteiros elétricos e aquecidos, chave presencial, teto solar e cortinas nas portas traseiras. Além disso, o sedan francês entrega um rodar muito confortável, com bom isolamento acústico e suspensão traseira multilink.

O problema fica na manutenção como de costume dos carros franceses mais antigos. O motor THP dessa fase precisa de atenção com a corrente de comando, bomba de alta, tampa de válvulas e carbonização. 

Peugeot 508 2014 interior
Peugeot 508 1.6 THP 2014 [Divulgação]

Além disso, peças de acabamento, faróis direcionais e componentes eletrônicos podem custar caro, isso se voc6e achar, já que o 508 vendeu pouco no Brasil.

Hyundai Azera 3.0 V6 2015

Hyundai Azera 3.0 V6 2015 prata em movimento
Hyundai Azera 3.0 V6 [Divulgação]

O Hyundai Azera 2015 não tenta ser tecnológico como um europeu turbo, mas aposta em um conforto, espaço interno e o motor V6 aspirado que faz qualquer troca de tecnologia por prazer ao dirigir.

O sedan usa o 3.0 V6 Lambda II a gasolina, com 250 cv e 28,8 kgfm, ligado ao câmbio automático de seis marchas. O desempenho não assusta como de um turbo moderno, porém a entrega linear e o silêncio combinam muito bem com a proposta.

Hyundai Azera 3.0 V6 2015 traseira
Hyundai Azera 3.0 V6 [Divulgação]

Por dentro, o Azera justifica a fama de carro de chefe. Ele podia ter teto solar panorâmico, som Infinity, bancos dianteiros elétricos com memória, aquecimento e ventilação, coluna de direção elétrica, central multimídia com GPS, câmera de ré, faróis de xenônio e até nove airbags, dependendo do lote.

Além disso, o entre-eixos de 2,84 metros faz a traseira uma sala de estar. O lado negativo aparece no consumo como qualquer V6. As médias urbanas costumam ficar na casa de 6 km/l a 7 km/l, enquanto a estrada vai perto de 10 km/l ou 11 km/l, andando tranquilo.

Hyundai Azera 3.0 V6 2015 interior
Hyundai Azera 3.0 V6 [Divulgação]

Na hora da compra, vale ouvir o motor na primeira partida do dia. Estalos metálicos rápidos podem ser desgaste nos variadores CVVT. Também é importante revisar a suspensão dianteira, sensores, histórico de óleo do câmbio e sinais de trancos nas trocas. Vale lembrar que peças são difíceis e caríssimas também. 

Ainda assim, entre os sedãs grandes usados, o Azera tem um dos conjuntos mais interessantes para quem quer conforto, presença e mecânica menos temperamental.

Kia Optima 2.4 2014

Kia Optima 2.4 2014 branco estático de frente
Kia Optima 2.4 [Divulgação]

O Kia Optima talvez seja o carro mais bonito dessa lista. Isso porque o desenho foi assinado por Peter Schreyer, ex-Audi e que envelheceu muito bem.O motor 2.4 aspirado a gasolina entrega 180 cv e 23,6 kgfm, também com câmbio automático de seis marchas. O conjunto não empolga, mas funciona bem para quem quer uma condução linear.

A versão EX vinha bem equipada para a época. O pacote podia ter teto solar panorâmico duplo, banco do motorista elétrico com memória, faróis de xenônio com lavadores, lanternas em LED, ar-condicionado digital de duas zonas, chave presencial e seis airbags.

Kia Optima 2.4 2014 branco estático de traseira
Kia Optima 2.4 [Divulgação]

Além disso, o espaço interno agrada bastante, já que o sedan tem quase 2,80 metros de entre-eixos. A suspensão independente nas quatro rodas também ajuda na estabilidade, embora as rodas aro 18 e os pneus de perfil baixo deixem o carro mais mais desconfortável e cuidado nas buraqueiras. 

O maior ponto de atenção está no motor Theta II 2.4. Esse conjunto ficou conhecido por problemas nas bronzinas em alguns mercados, com risco de desgaste cedo demais e até travamento do motor em casos graves. 

Kia Optima 2.4 2014 interior
Kia Optima 2.4 [Divulgação]

Por isso, histórico de troca de óleo e inspeção técnica são obrigatórios. Também vale checar barulhos de buchas e raspadas na dianteira, já que o Optima é baixo para o padrão brasileiro..

Mitsubishi Outlander GT 3.0 V6 2015

Mitsubishi Outlander 3.0 V6 2015 branco em movimento
Mitsubishi Outlander 3.0 V6 2015 [Divulgação]

O Mitsubishi Outlander GT V6 entra na lista como a opção para quem quer um SUV raiz de fato. O modelo usa o motor 3.0 V6 MIVEC a gasolina, com 240 cv e 31 kgfm, ligado ao câmbio automático de seis marchas.

O pacote da versão GT também chama atenção, pois podia ter piloto automático adaptativo, frenagem semiautônoma de emergência, alerta de mudança de faixa, tampa elétrica do porta-malas, bancos em couro, teto solar, faróis de xenônio e sete airbags, tudo o que vemos nos modelos mais novos. 

Mitsubishi Outlander 3.0 V6 2015 branco em movimento
Mitsubishi Outlander 3.0 V6 2015 [Divulgação]

O V6 empurra bem o SUV, o câmbio trabalha de forma suave e a altura em relação ao solo ajuda no uso urbano, principalmente em valetas, lombadas e ruas mais castigadas.Por outro lado, o consumo pesa. Na cidade, médias entre 5,5 km/l e 6,5 km/l são mais realistas. Na estrada, em ritmo mais leve, o SUV pode chegar perto de 10 km/l ou 11 km/l.

Antes de comprar, o ponto mais importante são os bicos injetores. Algumas unidades tiveram risco de bico travado aberto, o que poderia causar calço hidráulico. Por isso, vale consultar o chassi na Mitsubishi e confirmar se o recall foi feito.

Mitsubishi Outlander 3.0 V6 2015 interior
Mitsubishi Outlander 3.0 V6 2015 [Divulgação]

Além disso, o V6 usa correia dentada, que precisa de troca rigorosa por tempo ou quilometragem. Além disso, o óleo do câmbio, diferenciais e sistema de tração integral também é bom dar uma olhada.

Ford Fusion Titanium 2.0 EcoBoost 2014

Ford Fusion Titanium 2.0 EcoBoost prata de frente estático
Ford Fusion Titanium [Divulgação]

O Ford Fusion Titanium 2.0 EcoBoost talvez seja o nome mais conhecido desse universo de luxo. Ele tem um visual imponente, bom acabamento e o belo motor 2.0 turbo a gasolina de 234 cv e 37,3 kgfm, com câmbio automático de seis marchas. Dependendo da versão, o sedã pode ter tração dianteira ou integral.

O Fusion chama atenção porque vinha recheado. A versão Titanium podia ter piloto automático adaptativo, alerta de colisão, assistente de permanência em faixa, park assist, som Sony, bancos elétricos com aquecimento, memória para o motorista, teto solar, chave presencial e partida remota.

Ford Fusion Titanium 2.0 EcoBoost prata de traseira estático
Ford Fusion Titanium [Divulgação]

Ao volante, ele é o mais empolgante da lista, já que o turbo aparece com força nas retomadas, enquanto a suspensão bem acertada passa muita segurança na estrada. Ainda assim, a frente baixa raspa com facilidade, e o consumo costuma ser pesado.

O comprador precisa olhar três pontos com bastante calma. O primeiro é o sistema de arrefecimento do motor EcoBoost, já que algumas unidades podem apresentar perda de líquido sem vazamento externo. O segundo está no câmbio 6F35, que pode dar trancos quando o óleo não recebe a manutenção preventiva — não é o Powershift. O terceiro é a caixa de direção elétrica, que pode ter folgas e ruídos.

Ford Fusion Titanium 2.0 EcoBoost interior
Ford Fusion Titanium [Divulgação]

Por isso, a versão de tração dianteira costuma ser a escolha mais racional. Ela anda muito bem, bebe um pouco menos e elimina parte da complexidade da tração integral.

E você, teria coragem de trocar um carro zero básico por um desses usados completos? Deixe sua opinião nos comentários!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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