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Vendas e Preços

Como poderia mudar?

Por que a estratégia de baixo custo da Citroën deu certo só na Europa?

Com vendas abaixo do que merecia no Brasil e na Índia, Citroën encontrou seu lugar na Stellantis na Europa

4 min de leitura

Desde que a Citroën foi reestruturada dentro da Stellantis para ser a marca de baixo custo e de entrada do grupo, foram criadas duas linhas de produtos diferentes para duas regiões. O Brasil e a Índia receberam C3, Basalt e Aircross em suas variantes mais simples, enquanto a Europa abriu mão do SUV cupê e tem versões mais sofisticadas da dupla de compactos.

Contudo, os números mostraram que a estratégia da Europa foi mais bem acertada do que a de Brasil e Índia. Será que ainda dá tempo de recuperar o mercado da Citroën nesses dois mercados ou ela corre o risco de deixar de existir nessas regiões? Vamos analisar.

De janeiro a junho de 2026, a Citroën vendeu 17.501 carros no Brasil, sendo que a marca líder por aqui é a Fiat, com 270.941 emplacamentos. Na Índia foram 4.908 carros, sendo que a Suzuki, líder de mercado, emplacou 1.026.976 carros no mesmo período. Já na França, tivemos 21.281 carros da Citroën vendidos no primeiro semestre, onde a líder é a Renault, com 54.875 carros.

Citroën C3
Citroën C3 [Divulgação]

Isso já mostra a diferença de penetração da marca em cada um dos países. Na França, ela é a terceira marca mais vendida; no Brasil, é a décima quinta, enquanto na Índia é a penúltima. E o resultado indiano chama mais atenção porque é o que tem a mesma linha de produtos do Brasil.

O problema dos carros mais baratos

O Basalt, que aqui é o carro mais vendido da Citroën com 7.620 unidades, é o que menos emplaca na Índia. No mesmo período de janeiro a junho, foram vendidas só 329 unidades do SUV cupê. Sem contar que, em relação a 2025, segundo dados do Team-BHP, ele perdeu 86,9% das vendas.

Por outro lado, o Aircross teve crescimento de 44,9% nos emplacamentos, mas ainda é fraco. Foram 512 emplacamentos nos seis primeiros meses do ano. No Brasil, a Fenabrave computa somente os 40 SUVs mais vendidos do país e o Aircross não aparece entre eles. Significa que ele vendeu menos de 2.464 unidades no ano, que é o volume do CAOA Changan Uni-T, o 40º SUV mais vendido do país.

Na França, por outro lado, ele é um dos carros mais vendidos. Se somados os emplacamentos do Aircross a combustão e do elétrico, foram 16.064 unidades, o tornando o décimo segundo carro mais vendido do país. O C3 é o mais vendido por lá, com 28.477 unidades emplacadas, o que o deixa em terceiro lugar no ranking divulgado pela Fiev.

Citroën Aircross XTR na cor Branco Banquise (com teto em preto) em uma estrada de terra estático
Citroën Aircross XTR [Auto+/Luiz Forelli]

Aqui no Brasil, o C3 é o 53º carro mais vendido do país. Considerando apenas hatches, compactos e subcompactos, visto que ele fica no meio do caminho, o Citroën é o décimo mais vendido, com 6.743 unidades emplacadas. Já na Índia, ele conquistou 4.063 novos compradores no mesmo período.

Europa mostra outro caminho

Qual seria a solução? Visto o nível maior de sofisticação dos produtos franceses da Citroën e o maior êxito dos modelos por lá, a divisão brasileira poderia usar o visual europeu e o interior mais tecnológico como inspiração para a reestilização dos modelos. Assim, poderia haver um novo ânimo para as vendas deles.

Citroën C3 Aircross europeu [divulgação]
Citroën C3 Aircross europeu [divulgação]

Entretanto, nos corredores da Stellantis ainda não se fala sobre mudanças visuais para os modelos franceses no Brasil, enquanto a operação indiana corre seríssimo risco de ser fechada. Honestamente, a Citroën merece mais chance do que o nosso mercado tem dado a ela.

Você teria um carro da Citroën? Conte nos comentários.

8 comentários em “Por que a estratégia de baixo custo da Citroën deu certo só na Europa?”

  1. Rodox

    Eu tinha uma C3 22/23 reestilizado lançamento feel pack 1.0 e troquei por um HB 26/27 1.0…Citroen hoje em dia é uma carroça, como dizia o Collor. Tive 2 C3, 1.5 e 1.3, como muito mais motor e conforto. Hoje a marca está decepcionando. Se não mudarem, melhor fecharem as portas.

  2. L. Guilherme

    Teste

  3. Carlos

    Não.

  4. Pedro Gabriel Lima Vasconcelos

    Acredito que não devem adotar essa estratégia pois a estratégia pra cá agora é ir sumindo com esses modelos e trazer carros nichados

  5. Maurício

    Eu tenho um C3 de segunda geração,carro muito bom mas fiquei decepcionado quando a marca mudou e tentou virar popular. Foi um erro,a Citroen não tem tradição nesse segmento, melhor voltar a ser o que era,com carros mais equipados.

  6. Carlos César de lima

    Tenho um Citroën basalt shine T200 automático e estou muito satisfeito, excelente carro, muito confiável…

  7. Carlos César de lima

    Excelente carro, muito confiável, estou muito satisfeito pois tenho um Citroën basalt Shane T 200…muito bom…

    • Flávio

      Tenho um Aircross 7 Shine. Tem seus erros mas é muito bom. Mesmo motor do Fastback.
      Prós preços que os carros estão hoje em dia, um Kiud beirando os 90k, ele é uma excelente compra.

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