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Câmbios modernos viram dor de cabeça e preocupam motoristas e governo

Novas manoplas diferentes confundem condutores e já geram investigações por risco de acidentes

3 min de leitura

A indústria automotiva evoluiu muito nos últimos anos, mas nem toda inovação facilita a vida de quem dirige. Na prática, alguns carros estão complicando algo simples. Trocar de marcha do câmbio. Montadoras começaram a adotar manoplas diferentes, abandonando o padrão tradicional que todo motorista conhece. E aí começa o problema.

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Manoplas diferentes confundem motoristas

Hoje, vários carros já usam sistemas bem diferentes do comum. A CAOA Chery, por exemplo, aposta em manoplas estilo joystick em modelos como Tiggo 5X e Arrizo 6. Já a BYD usa um seletor em formato de esfera em modelos como BYD Song Pro. O problema não está só no design. Muitos motoristas simplesmente não entendem como usar esses sistemas.

Situações reais mostram o risco

E não estamos falando só de confusão leve.  Existem casos reais de motoristas que não conseguiram operar o carro corretamente. Uma mulher, por exemplo, ficou presa dentro de um Nissan Rogue alugado. Ela não conseguiu selecionar a marcha corretamente e precisou voltar até a locadora para pedir ajuda. Algo básico virou um problema.

Problema também preocupa autoridades

Caoa Chery Tiggo 5X Pro [Auto+ / João Brigato]

Não são apenas os motoristas que estão atentos a isso. Nos Estados Unidos, a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) já investiga casos ligados a essas novas manoplas. Inclusive, há registros de incidentes graves. Em um dos casos analisados, houve até uma vítima fatal associada ao uso incorreto do sistema.

Outro exemplo vem da Chrysler. Na minivan Chrysler Pacifica, o câmbio usa um botão giratório no console central. O detalhe é que ele fica ao lado do controle de volume do som. Ou seja, o motorista pode aumentar o volume quando quer engatar a marcha. E isso é mais comum do que parece.

BYD Dolphin Mini GS 2026 azul estático
BYD Dolphin Mini 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Segundo as investigações, o maior problema desses sistemas está no feedback. Ou seja, o motorista não sente claramente o que está acontecendo ao trocar a marcha. Isso aumenta a chance de erro, principalmente para quem não está familiarizado com o carro. Além disso, esses comandos podem não ser intuitivos, o que exige adaptação.

E no Brasil, há risco?

Até o momento, não há registros oficiais de acidentes no Brasil relacionados a esse tipo de câmbio. Mesmo assim, o alerta está dado. A tendência é que cada vez mais carros adotem soluções diferentes. E aí entra a responsabilidade das montadoras.

Esses câmbios modernos são evolução ou complicação desnecessária para quem dirige na sua opinião? Comente abaixo!

3 comentários em “Câmbios modernos viram dor de cabeça e preocupam motoristas e governo”

  1. Italo Luiz Rosa

    Aluguei um carro na movida (um kardian da Renault), pense num canio e alavanca complicada.
    Pode ver e sintam a dificuldade.
    Aproveitando o freio de mão fica no console central só que no lado direito ao lado banco kkkk

  2. Anônimo

    Não precisa ir longe, somente na BYD já conheço 3 tipos de seletor de marchas diferentes nos veículos produzidos na planta brasileira.

    No modelo Song Pro – manopla estilo joystick
    No modelo Dolphin Mini – botão para cima ou para baixo no painel de instrumentos central.
    No. Modelo King – botão tipo volume , que gira para direita ou esquerda no console central.

  3. Jânio Weissfüdder

    Toyota é Toyota

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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