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De patinhos feios a obras de arte: cinco carros que venceram o mau gosto

Conheça os modelos que superaram gerações visualmente desastrosas para se tornarem referências de design atual

4 min de leitura

Nem todo veículo nasce como um clássico de museu ou apreciado pelo público desde o primeiro esboço. Alguns modelos passam por fases de total ausência de beleza antes de atingirem a maturidade visual esperada. Reunimos aqui cinco exemplos de carros que eram genuinamente feios, mas que evoluíram para verdadeiras obras de arte sobre rodas.

Kia Optima

A primeira geração do Kia Optima certamente ocupa um lugar de destaque no hall da monotonia visual sul-coreana. O modelo era desprovido de qualquer personalidade, entregando um design que parecia uma mistura genérica de sedãs esquecíveis do início dos anos 2000. Por sorte, essa fase durou apenas cinco anos, servindo apenas como um ponto de partida baixo para o que viria a seguir.

Posteriormente, a Kia decidiu que o tédio não era uma estratégia de vendas sustentável e iniciou uma revolução estética profunda. O processo de embelezamento foi tão eficiente que o sucessor, agora batizado de K5, transformou o sedã em um dos modelos mais arrojados do mercado. Dessa forma, o antigo patinho feio agora dita regras de sofisticação com linhas agressivas e iluminação futurista.

Chevrolet Malibu

Um dos nomes mais tradicionais da Chevrolet, o Malibu atravessou os anos 1990 mergulhado em uma total ausência de graça. Ao virar o século, a marca tentou arriscar um pouco mais, contudo, o resultado foi um estilo controverso que dividia opiniões de forma negativa. Era o tipo de carro comprado pela confiança na mecânica, visto que o visual não convencia ninguém na vitrine.

Inevitavelmente, a Chevrolet percebeu que precisava injetar doses de esportividade para manter o modelo relevante perante a forte concorrência global. A mudança drástica culminou na geração lançada em 2015, que ostenta um estilo refinado capaz de causar inveja em sedãs de categorias superiores. Atualmente, o Malibu é a prova de que o design bem executado salva qualquer legado.

Ford Taurus

O Ford Taurus possui uma das trajetórias visuais mais instáveis de toda a indústria automotiva mundial. Ele nasceu com um design inovador e bonito para sua época, mas se perdeu completamente na metade dos anos 1990. A obsessão da Ford por formas elípticas e arredondadas transformou o modelo em um dos exemplos mais citados de design desastroso daquela década.

Além disso, esse período de formas bizarras minou o prestígio que o carro levou anos para construir no mercado norte-americano. Somente muito tempo depois o Taurus conseguiu recuperar sua dignidade estética, atingindo o ápice da beleza em suas versões finais mais recentes. Infelizmente, o estrago feito pela fase redonda foi tão profundo que o nome acabou perdendo força comercial.

Toyota Prius

Durante muito tempo, o Toyota Prius foi o alvo preferido de piadas sobre a falta de estética em carros híbridos. As primeiras gerações eram funcionais, mas totalmente sem graça, atingindo o ápice do mau gosto na terceira iteração do modelo. Naquele período, o Prius era constantemente eleito um dos carros mais feios do mundo, priorizando apenas o baixo consumo de combustível.

Entretanto, a Toyota decidiu que ser econômico não precisava ser sinônimo de falta de estilo e mudou o jogo completamente. A atual geração do híbrido tornou-se essencialmente belíssima, adotando linhas fluidas que agora ditam as regras visuais de outros modelos da marca. Hoje, o Prius atrai olhares pela sofisticação do desenho e não apenas pela sua preocupação ambiental.

Hyundai Elantra

Quem avistava um Hyundai Elantra nas décadas de 1990 e 2000 certamente não sentia qualquer desejo de consumo imediato. O público adquiria o sedã basicamente pelo preço acessível e pela qualidade mecânica, ignorando o design simplório de baixo custo. O ponto crítico aconteceu em 2006, quando o carro mais parecia um modelo popular esticado do que um sedã médio.

Contudo, a revolução estética da Hyundai iniciada em 2010 mudou a percepção global sobre o Elantra de forma definitiva. O modelo evoluiu tanto que a geração atual apresenta um visual agressivo e sofisticado que beira o absurdo de tão bem resolvido. Afinal, a marca sul-coreana provou ser possível sair do básico para o topo da pirâmide visual em pouco tempo.

Qual outro carro era feio e ficou bonito? Conte nos comentários.

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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