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Erros que custaram caros

Nissan admite erros com Infiniti e tenta salvar marca de luxo

CEO da Nissan reconhece falhas estratégicas com marca premium e promete entregar uma nova fase para reposicionar a Infiniti

3 min de leitura

Assim como a Toyota tem a Lexus, a Honda a Acura, a Nissan tem a Infiniti como sua marca premium. No entanto, a situação não é das melhores. A montadora japonesa reconheceu isso em uma entrevista recente, com o CEO da Nissan, Ivan Espinosa, admitindo que decisões equivocadas ajudaram a enfraquecer a Infiniti nos últimos anos. O executivo comentou a fase atual da marca premium: “Aconteceram muitos erros”.

Estratégia errada custou caro para a Infiniti

Um dos principais problemas apontados é justamente o desenvolvimento de plataformas exclusivas para a Infiniti. Segundo Espinosa, a empresa investiu alto para criar uma arquitetura própria para o QX50 e o QX55. O problema é que isso não fez sentido para uma marca com volume baixo.

Para se ter base, a Infiniti vende entre 50 mil e 70 mil unidades por ano nos Estados Unidos, número muito baixo para justificar um investimento gigantesco em uma arquitetura do zero. Com isso, o que deveria ser um diferencial, acabou virando um dos grandes erros da marca.

Infiniti QX80 cinza parado de frente
Infiniti QX80 [Divulgação]

Diante desse cenário, a estratégia agora é abandonar a ideia de plataformas exclusivas e voltar a compartilhar base com modelos da própria Nissan.

“Não precisamos de uma arquitetura dedicada. Precisamos diferenciar os carros de forma inteligente, com o nível certo de tecnologia, identidade visual e experiência”, afirmou Espinosa.

Infiniti quer reconstruir sua linha de produtos

Infiniti QX60 [divulgação]
Infiniti QX60 [divulgação]

Outro ponto crítico é a gama de modelos limitada e pouco competitiva.  Segundo o CEO, o objetivo é ter pelo menos cinco modelos diferentes. “Teremos no mínimo cinco carros nas lojas, que é o que acreditamos ser necessário para fazer a Infiniti crescer novamente”, explicou.

Alguns movimentos da Infiniti já acontece e estão no radar. Um dos exemplos é o novo QX65, um SUV com pegada cupê que substitui os antigos QX50 e QX55. 

Infiniti QX60 azulado, visto de lado, com faróis acesos e guarda-sol ao lado
Infiniti QX60 2025 [Divulgação]

O modelo vai ter base da Nissan, mas um design exclusivo, mais espaço e proposta mais alinhada ao segmento premium, assim como antigamente. Por exemplo, o QX60 tem ligação com o Pathfinder, enquanto o QX80 deriva do Armada.

Futuro também pode trazer esportivos de volta

Além dos SUVs, a Infiniti também quer recuperar sua imagem no segmento esportivo. A próxima geração do Q50, por exemplo, deve ter uma proposta mais cativante, com tração traseira. Há expectativa de que o modelo compartilhe a mesma base da nova geração do Skyline.

Acha que a Infiniti ainda tem espaço para competir com Lexus e Acura? Comente abaixo para sabermos sua opinião!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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