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Fiat e Jeep anunciam motor GSE turbo 1.3 gasolina de 180 cv

Motor deve estrear no Jeep Compass reestilizado e será usado também em Renegade e Fiat Toro
GSE Turbo [divulgação]
GSE Turbo [divulgação]

A Fiat e a Jeep finalmente entrarão no mundo dos motores turbo. E podem também levar Peugeot e Citroën para esse universo por conta da Stellantis. O grupo anunciou a nova família de motores GSE Turbo, até então chamados de Firefly Turbo. Caberá ao Jeep Compass reestilizado estrear esse novo motor.

A princípio serão dois motores com duas variantes diferentes cada. O T3 será um 1.0 três cilindros turbo com versões flex e somente gasolina. Já o T4 será um 1.3 quatro cilindros turbo também com versões monocombustível e flexível. A princípio a Fiat estudava produzir uma versão 100% etanol, mas migrou para uma que bebe somente gasolina.

A razão para isso é a maior economia de combustível. Por mais que o mercado brasileiro tenha alta demanda por motores flex, uma unidade totalmente voltada para gasolina é mais eficiente. Pela lógica, esse motor deverá entregar números de consumo muito mais baixos do que de um carro turbo flex abastecido com gasolina.

Jeep Compass reestilizado [divulgação]
Jeep Compass reestilizado [divulgação]

Compass sob vantagem

É por isso que a Stellantis já divulgou que o motor GSE Turbo T4 entregará 180 cv e 27,5 kgfm de torque. Com isso, o Jeep Compass reestilizado já sairá à frente de seus concorrentes Volkswagen Taos e Toyota Corolla Cross em potência e torque.

O Taos vem equipado com o já conhecido 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 kgfm de torque. Já o Corolla Cross terá mais potência em sua versão 2.0 aspirada que hoje entrega 154 cv e 20,7 kgfm de torque. Na prática o Compass será 20 cv e 2 kgfm mais forte que o Volkswagen, enquanto a vantagem sobre o Toyota será de 16 cv e 6,8 kgfm.

Jeep Compass 2022 [divulgação]
Jeep Compass 2022 [divulgação]
Esse motor também será usado pelo Jeep Renegade, o que o tornará o SUV compacto mais potente do mercado. Ele superará seus primos Peugeot 2008 e Citroën C4 Cactus, atuais detentores do título. A dupla de franceses conta com motor 1.6 THP quatro cilindros turbo de 173 cv e e 24,5 kgfm de torque.

A Fiat Toro também receberá esse novo motor 1.3 GSE Turbo junto de sua primeira reestilização. Como a picape não possui concorrentes diretos nessa categoria, será mais uma vantagem para a picape intermediária.

GSE Turbo [divulgação]
GSE Turbo [divulgação]

Segredos do GSE Turbo

Além do anúncio dos novos motores, a Stellantis desvendou alguns segredos aplicados nos GSE Turbo para aumentar a eficiência de modo geral. Tanto o 1.0 T3 quanto o 1.3 T4 contam com sistema MultiAir de terceira geração. Esse controle variável de válvulas possibilita gerenciar a taxa de compressão efetiva do motor, mantendo a tendência à detonação sob controle.

O novo perfil de came com pré-levantamento permite a abertura das válvulas de aspiração durante a fase de escapamento, visando à realização do EGR interno, com redução dos óxidos de nitrogênio e aumento da eficiência do motor na carga parcial. Além disso, o perfil de levantamento da válvula de admissão do MultiAir III é mais extenso

GSE Turbo [divulgação]
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Com foco na redução do turbolag, a turbina dos novos motores tem baixa inércia e volume de ar reduzido a fim de ter uma resposta mais rápida. O coletor de escape é integrado e reduz o tempo de aquecimento do motor e do catalisador, permitindo respostas mais rápidas e menos consumo de combustível.

Outro detalhe importante é que ambos os motores são equipados com injeção direta. Os injetores são posicionados quase verticalmente a 23 graus. Segundo a Jeep e a Fiat, com isso as emissões são reduzidas graças ao menor contato do spray com a parede do cilindro. Além disso, evita o comprometimento do filme de óleo lubrificante na camisa do cilindro.

 [divulgação]
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Investimentos altos

Para produzir os novos motores GSE Turbo, a Stellantis investiu R$ 400 milhões na planta de Betim, Minas Gerais. A produção dos propulsores 1.3 Turbo em suas variantes flex e gasolina já começou. Já o 1.0 turbo será lançado até o final do ano (provavelmente junto do SUV do Fiat Argo) e será fruto de um segundo investimento de R$ 100 milhões.

Com os motores Fire, Firefly e GSE Turbo, a Stellantis tem capacidade produtiva anual de 700 mil motores na planta de Betim. Por lá também podem ser produzidos até 500 mil transmissões por ano. O volume deve abastecer Jeep, Fiat e, em breve, Peugeot e Citroën.

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Sobre o autor

João Brigato

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