A história já mostrou que um lançamento precisou carregar o destino de uma marca. Aliás, em 1968, a Chevrolet era vista apenas como um fabricante de caminhões até a chegada do Opala. Anos depois, na década de 1990, a Volkswagen recorreu à volta do Fusca para reaquecer sua imagem no mercado popular em um cenário de transição econômica.
Portanto, a reputação de uma marca pode levar anos para ser construída, mas uma falha ou um posicionamento podem manchá-la instantaneamente. Da mesma forma que o estrago pode ser rápido, o processo de recuperação costuma exigir tempo, investimento e muita estratégia. No entanto, alguns lançamentos conseguiram replicar essa virada, quebrando preconceitos e inaugurando uma nova era.
Peugeot 208

A Peugeot carregou por anos um forte preconceito do público local sobre a manutenção de seus carros. No entanto, a virada histórica começou quando a Stellantis assumiu o controle da operação e reformulou a estratégia do 208. A inclusão dos motores Fiat, o 1.0 Firefly aspirado e o 1.0 T200 turbo, foi a fórmula exata para reescrever a imagem da marca francesa no país.
BYD Dolphin

A BYD estreou no Brasil de forma tímida com os luxuosos Tan e Han, mantendo uma presença discreta mesmo após o lançamento do híbrido Song Plus. A virada de chave aconteceu com a estreia do Dolphin. O hatch elétrico popularizou a marca, dominou os debates na mídia e tomou as ruas. Além disso, mais do que transformar a percepção sobre a BYD, o Dolphin mudou a postura do mercado brasileiro em relação aos veículos elétricos.
Renault Sandero e Logan


No início dos anos 2000, a Renault enfrentava a fama de produzir carros franceses de manutenção cara e complexa. A dupla Sandero e Logan, desenvolvida sobre a arquitetura da romena Dacia, subverteu essa lógica. Todavia, com custo de compra acessível, mecânica robusta e boa liquidez no mercado de usados, os dois modelos provaram sua resistência no asfalto brasileiro e consolidaram a reputação da Renault como fabricante de carros funcionais e valentes.
Hyundai Tucson

Antes da chegada do Tucson, o consumidor brasileiro enxergava a Hyundai apenas como uma fabricante de veículos baratos e sem apelo. Contudo, o SUV médio quebrou esse paradigma ao combinar visual robusto, recheio de equipamentos e preço competitivo, tornando-se o grande desejo da classe média. O sucesso do projeto, sobretudo, foi tão avassalador que o modelo original continuou em produção no país mesmo após as chegadas dos seus sucessores, o ix35 e o Tucson de terceira geração.
CAOA Chery Tiggo 7 Sport

Apesar de ter conquistado espaço no mercado, a CAOA Chery atravessava um período de menor apelo comercial. A chegada do Tiggo 7 Sport alterou esse cenário rapidamente. Aliás, posicionado com preço agressivo, o utilitário virou referência imediata nas redes sociais e alcançou o topo das vendas da categoria, superando o Jeep Compass, feito que, até então, apenas o Toyota Corolla Cross havia conquistado.
E você, qual outro carro transformou a história de uma marca no Brasil? Escreva nos comentários!

