A CAOA Chery anunciou nesta segunda-feira (5) a chegada do novo Tiggo 9 ao mercado brasileiro. Maior e mais sofisticado integrante da família Tiggo, o SUV desembarca por aqui em duas configurações, uma exclusivamente a gasolina de R$ 249.990 e outra híbrida plug-in tabelada em R$ 299.990, ambas com sete lugares e tração integral.
Não chega a ser uma surpresa vê-lo por aqui, pois o Tiggo 9 já estava nos planos da CAOA Chery há algum tempo, apareceu no Salão do Automóvel e, antes disso, o próprio Auto+ flagrou uma unidade camuflada rodando em testes no Brasil. Lá fora, o SUV também já iniciou sua expansão para outros mercados, como é o caso do Reino Unido.
Assim, a versão 2.0 TGDI vai mirar Toyota SW4, GWM Haval H9, Hyundai Palisade, Jeep Commander e Volkswagen Tiguan R-Line, enquanto o Tiggo 9 PHEV sobe alguns degraus em potência e eletrificação para encarar GWM Wey 07, BYD Atto 8, GAC GS9 e Mitsubishi Outlander PHEV.
Tiggo 9 2.0 turbo aposta em conjunto mais convencional

Apesar de toda a movimentação das marcas chinesas em direção aos híbridos, a CAOA Chery não abandonou o consumidor que ainda prefere um conjunto mais tradicional. Por isso, uma das versões do Tiggo 9 mantém um motor exclusivamente a gasolina, sem qualquer eletrificação.
É um 2.0 TGDI de quatro cilindros, turbo e com injeção direta, capaz de entregar 224 cv e 36,7 kgfm. Ele trabalha com uma transmissão automática de oito marchas e tração integral AWD.

Não são números que tentam transformar um SUV de sete lugares em esportivo, até porque estamos falando de um carro com 1.908 kg. Ainda assim, os 9,1 segundos necessários para chegar aos 100 km/h colocam o Tiggo 9 em uma posição interessante.
O Toyota SW4, com 204 cv, precisa de de 11,8 segundos, enquanto o Haval H9 de 184 cv passa dos 13 segundos. Por outro lado, modelos mais potentes levam vantagem, como o Hyundai Palisade de 295 cv e faz a mesma prova em cerca de 7,7 segundos, enquanto Commander Blackhawk e Tiguan R-Line, ambos com 272 cv, ficam na casa de 7 e 7,6 segundos, respectivamente.

Segundo os dados de homologação, o consumo fica em 8,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada. O tanque comporta 65 litros.
Grande, mas sem chegar ao tamanho dos gigantes
Visualmente, o Tiggo 9 deixa claro que está acima do Tiggo 8, porém suas dimensões mostram uma proposta um pouco diferente de alguns SUVs gigantes que começaram a desembarcar no Brasil.

São 4,81 m de comprimento, 1,92 m de largura, 1,74 m de altura e 2,80 m de entre-eixos. Com isso, ele é um pouco maior que um Jeep Commander, mas ainda fica longe dos mais de cinco metros de alguns concorrentes chineses eletrificados. Por comparação, o Tiggo 8 tem 4,72 m de comprimento e 2,71 m de entre-eixos.
Mesmo assim, há três fileiras e espaço para sete ocupantes. A suspensão segue a receita conhecida, com McPherson na dianteira e multilink independente atrás, enquanto os freios utilizam discos nas quatro rodas e a direção tem assistência elétrica.

As rodas são de liga leve de 20 polegadas, calçadas com pneus 245/50 R20. Além disso, existem seis modos de condução: Eco, Normal, Sport, Neve, Lama, Areia e ainda uma configuração voltada ao uso fora de estrada.
Porta-malas é um dos pontos fortes
O porta-malas, com as três fileiras montadas, sobram 148 litros atrás dos últimos bancos. Rebatendo a terceira fileira, são 448 litros considerando o volume até o tampão ou 819 litros aproveitando o espaço até o teto. Com segunda e terceira fileiras deitadas, a capacidade máxima chega a expressivos 2.065 litros.

Com isso, são 819 litros contra 500 litros do SW4, 791 litros do Haval H9, 704 litros do Palisade, 661 litros do Commander e 423 litros do Tiguan. É uma vantagem grande no papel, embora seja importante considerar que fabricantes nem sempre usam exatamente o mesmo método de medição.
Tiggo 9 PHEV muda bastante a proposta
A segunda versão mantém carroceria, sete lugares e boa parte dos equipamentos, mas troca completamente a mecânica. É nela que o Tiggo 9 entra de vez na atual disputa dos SUVs grandes híbridos plug-in.

Sai o 2.0 turbo e entra um 1.5 TGDI a gasolina trabalhando junto ao sistema elétrico. A transmissão também muda para uma 3DHT dedicada ao conjunto híbrido, com três marchas. Somando tudo, são 428 cv e 59,2 kgfm, alimentados por uma bateria de 34,5 kWh.
É uma capacidade considerável para um híbrido plug-in e suficiente para permitir 108 km de autonomia exclusivamente elétrica pelo Inmetro. Mesmo assim, seus principais rivais conseguem ir um pouco mais longe sem ligar o motor a combustão. O Wey 07 chega a 128 km pelo Inmetro, enquanto BYD Atto 8 e GAC GS9 alcançam 111 km e 114 km, respectivamente.

Com a bateria carregada, o consumo equivalente homologado fica em 28 km/l na cidade e 25,3 km/l na estrada. O sistema de recarga suporta potência de até 71 kW em corrente contínua (DC), carregando de 30% a 80% em cerca de 20 minutos e chega até 6,6 kW em corrente alternada (AC).
Tem 428 cv, e não é o mais rápido
Aqui existe outra diferença interessante em relação aos rivais chineses. Apesar dos 428 cv, a CAOA Chery não buscou números de aceleração tão agressivos. O Tiggo 9 PHEV faz de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. É bastante para um SUV desse tamanho, porém está longe dos 4,9 segundos do Wey 07 e do BYD Atto 8, enquanto o GAC GS9 completa a prova em 5,9 segundos.

As dimensões permanecem as mesmas da versão a combustão, com 4,81 m de comprimento, 1,92 m de largura, 1,74 m de altura e 2,80 m de entre-eixos. Para efeito de comparação, o Wey 07 chega a 5,15 m e o Atto 8 tem 5,04 m.
As rodas também têm 20 polegadas com pneus 245/50 R20, enquanto a garantia será de sete anos para o veículo e oito anos para a bateria. Na versão somente a combustão, a cobertura do carro também é de sete anos.
Interior quer justificar posição acima do Tiggo 8

Se mecanicamente as duas versões têm caminhos diferentes, por dentro a proposta é praticamente a mesma. É justamente aqui que a CAOA Chery tenta deixar claro que o Tiggo 9 não é apenas um Tiggo 8 um pouco maior. A cabine brasileira terá acabamento em preto e marrom, iluminação ambiente e central multimídia de 15,6 polegadas, acompanhada por painel de instrumentos digital de 10,3 polegadas e head-up display.
O sistema de som Sony possui 14 alto-falantes, enquanto o carregador por indução entrega até 50 W. Há ainda quatro entradas USB, sendo duas USB-A e duas USB-C, GPS integrado, computador de bordo, comandos de voz e tomada de 12 V.

O teto solar panorâmico tem abertura elétrica e, para melhorar o isolamento, para-brisa e vidros dianteiros são acústicos. Também entram na lista ar-condicionado digital de duas zonas, partida por botão, acesso sem chave, sensor de chuva, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera de ré com linhas dinâmicas e sistema de câmeras com visão de 540 graus.
O porta-malas tem abertura elétrica e pode ser aberto ou fechado a distância. Há ainda retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos com setas em LED e função de desembaçamento, descanso para o pé do motorista e volante aquecido. Por fora, o pacote inclui faróis Full LED com acendimento automático, rack de teto e spoiler traseiro.
Até a segunda fileira tem aquecimento e ventilação

O motorista tem oito ajustes elétricos para o banco, além de quatro regulagens lombares, memória, aquecimento, ventilação e massagem. Há ainda a função de cortesia, que movimenta o assento para facilitar a entrada e a saída do veículo.
O passageiro dianteiro não fica muito atrás, com seis ajustes elétricos, aquecimento, ventilação, massagem e apoio para as pernas. A diferença é que o cuidado não termina na frente. A segunda fileira também possui ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, além de cortinas laterais nas janelas.
Dez airbags e pacote ADAS extenso

A CAOA Chery também carregou bastante na segurança, começando pelos 10 airbags. Além das bolsas frontais, existem airbags laterais, de cortina, para o joelho do motorista, central e bolsas laterais específicas para a segunda fileira.
O pacote eletrônico oferece ainda frenagem automática de emergência, alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego e sistema de monitoramento do motorista. Há também piloto automático adaptativo, assistente de permanência e centralização em faixa, alerta e prevenção de saída de faixa, além de assistente de mudança de faixa.

Na traseira, o Tiggo 9 monitora o tráfego cruzado e possui alerta de colisão traseira. Para viagens e trânsito pesado, ainda entram controle inteligente do farol alto e assistente de congestionamento. Completam a lista assistentes de partida em subida e descida, estacionamento automático, controle eletrônico de estabilidade e tração, freio de estacionamento eletrônico e Auto Hold.
Na versão a combustão, as cores disponíveis serão Eclipse Black, Arctic White e Nightfall Matte Gray. Já o híbrido plug-in terá Eclipse Black, Arctic White e Forest Green.
E você, iria de Tiggo 9 2.0 turbo ou pagaria mais pela versão PHEV de 428 cv? Deixe seu comentário!


