Carro mais vendido da China e sucesso acima do esperado no Brasil, o Geely EX2 tem se tornado um grande êxito para a marca em nível global. Prova disso é que sua produção será localizada na América Latina e na Europa, usando fábricas da Renault e da Ford para isso. E, ao mesmo tempo, esse movimento marca o início da fortíssima ofensiva dos chineses pelo mundo.
Enquanto a Geely ainda não oficializa, há fortes rumores de que o EX2 será produzido no Brasil na fábrica da Renault em São José dos Pinhais. A marca já oficializou a produção nacional do EX5 híbrido. Contudo, o sucesso acima do esperado do hatch elétrico — que zerou o estoque de três meses em menos de 30 dias — pode acelerar esse movimento.
Durante o lançamento do Geely EX5, a marca afirmou que produzirá mais carros no Brasil, mas com plataforma compartilhada com o SUV médio. O EX2 é um deles. Ainda assim, durante a coletiva, executivos fizeram questão de reforçar que não estavam anunciando a localização do EX2 e que isso ainda não está nos planos.

Produção do Geely EX2 no Brasil
Entretanto, o movimento é mais do que lógico e até necessário, especialmente agora que os impostos de importação para carros elétricos vão subir. Além disso, a BYD já nacionalizou o Dolphin Mini, que é o rival mais forte do EX2. Por isso, usar a fábrica da Renault surge como estratégia praticamente obrigatória.
Só que, além do Brasil, a Geely também quer produzir o EX2 na Europa. Como a parceria com a Renault não funciona da mesma forma por lá — e, inclusive, no velho continente não há relação direta entre elas — a marca chinesa passou a olhar para a Ford como alternativa.

Europa entra no plano
Com a fábrica de Almussafes, em Valência, subutilizada, a Geely pretende aproveitar a estrutura disponível. A planta era usada para fabricar o Fiesta, que saiu de linha recentemente, e hoje produz apenas o SUV médio Kuga, que tem volume baixo.
Aliás, como o Escape, versão norte-americana do Kuga, saiu de cena, há grandes chances de que o modelo também não tenha futuro garantido na Europa. Com isso, a fábrica tende a ficar ociosa, abrindo espaço para novos projetos.

Sem um produto de volume para ocupar a linha, a planta deve passar a ser usada parcialmente pela Geely para a fabricação local do EX2. A ideia, portanto, é aproveitar o momento para rivalizar diretamente com Citroën ë-C3 e Renault 5, além de BYD Dolphin e GWM Ora 03, que já fazem sucesso por lá.
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