A produção nacional dos carros da Geely terá início em setembro deste ano. A operação conjunta da Renault Geely do Brasil utilizará as linhas de montagem do Complexo Ayrton Senna, no Paraná, para fabricar a nova linha de produtos. O primeiro modelo a sair da fábrica será o SUV híbrido Geely EX5 EM-i, enquanto a produção do elétrico EX2 está prevista para o último trimestre. As informações foram reveladas por Ariel Montenegro, CEO da Renault Geely do Brasil, ao jornal Valor Econômico, e também apuradas pela Quatro Rodas.
O fabricante segue no ritmo planejado para iniciar a montagem em setembro. Segundo a Quatro Rodas, a joint venture já está produzindo algumas unidades pré-série na planta paranaense, sobretudo, uma etapa que acelera o processo de homologação e o treinamento da equipe de fábrica.
A produção do SUV EX5 EM-i já havia sido confirmada durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro do ano passado. O utilitário é construído sobre a plataforma GEA, arquitetura que também servirá de base para futuros lançamentos da Renault. Já a decisão de fabricar o EX2 no Brasil veio após o seu sucesso comercial no mercado nacional. Inicialmente, o compacto será montado no país em regime CKD, utilizando componentes importados da China.

Geely EX2 terá alterações
De acordo com o Autos Segredos, o EX2 trará as atualizações visuais e mecânicas recentemente adotadas na China. O modelo receberá um novo para-choque dianteiro, além de trocar a bateria de 39,4 kWh por um conjunto maior, de 47 kWh. O pacote de novidades inclui ainda faróis Full LED e central multimídia com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.
A estratégia de nacionalizar dois modelos de uma só vez é uma resposta direta ao avanço acelerado de outras marcas chinesas no país. A BYD e a GWM já possuem linhas de montagem em solo nacional, enquanto a MG confirmou a produção dos modelos MG4 e MG S5 em Horizonte (CE). Além disso, a GAC terá veículos montados em Catalão (GO) pela HPE Automotores, representante da Mitsubishi no Brasil.



Todavia, outro fator determinante para a aceleração do projeto é a questão tributária. Ao produzir localmente, a marca se protege contra o aumento progressivo das alíquotas do imposto de importação para veículos eletrificados, garantindo margens financeiras mais competitivas no mercado brasileiro.
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