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Mudanças significativas

Jetour T2 muda de cara na China, fica menos bruto e pode chegar assim ao Brasil

Conhecemos de perto o SUV reestilizado, que ganhou faróis arredondados, dianteira mais urbana e interior renovado

7 min de leitura

O Jetour T2 mal começou sua trajetória no Brasil e já ganhou uma reestilização na China. O SUV, conhecido pelo visual quadradão e pela aparência de um legítimo fora de estrada, trocou parte daquela dianteira mais agressiva por linhas arredondadas e um interior reformulado. O Auto+ esteve recentemente na China e conheceu de perto o modelo atualizado, que poderá chegar ao mercado brasileiro futuramente.

Por lá, o SUV tem o nome de Traveller 7 e foi apresentado em agosto, durante o Salão do Automóvel de Chengdu. A comercialização começou em outubro, mas a Jetour ainda não confirmou quando, ou mesmo se, pretende oferecer essas mudanças no Brasil.

A atualização acontece poucos meses depois da chegada do T2 às concessionárias brasileiras. O modelo estreou por aqui em março de 2026, inicialmente nas versões híbridas plug-in com tração dianteira, enquanto a configuração 4×4 chegou em julho. Atualmente, o SUV é vendido em duas versões com tração dianteira — Advance de R$ 289.900 e Premium de R$ 299.900 e a 4×4 de R$ 349.900.

Jetour T2 abandona a dianteira quadrada e ganha faróis redondos

Jetour T2 chamado de Traveller 7 na China estático
Jetour T2 reestilizado [Auto+/Luiz Forelli]

A principal transformação está na dianteira. Quem conhece o T2 vendido no Brasil sabe que uma de suas características mais marcantes são os faróis retangulares, com quatro elementos luminosos de LED em cada extremidade. Junto da grade verticalizada e do para-choque robusto, eles ajudam a construir aquela aparência mais bruta do SUV.

Na reestilização, a Jetour resolveu ir em outro caminho. Os faróis agora receberam elementos circulares de LED, que envolvem os projetores principais e se conectam por uma faixa iluminada que atravessa a grade. O resultado ficou mais arredondado e menos agressivo, embora a carroceria continue naquele formato quadradão.

Jetour T2 4x4 XWD na cor Prata Veneer parado na terra estático

Durante nosso contato com o modelo na China, essa foi justamente a diferença que mais chamou atenção. O T2 continua sendo um SUV grande, com capô elevado e linhas retas, mas a nova dianteira transmite uma proposta visual mais urbana. Outra alteração aparece na própria grade. O nome Jetour, que antes ocupava a região central, agora fica na extremidade do capô. Com isso, a fabricante deixou a frente mais limpa.

O para-choque também mudou bastante. A peça perdeu parte dos recortes mais pronunciados e ganhou superfícies lisas, com uma grande abertura de ar na região inferior. Nas extremidades, a Jetour redesenhou os acabamentos e eliminou alguns elementos que reforçavam a aparência de um utilitário preparado para o fora de estrada.

Jetour T2 chamado de Traveller 7 na China estático
Jetour T2 reestilizado [Auto+/Luiz Forelli]

Aliás, os para-lamas também teve mudanças nas molduras das caixas de roda, que no T2 brasileiro utilizam acabamento escuro e bastante destacado, e agora aparecem pintadas na cor da carroceria. O SUV ainda recebeu novas rodas de liga leve.

Já na traseira, a fabricante preferiu mexer menos. As lanternas continuam verticalizadas, enquanto a tampa do porta-malas mantém a abertura lateral e o compartimento externo que lembra um estepe pendurado.

Jetour T2 4x4 XWD na cor Prata Veneer parado na terra estático

As principais alterações estão no para-choque, que ganhou acabamento mais integrado, e na cobertura do compartimento traseiro, que agora apresenta uma nova inscrição Jetour. O spoiler e alguns detalhes da coluna traseira também passaram por pequenos ajustes.

Interior do Jetour T2 também mudou e ganhou comandos mais práticos

Se por fora as alterações ficaram concentradas principalmente na dianteira, por dentro a Jetour aproveitou para rever a organização do painel. O desenho geral continua semelhante ao do T2 vendido no Brasil, com superfícies retas, painel elevado e uma central multimídia de 15,6 polegadas. O quadro de instrumentos digital também permanece com 10,25 polegadas, mas a fabricante atualizou o sistema e colocou um processador Qualcomm Snapdragon 8255.

Jetour T2 chamado de Traveller 7 na China interior da cabine

Entretanto, uma das mudanças mais interessantes aparece no console central. A Jetour retirou a grande alavanca de câmbio que ficava entre os bancos dianteiros e transferiu o seletor para uma haste atrás do volante, algo que virou comum na indústria chinesa à procura do minimalismo. 

Com isso, o console ficou mais limpo e ganhou uma distribuição diferente dos comandos. O seletor giratório dos modos de condução agora ocupa uma posição de destaque, acompanhado por botões para funções do veículo e pelo comando do sistema de tração.

Jetour T2 4x4 XWD na cor Prata Veneer e seu interior de cabine para avaliação

Além disso, a Jetour colocou os botões físicos da climatização, algo que não havia neste modelo. Ainda assim, manteve as funções importantes fora da tela multimídia. O freio de estacionamento eletrônico também passou a integrar essa nova disposição dos comandos, enquanto a região central oferece carregamento de celular por indução e novos espaços para guardar objetos.

O volante também mudou, adotando um desenho mais convencional e arredondado na parte superior. Já o painel ganhou saídas de ar verticais redesenhadas. Nas versões mais equipadas, o T2 chinês ainda oferece bancos dianteiros com ventilação, aquecimento e massagem, iluminação ambiente configurável em 256 cores e um sistema de som com 23 alto-falantes.

E os motores do novo Jetour T2?

Jetour T2 chamado de Traveller 7 na China interior da cabine

Na China, o Traveller 7 oferece uma gama mecânica mais ampla que a disponível no Brasil. Por lá, o SUV pode ter motores exclusivamente a gasolina ou conjuntos híbridos plug-in, enquanto aqui na operação brasileira temos somente versões eletrificadas.

Entre as configurações convencionais, o modelo chinês oferece um motor 1.5 turbo de 184 cv e 29,6 kgfm de torque, associado ao câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas e tração dianteira.

Jetour T2 chamado de Traveller 7 na China interior da cabine

Já as versões mais caras utilizam um 2.0 turbo de 254 cv e 39,8 kgfm, com tração integral. Dependendo da configuração, a transmissão pode ser automatizada de dupla embreagem ou automática de oito marchas.

A linha híbrida plug-in, importante para nós, também recebeu atualizações. O sistema C-DM combina um motor 1.5 turbo a gasolina com propulsão elétrica e utiliza baterias que podem chegar a 45,1 kWh. Na China, a Jetour anuncia até 251 km de autonomia elétrica pelo ciclo CLTC, que apresenta resultados diferentes dos homologados pelo Inmetro.

Jetour T2 chamado de Traveller 7 na China estático

No Brasil, o T2 continua utilizando o motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgfm, associado a dois motores elétricos nas versões Advance e Premium, ambas com tração dianteira. A potência total é de 320 cv e 62,2 kgfm de torque combinados. 

Já o T2 XWD 4×4 acrescenta um terceiro motor elétrico, dedicado ao eixo traseiro, e utiliza uma bateria maior, de 43,2 kWh. Nessa configuração, a potência total chega a 597 cv e 91,7 kgfm de torque, enquanto a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 5,5 segundos, segundo a marca.

Novo Jetour T2 pode chegar ao Brasil?

Jetour T2 chamado de Traveller 7 na China estático

Embora o T2 reestilizado já esteja à venda na China, a Jetour ainda não divulgou um cronograma para trazer o novo visual ao Brasil. Portanto, essas mudanças podem chegar mais futuramente, visto que o modelo acabou de estrear no Brasil e agora o objetivo é trazer motor flex para esses modelos. 

E você, prefere o Jetour T2 atual ou o novo? Deixe seu comentário!

1 comentário em “Jetour T2 muda de cara na China, fica menos bruto e pode chegar assim ao Brasil”

  1. Fernando

    Atrás não lembra um estepe pendurado, é um estepe pendurado, só que dentro da caixa…eu prefiro o desenho atual

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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