A Leapmotor está ampliando sua gama no Brasil com seu último lançamento de 2026. O B10 REEV chega por R$ 179.990 e usa o que a tecnologia chamada pela marca de Ultra-Híbrida. Com isso, assim como o C10 REEV, o SUV médio é um veículo com extensor de autonomia, onde o motor a gasolina está ali somente para gerar energia, mas quem efetivamente movimenta as rodas é sempre o elétrico.
Afinal, ele entrega a sensação de condução de um carro elétrico sem colocar no motorista aquela preocupação de encontrar um carregador durante uma viagem mais longa. Além disso, a Leapmotor colocou o SUV na faixa mais concorrida entre os chineses: de SUV médio, contra o BYD Song Pro, Jaecoo 7, Geely EX5 e CAOA Changan CS55, como seus principais rivais.

Design muda pouco diante do B10 elétrico
Por fora, não espere encontrar um carro diferente do B10 EV. Aqui, ele mantém praticamente todo o desenho que já conhecemos da versão elétrica, com desenho limpo, onde a dianteira não tem grade e um visual mais arredondado. Os faróis chamado de Wing Star são Full LED e o conjunto ainda traz farol alto automático.
De lado, as maçaneta continuam embutidas na carroceria e as rodas exibem o desenho chamado Star Sports. O teto panorâmico SkyView oferece 1,8 m² de área envidraçada. Contudo, é atrás que conseguimos separar os dois, onde o B10 REEV ganhou lanternas Full LED com iluminação contínua. Ou seja, agora existe uma faixa iluminada conectando visualmente os dois lados da traseira, algo que o elétrico não tem.


Além disso, outra diferença aparece quando você precisa realmente usar o carro. Para acessar o porta-malas do B10 REEV, que leva 350 litros, a tampa agora tem abertura elétrica. Dá até para acioná-la pela central multimídia e memorizar a altura de abertura. Com os bancos traseiros rebatidos, o espaço aumenta para 1.419 litros.
Leapmotor B10 REEV: motor 1.5 não movimenta as rodas
O B10 REEV tem um motor 1.5 16V a gasolina, mas ele não manda força diretamente para as rodas. Sua função é gerar eletricidade quando necessário. Portanto, independentemente de a bateria estar cheia ou de o motor a combustão entrar em funcionamento, quem traciona o carro continua sendo o motor elétrico traseiro.
Esse motor elétrico entrega 218 cv e 24,5 kgfm de torque. Como fica instalado no eixo traseiro, o B10 também tem tração traseira, algo diferente dos principais híbridos plug-in que a própria Leapmotor coloca como concorrentes.O resultado é um 0 a 100 km/h em 7,8 segundos.

Além disso, a marca destaca que o conjunto passou por validação da engenharia da Stellantis e recebeu acertos pensando também no consumidor brasileiro.
Bateria permite rodar 68 km sem ligar o motor a gasolina
A bateria é LFP, tem 18,8 kWh de capacidade e utiliza refrigeração líquida. A própria Leapmotor fabrica o conjunto, que ainda fica integrado estruturalmente ao veículo pelo sistema Cell-to-Chassis. Pelo Inmetro, são 68 km de autonomia exclusivamente elétrica.
Portanto, dependendo da rotina, dá para fazer boa parte dos deslocamentos urbanos sem usar gasolina. Quando a carga diminui ou existe necessidade de mais energia, entra o 1.5 como gerador e o carro continua sendo movimentado eletricamente.


A Leapmotor anuncia até 900 km de autonomia combinada, embora esse número siga o ciclo europeu WLTP e, portanto, não deva ser comparado diretamente aos 68 km elétricos medidos pelo Inmetro. Na etiqueta brasileira do PBEV, o B10 REEV registra 13,5 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada.
E dá para carregar o Leapmotor B10 REEV em corrente contínua
Outro ponto interessante é que a bateria não depende exclusivamente do motor a gasolina para recuperar energia. O motorista pode carregar o B10 normalmente na tomada. Em corrente alternada, ele aceita até 6,6 kW e leva cerca de 3h30 para ir de 0% a 100%.
Já em um carregador rápido de corrente contínua, a potência chega aos 46 kW. Nesse caso, a Leapmotor declara 18 minutos para passar de 30% a 80%. Pode não parecer uma potência enorme diante dos elétricos mais recentes, que já trabalham facilmente acima dos 100 kW, mas estamos falando de uma bateria de apenas 18,8 kWh. Além disso, ter entrada DC ainda é uma vantagem dentro dos híbridos plug-in, já que alguns rivais não trazem isso, como o Song Pro.

Dimensões
O B10 REEV entra no grupo dos SUVs médios que tentam aproveitar bastante o espaço interno sem crescer demais por fora. São 4,53 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 1,66 m de altura. O entre-eixos tem 2,74 m, enquanto o vão livre do solo fica em 17 cm. A dianteira tem 89,9 cm de balanço e a traseira, 89,6 cm. Já os ângulos são de 25° na entrada e 18,3° na saída.
Por dentro, o B10 segue aquela escola chinesa mais de eliminar boa parte dos botões e concentrar quase tudo na central multimídia. A tela tem generosas 14,6 polegadas e roda o LeapOS. A própria marca gosta de definir o sistema como uma espécie de tablet embarcado, e não é difícil entender o motivo. Tem conexão 4G, Wi-Fi, atualizações remotas OTA e agora Apple CarPlay e Android Auto sem fio.


Além disso, dá para criar rotinas automatizadas como se fosse uma casa inteligente. O motorista pode programar, por exemplo, o ar-condicionado para resfriar a cabine, renovar o ar, tocar determinada música ou executar uma sequência de funções assim que entra no carro.
O celular também entra bastante nessa história. Ele pode funcionar como chave, controlar a climatização, abrir e fechar vidros, mostrar onde o carro está e até enviar uma rota para a navegação. Pelo aplicativo também dá para acompanhar nível da bateria, consumo por quilômetro e programar a recarga.

B10 REEV ganhou mais equipamentos
E aqui aparecem outras diferenças importantes diante do elétrico. Os bancos dianteiros agora têm regulagem elétrica, com seis posições para o motorista e quatro para o passageiro. Além disso, os dois recebem ventilação. A Leapmotor também usa um revestimento com certificação OEKO-TEX e oferece duas opções de acabamento interno, em preto ou cinza. Atrás, o piso é completamente plano e agora existe apoio de braço central com porta-copos.
A marca diz ainda que existem 22 porta-objetos espalhados pela cabine. Para mostrar o espaço traseiro, inclusive, usou como referência uma pessoa de 1,86 m. Segundo a fabricante, ficam 147 mm livres para os joelhos e 990 mm entre o assento e o teto.

O sistema de som também melhorou bastante. Agora são 12 alto-falantes, contra seis do B10 elétrico usado pela Leapmotor nessa comparação. Por fim, entra iluminação ambiente personalizável, enquanto os retrovisores passam a rebater automaticamente.
Segurança tem sete airbags e ADAS nível 2
O pacote de segurança também é um dos pontos que a Leapmotor usa para diferenciar o B10. São sete airbags e uma estrutura que mistura aços de alta e ultra-alta resistência. Além disso, a integração da bateria à própria estrutura pelo Cell-to-Chassis também faz parte da construção do carro. Na parte eletrônica, o B10 REEV tem ADAS nível 2.
Entram piloto automático adaptativo com centralização na faixa, alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, monitor de ponto cego e alerta de saída de faixa. Além disso, existem assistente de permanência na faixa, alerta de abertura das portas, detector de fadiga e distração do motorista com câmera, alerta de colisão traseira e monitoramento de tráfego cruzado traseiro com frenagem automática.


Completam a lista controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, detecção das mãos no volante e chamada de emergência SOS.
Leapmotor quer mais que dobrar sua rede no Brasil
A Leapmotor encerrou 2025 com 36 pontos de venda espalhados por 29 cidades brasileiras. Agora, a empresa quer, até janeiro de 2027, chegar a 83 pontos de venda em 69 cidades. A estratégia coloca todas as capitais, cidades consideradas importantes pela empresa e até mais presença em shopping centers.

E você, prefere um elétrico puro ou faz mais sentido ter um motor a gasolina funcionando como gerador? Deixe seu comentário!


