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Nio: chinesa que troca baterias ao invés de carregar venderá carros no Brasil

Junto de tantas outras chinesas que virão ao Brasil, a Nio prepara sua chegada, mas tem algo diferente

4 min de leitura

Acho que você leitor já deve estar cansado de ler que mais uma marca chinesa prometeu chegar ao Brasil, mas vamos falar disso novamente. Só que, dessa vez, uma fabricante que tem algo realmente diferente. Em processo de expansão global, a Nio vai vender seus carros no Brasil em breve e deve adotar o sistema de troca de baterias.

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Lá na China, quem tem um Nio pode trocar as baterias do carro ao invés de carregá-las. O processo funciona de maneira simples: o motorista vai até uma estação da marca, o carro é elevado automaticamente, o sistema remove a bateria descarregada e instala outra totalmente carregada. Tudo acontece em menos de cinco minutos. Ou seja, na prática, o tempo fica muito próximo ao de abastecer um carro a combustão.

Além disso, é possível recarregar as baterias de maneira convencional, como em qualquer carro elétrico. Ainda assim, o sistema da Nio traz duas vantagens claras. Primeiro, a rapidez no abastecimento. Segundo, o fato de que as baterias sempre estarão em boas condições de uso, já que pertencem à rede da marca. Com isso, a preocupação com degradação diminui bastante.

Nio ET9 [divulgação]
Nio ET9 [divulgação]

Troca de bateria pode funcionar no Brasil?

Por enquanto, ainda não há confirmação sobre a adoção desse sistema no Brasil. Mesmo assim, a própria marca reconhece que a infraestrutura de recarga no país ainda é limitada. Por outro lado, justamente essa limitação pode abrir espaço para soluções como a troca de baterias.

As estações ocupam o equivalente a duas vagas de estacionamento e podem ser instaladas em locais estratégicos. Por exemplo, shoppings e centros urbanos entram como opções naturais. Portanto, se houver planejamento adequado, a Nio pode transformar um problema estrutural em vantagem competitiva.

Nio EC7 [divulgação]
Nio EC7 [divulgação]

Estratégia de marcas no Brasil

Outro ponto que ainda não ficou claro envolve qual marca será usada por aqui. Atualmente, o grupo conta com três frentes: a própria Nio, a Onvo e a Firefly.

A Nio, criada em 2014 com apoio produtivo da JAC Motors, atua no segmento premium. Seu portfólio inclui sedãs como ET5, ET7 e ET9. Além disso, há SUVs como ES6, ES7 e ES8, SUVs cupê EC6 e EC7, além da belíssima perua ET5T. Todos seguem a proposta de eletrificação com foco em porte maior e mais refinamento.

Onvo L90 [divulgação]

Já a Onvo funciona como porta de entrada. Criada em 2024, ela conta com o SUV cupê L60 e o SUV grande L90, com sete lugares. Além disso, a linha ganhará o L80 em breve. Todos são totalmente elétricos e pensados para atingir um público mais amplo.

Firefly mira o segmento de entrada

Por fim, a Firefly representa a investida no segmento de entrada. Até agora, a marca tem apenas um modelo, mas com proposta bem definida. Ele chega para enfrentar nomes como BYD Dolphin, Geely EX2 e GWM Ora 03.

Nio Firefly EV parado de frente com fundo e chão em amarelo
Firefly [divulgação]

O visual chama atenção pelos faróis e lanternas com três elementos circulares de LED. Além disso, o modelo entrega 143 cv e pode alcançar até 420 km de autonomia. Dessa forma, ele se posiciona de maneira competitiva dentro do segmento.

No fim das contas, a chegada da Nio ao Brasil não representa apenas mais uma marca chinesa. Pelo contrário, ela pode introduzir um novo modelo de uso para carros elétricos. Se a troca de baterias funcionar por aqui, o impacto pode ser bem maior do que parece à primeira vista.

Firefly [divulgação]

Você acredita no sucesso da Nio no Brasil? Conte nos comentários.

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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