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Os 5 carros mais esquisitos que a Toyota já fez na história

Conheça os 5 carros mais bizarros e esquisitos que a Toyota já criou: de portas asa de gaivota a modelo retrô com motor de Supra

5 min de leitura

Ousadia não é exatamente a primeira palavra que vem à mente quando pensamos na Toyota. Conhecida globalmente por sua filosofia conservadora de design e construção, a marca japonesa costuma ser bastante disruptiva em tecnologia, mas contida nas linhas de seus carros. Salvo exceções fora da curva, como o híbrido Prius, o público brasileiro quase sempre conheceu a sua face mais tradicional.

Apesar disso, a história global da Toyota revela momentos de pura ousadia ou incompreensão estética. Selecionamos os cinco carros mais esquisitos que a marca já produziu. Coincidência ou não, todos eles já saíram de linha e apenas um deles chegou a desembarcar oficialmente em solo brasileiro.

Sera

Toyota Sera dourado parado de frente foi um carro com portas diferentes
Toyota Sera [Divulgação]

O ditado popular já avisa que “nos menores frascos estão os melhores perfumes”. No caso da Toyota, um de seus modelos mais legais do passado foi também um dos menores. Produzido entre 1990 e 1995, o Toyota Sera era pura quebra de paradigmas. Ele utilizava a base de tração dianteira dos compactos da marca, sendo ainda menor que o Etios.

O grande destaque eram as portas com abertura asa de gaivota, uma solução digna de supercarros aplicada a um modelo que custava o mesmo que um Corolla na época. Para completar o visual exótico, o vidro das portas subia até o teto formando uma bolha e o vidro traseiro se estendia pelas laterais, lembrando o Chevrolet Tigra. Contudo, o motor 1.5 aspirado passava longe de entregar o desempenho prometido pelo visual esportivo.

Spade

Spade [divulgação]
Spade [Divulgação]

Projetado sob medida para o público PCD, o Toyota Spade se destacou no Japão pelo nível de acessibilidade revolucionário. O lado do passageiro contava com uma enorme porta corrediça com acionamento elétrico, facilitando o embarque. Já o lado do motorista trazia duas portas convencionais de abertura padrão. O fabricante chegou a oferecer uma versão especial onde o banco do passageiro se deslocava eletricamente para fora do carro para buscar o cadeirante na calçada.

Na prática, o Spade era uma variante mais refinada e luxuosa do Toyota Porte. Ambos compartilhavam a carroceria com formato de caixote para maximizar o espaço interno. O Porte teve vida longa no mercado japonês, sendo fabricado de 2004 a 2020 em duas gerações. O Spade surgiu em 2012 na segunda fase do projeto e se despediu junto com o irmão de plataforma no final de 2020.

WiLL Vi

Toyota WiLL Vi [divulgação]
Toyota WiLL Vi [Divulgação]

Poucos automóveis na indústria global conseguem superar o nível de excentricidade do Toyota WiLL Vi. Com clara inspiração retrô no Citroën Ami de 1961, ele chamava a atenção pelo vidro traseiro com inclinação negativa. Construído sobre a base da primeira geração do Yaris, ele ostentava um interior futurista para a época e velocímetro centralizado, conceito que mais tarde seria herdado pelo Etios.

O modelo fazia parte da divisão experimental WiLL da Toyota, uma iniciativa criada em 1999 voltada a atrair o público jovem e que acabou substituída pela divisão Scion em 2004. Embora todos os carros da gama trouxessem visuais chamativos desenvolvidos sobre bases mecânicas já consagradas, o WiLL Vi amargou vendas extremamente baixas por conta de sua aparência controversa.

Origin

Origin [divulgação]
Toyota Origin [Divulgação]

O que acontece quando você decide produzir um veículo no início dos anos 2000 com o visual clássico de meados do século passado? A resposta é o Toyota Origin. Desenvolvido sobre a moderna plataforma de tração traseira do Lexus IS, este sedan prestava uma homenagem explícita às linhas originais do sedan Crown da década de 1950.

Apesar da proposta nostálgica refinada, o Origin não conquistou o público e teve sua produção encerrada após 11 meses, entre maio de 2000 e abril de 2001, somando apenas 1.073 unidades fabricadas. O grande contraste mecânico ficava por conta do excelente motor 3.0 de seis cilindros em linha (a mesma família de motores utilizada no Supra) sob um visual retrô com direito a portas traseiras do tipo suicida e vigia traseiro côncavo.

Previa

Toyota Previa [Divulgação]

Geralmente, a arquitetura de motor central-traseiro é reservada para superesportivos. Esse arranjo distribui melhor as massas entre os eixos, aprimora o comportamento dinâmico e permite acomodar conjuntos potentes sem a necessidade de um capô longo. Em contrapartida, as minivans nasceram com foco estrito no conforto familiar. Foi aí que a Toyota decidiu subverter as regras com a Previa.

Sem qualquer pretensão esportiva no papel, a minivan trazia o motor instalado debaixo dos bancos dianteiros. A solução liberava espaço na cabine e permitia uma frente bastante curta. Para deixar a receita ainda mais curiosa, contava com tração traseira e chegou a dispor de uma opção equipada com compressor mecânico. Todavia, a Previa foi a única importada oficialmente para o Brasil nos anos 1990.

Qual desses carros da Toyota você achou o mais bizarro? E qual deles você colocaria na sua garagem pela ousadia? Escreva nos comentários!

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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