O mercado europeu cruzou uma fronteira no mapa da indústria global. Em uma reviravolta, os carros 100% elétricos superaram os modelos tradicionais a gasolina em volume de emplacamentos na Europa. Considerando os volumes somados da União Europeia, do Reino Unido e das nações da EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), o total de novos licenciamentos somou 1,15 milhão de unidades.
Se isolarmos apenas o desempenho dos países membros da União Europeia, o crescimento de 3,2% resultou em 955.013 veículos novos nas ruas. Desse montante geral, os elétricos puros abocanharam uma fatia expressiva de 23,3% de participação de mercado no mês de maio.

O fator geográfico que mudou o jogo
Essa inversão de posições no topo do ranking traz um detalhe importante sobre a infraestrutura europeia. Os elétricos registraram 21,3% de participação em maio, ainda ligeiramente atrás dos modelos a gasolina, com 22%. A virada só se consolida quando adicionamos os dados do Reino Unido e das nações nórdicas ao mapa, de acordo com as informações do Carscoops.com.
Estamos falando de mercados mais maduros em incentivos e rede de recarga. No entanto, sem o Reino Unido e os países nórdicos, a gasolina ainda mantém a liderança frente aos elétricos dentro do bloco da UE. Essa aceleração foi impulsionada por crescimentos expressivos em grandes mercados da região em maio, liderados por uma disparada de 75,7% nas vendas de elétricos na Itália, seguidos por altas de 55,4% na França e de 40,9% na Alemanha.
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Ao somar todo o continente (UE, Reino Unido e EFTA), os elétricos puros já respondem por 21,4% do mercado, colados nos carros tradicionais a gasolina, que acumulam 22,3%. Os híbridos seguem na frente com folga, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) também demonstraram fôlego comercial na UE, elevando sua participação de 8,3% para 9,7% no período.
Elétricos: o fenômeno Tesla e a derrocada dos combustíveis fósseis
A Tesla atuou como uma das grandes catalisadoras dessa virada ao praticamente dobrar suas entregas na Europa em maio. O Model Y reassumiu a liderança isolada do segmento zero emissão ao registrar 17.183 emplacamentos, terminando o período como o terceiro automóvel mais vendido do continente no ranking geral. O Model 3 somou 9.566 unidades, um volume quase três vezes maior do que o registrado em maio do ano passado.
Em contrapartida, a rápida popularização das baterias cobrou um preço alto das motorizações tradicionais. A procura por modelos novos movidos a gasolina despencou 18,2% no acumulado até o fim de maio. O diesel seguiu pelo mesmo caminho de retração, anotando uma queda de 16,6% nos licenciamentos e restando com uma tímida participação de 7,6% no bolo geral da UE.

A forte escalada das montadoras chinesas
Os fabricantes chineses consolidam uma forte ascensão e, em maio, registraram um volume de 121.030 emplacamentos. O montante garantiu, pela primeira vez na história da indústria local, uma participação de mercado recorde de 10,7% no continente. Aliás, o Grupo Geely alcançou a marca de 176.676 veículos comercializados na região, o que representa um avanço de 6,5% frente ao ano passado.
A SAIC teve crescimento de 11,6% (141.490 unidades), enquanto a BYD registrou um acumulado de 135.307 emplacamentos, ultrapassando a SAIC Motor (controladora da MG) e assumindo o posto de fabricante chinês mais vendido em solo europeu.

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Além disso, o Grupo Chery (responsável pelas marcas Chery, Jaecoo, Jetour e Omoda) encostou na vice-liderança após registrar uma alta de 316% no ano. Em paralelo, marcas como Leapmotor e Xpeng também fecharam o período com fortes ganhos de 552,9% e 138%, respectivamente.
E você, o seu próximo carro zero quilômetro ainda vai ser puramente a combustão ou um elétrico já virou opção? Escreva nos comentários.


