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Cabelos ao vento

Volkswagen coloca fim em seu último conversível

Fim dos cabelos ao vento: o último utilitário esportivo conversível da Volkswagen sairá de linha no próximo ano

3 min de leitura

O mercado caminha para encerrar de vez os conversíveis generalistas. O golpe mais recente vem da Volkswagen, que confirmou o término da produção do T-Roc Cabriolet para meados do próximo ano. Portanto, deixará de oferecer qualquer opção com teto retrátil em seu portfólio global, marcando o fim de uma era para a marca.

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O reflexo comercial já atinge as linhas. Afinal, a histórica fábrica de Osnabrück, na Alemanha, estenderá o recesso de verão e já prevê novas paralisações programadas nos próximos meses. Atualmente, o exótico SUV conversível, que compartilha o conceito com o Land Rover Range Rover Evoque Conversível, é o único produto montado pelos 2.300 colaboradores da unidade.

A jornada de trabalho foi reduzida para apenas quatro dias por semana. De acordo com informações da agência Reuters, a forte oscilação nas vendas acompanha a sazonalidade europeia, concentrando-se apenas nos meses quentes do Hemisfério Norte e despencando no restante do ano.

O futuro incerto da fábrica de Osnabrück

O destino das instalações alemãs virou uma grande incógnita. A matriz em Wolfsburg ainda estuda o que fazer com a planta após o fim do ciclo de vida do T-Roc conversível. Nos bastidores da indústria europeia, especula-se que a estrutura fabril poderia ser convertida no futuro para atender demandas do setor de defesa, embora nenhum plano oficial tenha sido chancelado pela direção do grupo até agora.

A derrocada do modelo, segundo informações do Motor1.com reforça o desinteresse do consumidor comum por modelos conversíveis, um nicho que migrou quase inteiramente para o mercado premium.

Volkswagen T-Roc Cabriolet [Divulgação]

Volkswagen: sem teto apenas no segmento de luxo

Se a marca Volkswagen desiste do segmento, o Grupo VW não fechará totalmente as portas para os cabelos ao vento. A estratégia agora é restringir o teto retrátil a marcas exóticas e de alto luxo, onde as margens de lucro justificam o desenvolvimento. A Porsche finaliza os testes do 718 elétrico, ao mesmo tempo em que prepara um lote extra do Boxster a combustão para os clientes tradicionais.

Já a Audi transformará o elétrico Concept C em um superesportivo de produção com teto targa retrátil programado para 2027, além de projetar uma variante Spyder sobre a base do cupê Nuvolari. A Lamborghini segue testando o Temerario Spyder, enquanto o mercado de supercarros já dá como certa a chegada do Revuelto Roadster, mantendo os conversíveis da Bentley.

Porsche 718 Boxster Electric preta de frente em movimento
Porsche 718 Boxster Electric [Reprodução/Motor1.com]

Você acha que a Volkswagen tomou a decisão certa ao focar os conversíveis apenas nas marcas de luxo como Porsche e Lamborghini? Escreva nos comentários.

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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