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Nova Volkswagen Amarok pode atrasar e geração atual deve seguir em produção

Projeto Patagonia prevê nova geração da picape média para 2027 com base chinesa da SAIC, porém contratempos logísticos podem empurrar o cronograma

5 min de leitura

A nova geração da Volkswagen Amarok já tem desenvolvimento confirmado para a América do Sul, no entanto o projeto pode enfrentar um atraso inesperado devido a problemas logísticos e dificuldades com fornecedores. Desta forma, a atual geração, em linha desde 2010 e que recebeu uma leve reestilização em 2025, pode permanecer por mais tempo em linha. 

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Segundo as informações publicadas pela Quatro Rodas com fontes ligadas ao projeto, o cronograma da futura picape pode escorregar por causa de contratempos logísticos que começaram a aparecer no desenvolvimento da nova geração. 

Fornecedores ainda não conseguem garantir a entrega de componentes dentro do prazo necessário para abastecer a linha de montagem, portanto o início da produção pode acabar sendo empurrado em até quatro meses. Mesmo assim, a expectativa atual ainda continua para 2027.

Nova geração da Volkswagen Amarok camuflada e vista de frente
Nova VW Amarok [Renato Maia/ Falando de Carro/ Reprodução]

Se isso acontecer, a estratégia da Volkswagen será simples: a marca permanecerá com a geração atual da Amarok em produção por mais algum tempo para evitar um hiato na linha de montagem da planta argentina. Ou seja, a picape atual seguiria sendo fabricada até que a nova geração esteja pronta para assumir a produção. 

Nova Amarok nasce de parceria com a SAIC

A Volkswagen prepara uma mudança profunda para a Amarok, que está há cerca de 15 anos na mesma geração. Agora, porém, a picape média se prepara para mudar radicalmente com um projeto totalmente novo para o mercado latino-americano, batizado de Projeto Patagônia. 

Teaser da Nova Volkswagen Amarok
Teaser da nova Volkswagen Amarok [Divulgação]

O plano prevê um investimento de cerca de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3 milhões) destinados principalmente à modernização da fábrica de General Pacheco, na Argentina, onde a picape continuará sendo produzida.

A próxima geração da Amarok representa uma mudança estrutural em relação ao modelo atual. Enquanto a picape vendida hoje utiliza uma base própria da Volkswagen desenvolvida no início da década passada, a futura geração surgirá a partir da joint-venture com a SAIC Motor, uma parceria iniciada em 1984.

Maxus Interstellar X preta parada de frente
Maxus Interstellar X [divulgação]

Inicialmente, a marca alemã pretendia aproveitar o acordo global com a Ford. Na Europa, por exemplo, a nova Amarok utiliza a mesma base da Ford Ranger, fruto de uma cooperação entre as duas fabricantes.

No entanto, uma série de impasses envolvendo governo argentino, estratégia industrial e divisão de produção fez a Volkswagen abandonar esse plano para a América do Sul. A empresa então precisou buscar uma alternativa rapidamente para viabilizar a nova geração da picape. Graças a essa cooperação, a futura Amarok latino-americana será baseada na picape chinesa Maxus Interstellar X.

Plataforma moderna e pronta para eletrificação

Maxus eTerron9 [Divulgação]

Segundo a Volkswagen, a nova Amarok não será uma simples adaptação, e sim um projeto com identidade própria, desenho exclusivo e acerto específico para o mercado sul-americano. O visual ficará sob responsabilidade de José Carlos Pavone, chefe de design da marca para as Américas.

Os primeiros dados indicam que a nova Amarok poderá alcançar cerca de 5,50 metros de comprimento, algo aproximadamente 30 centímetros maior que a geração atual. Já a base da Maxus já foi concebida para aceitar diferentes tipos de motorização, portanto isso abre espaço para versões semi-híbridas de 48 volts, híbridas plenas, híbridas plug-in e até totalmente elétricas.

Nova Volkswagen Amarok camuflada de traseira andando na estrada
Nova Volkswagen Amarok [Thiago Carvalho]

Ou seja, além de reduzir custos e acelerar o desenvolvimento, a parceria permite que a Volkswagen prepare uma Amarok com diversos tipos de eletrificação, algo que nos próximos anos ficará ainda mais comum, como acontecerá com a possível nova geração da Nissan Frontier, como já acontece com a Ranger PHEV confirmada ao nosso mercado, entre diversas outras. 

Motorização ainda é uma incógnita

Apesar de o projeto já estar confirmado, a motorização da nova Amarok ainda sim é um mistério. Hoje, a picape vendida no Brasil utiliza o conhecido motor 3.0 V6 turbodiesel de 258 cv e 59,1 kgfm, associado a um câmbio automático de oito marchas da ZF e sistema de tração 4×4 com reduzida.

Volkswagen Amarok Extreme [Auto+ / João Brigato]
Volkswagen Amarok Extreme [Auto+ / João Brigato]

Para a próxima geração, porém, a Volkswagen pode usar diferentes possibilidades, sendo uma delas continuar com o motor V6 aliado a algum tipo de eletrificação, como um sistema híbrido. Outra possibilidade pode ser a adoção de conjuntos mecânicos totalmente novos, já preparados para atender futuras normas de emissões e demandas energéticas.

Independentemente da escolha final, a picape deve continuar com um dos pontos mais importantes do segmento, que é a capacidade de carga acima de uma tonelada.

Equipamentos mais avançados

Maxus eTerron9 [Divulgação]

A nova geração também deve trazer um salto bem forte em termos de tecnologia frente a Amarok que conhecemos, já que também vem de uma empresa chinesa, comum em ter equipamentos ao extremo. Por isso é esperado câmeras 360°, sistemas avançados de assistência ao motorista e interiores digitais.

Vale lembrar que a SAIC é considerada a maior montadora da China e possui uma vasta rede de colaborações globais, como a General Motors, responsável pelo Spark EUV e o Chevrolet Captiva EV, vendidos no Brasil, além de controlar a tradicional marca britânica MG Motor.

E você, acredita que a nova Amarok baseada na chinesa pode continuar brigando de igual para igual com Ranger e Hilux? Deixe seu comentário!


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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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