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Exclusivo: BYD Dolphin G será lançado no Brasil ainda em 2026

Hatch híbrido plug-in derivado do Dolphin chegará com tecnologia flex, mais de 1.000 km de autonomia e produção nacional

5 min de leitura

O BYD Dolphin G será lançado no Brasil ainda em 2026. O Auto+ apurou com exclusividade junto a fontes ligadas à fabricante chinesa que o novo hatch híbrido plug-in já faz parte do cronograma da marca para este ano. Embora a data oficial de estreia ainda não tenha sido definida, é esperado que o Dolphin G chegue por aqui entre o terceiro e quarto trimestre deste ano.

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Quando o BYD Dolphin chegou ao mercado brasileiro, ele rapidamente virou um dos maiores sucessos da eletrificação nacional. Ainda assim, muitos consumidores continuam receosos em migrar para um carro totalmente elétrico. O principal motivo não está no veículo, mas sim na infraestrutura. Embora a rede de carregamento está em fase de crescimento no Brasil, ela ainda não está madura como outros mercados.

Foi justamente olhando para esse cenário que a BYD decidiu transformar seu carro de maior sucesso em um híbrido plug-in. Assim nasceu o Dolphin G, modelo que utiliza a tecnologia DM-i e que chegará ao mercado brasileiro.

Dolphin G é um novo carro e não apenas um Dolphin híbrido

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

Apesar do nome e da semelhança visual, o Dolphin G não é simplesmente uma adaptação do Dolphin elétrico. Na verdade, trata-se de um modelo completamente novo. O hatch compartilha diversos componentes com o recém-lançado Atto 2 híbrido plug-in e utiliza uma arquitetura desenvolvida especialmente para mercados globais.

Isso também diferencia o projeto de boa parte dos carros da BYD. Porque enquanto muitos modelos nascem primeiro na China e depois são exportados, o Dolphin G foi pensado desde o início para atender mercados internacionais.

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

O Brasil está entre os países prioritários dessa estratégia. Além disso, o modelo também terá papel grandioso na expansão da marca na Europa, onde terá concorrentes como Toyota Yaris Hybrid, Renault Clio E-Tech e outros compactos eletrificados.

Outro detalhe importante é que a versão brasileira deverá seguir a mesma estratégia adotada pelo recém chegado Atto 2. Ou seja, a expectativa é que o hatch seja montado inicialmente em Camaçari (BA) já saindo flex.

Motorização deve seguir receita do Atto 2

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

Embora não temos nenhuma informação da configuração brasileira, tudo indica que o  Dolphin G utilizará a base mecânica semelhante  do Atto 2. O conjunto parte de um motor 1.5 aspirado de quatro cilindros que entrega 95 cv e 12 kgfm de torque. Ele trabalha em conjunto com um motor elétrico dianteiro com a tecnologia híbrida plug-in.

Nas versões de entrada, chamadas de Active e Boost em alguns mercados, a expectativa é de uma bateria de 7,4 kWh. Nesse caso, a potência combinada é de 175 cv e 21,4 kgfm de torque. A autonomia elétrica também muda de acordo com a bateria. Nas versões iniciais, o hatch pode percorrer cerca 40 km em modo totalmente elétrico pelo ciclo WLTP.

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

Já as configurações mais completas, conhecidas como Comfort e Sport, devem utilizar uma bateria de 18 kWh. Com isso, a potência sobe para 212 cv e 29,5 kgfm de torque. Além do ganho de desempenho, a autonomia elétrica cresce para 90 km e 105 km sem consumir uma gota de combustível. 

Segundo dados divulgados pela própria BYD para outros mercados, a autonomia combinada ultrapassa os 1.000 km. A fabricante divulga aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 180 km/h.

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

Vale lembrar que o Atto 2 DM-i flex lançado recentemente no Brasil utiliza na versão GL uma bateria de 7,8 kWh com potência de 177 cv 30,6 kgfm de torque. Já a configuração GS usa bateria de 18 kWh e alcança 197 cv e mantém os mesmos 30,6 kgfm.

Por isso, a expectativa é que o hatch siga uma lógica parecida, aproveitando componentes já nacionalizados e calibrados para funcionar com etanol.

Maior que o Dolphin elétrico

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

Embora mantenha a proposta urbana, o Dolphin G cresceu em relação ao modelo elétrico vendido atualmente no Brasil. O hatch híbrido mede 4,16 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,57 m de altura e 2,61 m de entre-eixos. 

Em comparação, o Dolphin elétrico possui 4,12 m de comprimento e 2,70 m de entre-eixos. A diferença acontece justamente porque o novo modelo precisa acomodar o motor a combustão na dianteira, algo que não existe no elétrico puro. Ainda assim, ele continua posicionado acima do Dolphin Mini, que tem 3,78 m de comprimento e 2,50 m de entre-eixos.

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

O porta-malas também aparece como um bom argumento, com capacidade de 425 litros e possibilidade de chegar a 1.225 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Tecnologia segue padrão dos modelos mais recentes

Por dentro, o Dolphin G adota uma cabine alinhada ao restante da linha Ocean. O painel de instrumentos digital tem 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia utiliza uma tela de 10,1 polegadas.

BYD Dolphin DM-i híbrido plug-in laranja interior
BYD Dolphin G DM-i [Divulgação]

Dependendo da versão, o hatch também contará com carregador de celular por indução, head-up display, freio de estacionamento eletrônico e atualizações remotas de software.

A lista de segurança oferece o indispensável piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e câmera 360 graus.

E você, está ansioso para a chegada do BYD Dolphin G no Brasil? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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