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Primeiras impressões

Renault Kardian Vibe foca na eficiência, mas resgata o espírito do Sandero R.S. | Impressões

Por R$ 99.990, versão manual do SUV compacto combina alívio de peso, eficiência energética de ponta e uma dinâmica que evoca um ar de nostalgia

6 min de leitura

O Renault Kardian Vibe Turbo chegou por R$ 99.990 associando o propulsor 1.0 TCe de três cilindros com turbo e injeção direta ao câmbio manual de seis marchas. A proposta foca na entrega de desempenho sem abrir mão do baixo consumo de combustível. Então, para alcançar esse equilíbrio, o time de engenharia do fabricante o submeteu a um retrabalho técnico focado tanto na eficiência quanto no alívio de peso.

Ele emagreceu 43 kg, assim como teve a altura em relação ao solo reduzida. Além disso, a versão Vibe (nomenclatura já utilizada no Sandero) usa rodas de aço de 15 polegadas com calotas mais fechadas, enquanto a área frontal foi reduzida em 6%. Assim como houve uma redução no arrasto, o câmbio manual de código JX22 recebeu um alongamento de aproximadamente 11% na relação final, passando de 4,500 para 3,867.

Renault Kardian Vibe branco parado de traseira
Renault Kardian Vibe [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Renault Kardian Vibe oferece uma dinâmica afiada e sabor de nostalgia

Mais do que alterações visuais, as modificações técnicas ficaram evidentes em nosso primeiro contato no campo de provas da fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná. A disposição surge logo nos primeiros metros, e o Renault Kardian Vibe deixa no ar um sabor do antigo Sandero R.S. por conta das respostas de prontidão ao pedal do acelerador. Sejam elas tanto nas acelerações quanto nas reduções.

A caixa manual possui engates precisos da primeira à sexta marcha, além do acionamento suave da ré. A distância entre os pedais de acelerador, freio e embreagem facilita a execução do punta-tacco (manobra de acelerar e frear ao mesmo tempo). Sobretudo, os freios usam discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com boa modulação do pedal.

Renault Kardian Vibe [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Não há tendência da frente mergulhar nas frenagens mais fortes, bem como a boa posição de pilotagem é encontrada rapidamente devido à coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Além disso, o desenho dos bancos com espumas de boa densidade promovem uma boa sustentação lateral e apoio para a região lombar.

Ajuste de suspensão e consumo do Inmetro

A direção com assistência elétrica colabora diretamente na condução, mostrando-se rápida e direta, seja no esterço ou no retorno. Na prática, com as marchas mais longas, o motor opera em rotações mais baixas em velocidade de cruzeiro, reduzindo o ruído na cabine e cortando as emissões de dióxido de carbono em 7%.

Sustentado pela moderna plataforma RGMP (Renault Group Modular Platform), a suspensão combina arquitetura McPherson na frente e eixo de torção atrás, transmitindo uma baixa rolagem de carroceria, bem como promove mudanças rápidas de trajetória. As rodas de 15 polegadas calçam pneus 185/65. Todavia, ao abusar do pedal do acelerador é possível notar que os pneus dobram mais por conta do perfil mais alto.

Rodas de aço com calotas do Impressões Renault Kardian Vibe
Renault Kardian Vibe [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Só que a pegada do Renault Kardian Vibe é a eficiência. Portanto, de acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro mostram que, abastecido com gasolina, faz 13,7 km/l na cidade (ganho de 8% em relação às versões automáticas) e 15,3 km/l na estrada. Com etanol, as médias registram 9,3 km/l no ciclo urbano e 10,9 km/l no uso rodoviário, gerando um índice de eficiência energética de 1,49 MJ/km.

Desempenho e pacote de série

O motor 1.0 turbo preserva os 125 cv e 22,4 kgfm, mantendo 90% dessa força disponível a partir de 1.750 rpm. Com isso, o tempo de zero a 100 km/h caiu de 11,0 para 10,1 segundos quando abastecido com etanol e de 11,4 para 10,6 segundos no uso com gasolina.

Além disso, o Renault Kardian Vibe exibe o preto brilhante aplicado na grade frontal, nas capas dos retrovisores, nas maçanetas, no aerofólio e na antena do tipo tubarão. De todo modo, na cabine os bancos exibem revestimento em tecido com detalhes em azul, acompanhados por painel de instrumentos digital TFT e multimídia de oito polegadas com espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto.

Porta-malas do Renault Kardian Vibe
Renault Kardian Vibe [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

A lista de equipamentos de série inclui ar-condicionado digital, seis airbags, sensor de estacionamento traseiro, iluminação 100% em LED, entre-eixos de 2,60 metros, sendo maior que do Volkswagen Tera 1.0 MPI com 2,56 m. O porta-malas do Kardian é de 358 litros. Aliás, medida superior ao Fiat Pulse (320) e do Jeep Avenger (321).

Veredicto

O Renault Kardian Vibe cumpre a promessa de ser eficiente, mas, quase sem querer, a Renault reviveu o espírito entusiasta do Sandero R.S. Não há exagero na comparação: amparado pela plataforma RGMP e por uma mecânica purista de motor turbo e câmbio manual, ele entrega uma experiência de condução prazerosa e cada vez mais rara no mercado.

Em um cenário dominado por SUVs automáticos e opções de entrada com motores 1.3 de aspiração natural, como o Fiat Pulse manual, o Kardian Vibe se consolida por R$ 99.990 como uma proposta única. Ele combina agilidade, excelente pacote de equipamentos e uma economia de combustível.

Renault Kardian Vibe [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Ficha técnica

  • Preço: R$ 99.990
  • Motor: 1.0 três cilindros turbo, injeção direta, duplo comando com variação na admissão e no escape
  • Potência e torque: 125 cv e 22,4 kgfm
  • Transmissão: manual, seis marchas
  • 0 a 100 km/h: 10,1 segundos (etanol) e 10,6 segundos (gasolina)
  • Tração: dianteira
  • Medidas: 4,11 m de comprimento / 1,74 m de largura / 1,52 m de altura / 2,60 m de entre-eixos
  • Porta-malas: 358 litros
  • Altura livre do solo: 19,4 cm
  • Consumo etanol: 9,3 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada
  • Consumo gasolina: 13,7 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada

E você, o que achou do Renault Kardian Vibe? Gostou da versão de entrada mantendo o motor turbinado e com câmbio manual? Escreva nos comentários.

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