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5 carros que receberam nomes inspirados em fenômenos naturais

Nomes que remetem a tempestades, ventos, relâmpagos e ciclones deram identidade a alguns dos modelos mais curiosos e marcantes da indústria automotiva

5 min de leitura

Escolher os nomes dos carros nunca foi uma tarefa simples. Além de criar uma identidade própria, as fabricantes procuram transmitir personalidade antes mesmo de o motorista ligar o motor. Não por acaso, muitos modelos ganharam nomes inspirados em fenômenos naturais, uma estratégia usada para associar velocidade, força e desempenho.

Ao longo das últimas décadas, diversos carros recorreram a tempestades, ventos, relâmpagos e ciclones para reforçar esse conceito. Com isso, alguns se tornaram verdadeiras lendas, enquanto outros acabaram esquecidos pelo tempo, mas, ainda assim, deixaram sua marca entre os entusiastas.

Pensando nisso, o Auto+ separou cinco carros que buscaram inspiração na natureza para batizar seus projetos e que, até hoje, chamam atenção pela história e pela mecânica.

GMC Syclone

GMC Syclone

Muito antes das picapes esportivas ganharem fama, a GMC resolveu mostrar que um utilitário também poderia acelerar como um esportivo. Assim nasceu a Syclone, nome inspirado nos ciclones tropicais. 

Lançada no início da década de 1990, ela surpreendeu justamente por entregar desempenho incompatível com sua aparência discreta. Debaixo do capô, trabalhava um motor V6 4.3 turbo, equipado com um turbocompressor Mitsubishi RH06. O conjunto entregava 284 cv e 48,4 kgfm de torque.

GMC Syclone

Além disso, a tração integral permanente ajudava a transformar a potência em desempenho. Como resultado, a aceleração de 0 a 100 km/h acontecia em apenas 4,7 segundos, desempenho que colocava a Syclone lado a lado com esportivos muito mais caros da época.

Por outro lado, a produção também foi bastante limitada. Ao todo, apenas 2.995 unidades deixaram a fábrica, tornando a caminhonete um dos modelos mais desejados entre colecionadores.

Ford F-150 SVT Lightning

Além disso, outro fenômeno da natureza que ganhou espaço no mundo automotivo foi o relâmpago. Nesse caso, Lightning batizou uma das picapes esportivas mais famosas da Ford. Desenvolvida pela divisão Special Vehicle Team (SVT), a F-150 Lightning apostava em visual exclusivo, suspensão recalibrada e um motor preparado para oferecer desempenho acima da média.

A segunda geração, produzida entre 1999 e 2004, ficou marcada pelo V8 5.4 sobrealimentado, capaz de desenvolver 380 cv e 62,2 kgfm de torque. Com isso, a picape acelerava de 0 a 100 km/h em apenas 5,3 segundos e atingia 230 km/h de velocidade máxima.

Ford F-150 Lightning vermelha de traseira andando na estrada

Além disso, ela também ficou conhecida entre os fãs de cinema por aparecer em algumas cenas do primeiro filme da franquia Velozes & Furiosos.

Volkswagen Scirocco

Volkswagen Scirocco amarelo de primeira geração em movimento na estrada

Nem todo fenômeno natural está ligado à chuva ou às tempestades. O nome Scirocco faz referência a um vento quente e seco que nasce no deserto do Saara e atravessa o Mar Mediterrâneo em direção ao sul da Europa.

A Volkswagen adotou esse nome em um cupê lançado originalmente em 1974. Depois de anos fora de linha, o modelo voltou ao mercado em 2008 com uma proposta bem mais esportiva. Entre as versões mais lembradas aparece o Scirocco R.

Volkswagen Scirocco de primeira geração amarelo parado de traseira

Equipado com motor 2.0 TSI turbo de 265 cv, ele podia acelerar até os 100 km/h em 5,5 segundos e alcançar velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h. Além disso, o esportivo ainda oferecia transmissão manual ou DSG, ambas de seis marchas.

Renault Wind

Enquanto alguns fabricantes buscavam nomes ligados à força da natureza, a Renault preferiu explorar uma proposta mais descontraída. Lançado em 2010, o Wind utilizava justamente o vento como inspiração, algo que fazia todo sentido para um conversível compacto.

Construído sobre a plataforma do Twingo, o modelo chamava atenção pelo teto rígido retrátil. O mecanismo precisava de apenas 13 segundos para transformar o cupê em um roadster. Além disso, a Renault também oferecia duas opções de motorização. A versão de entrada utilizava um motor 1.2 turbo de 100 cv. Já a configuração mais esportiva herdava do Twingo RS o propulsor 1.6 16V aspirado de 133 cv.

Lister Storm

Lister Storm preto de frente andando na estrada

Se a proposta era transmitir força, poucos nomes faziam tanto sentido quanto Storm, palavra que significa tempestade em inglês. Produzido pela britânica Lister Cars a partir de 1993, o esportivo rapidamente entrou para a lista dos automóveis mais rápidos do planeta.

Seu grande destaque era o gigantesco motor V12 7.0 de origem Jaguar, desenvolvido inicialmente para competições de longa duração, incluindo as tradicionais 24 Horas de Le Mans. Acoplado a um câmbio manual de seis marchas, o conjunto entregava 546 cv e 80,5 kgfm de torque.

Lister Storm prata de traseira andando na estrada

Com esse conjunto, o Storm precisava de apenas 4,1 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e chegava aos impressionantes 335 km/h de velocidade máxima. Mesmo produzido em pequena escala, ele ajudou a consolidar a imagem da Lister como uma fabricante especializada em carros de altíssimo desempenho.

Motor Hurricane do Compass, Commander e Rampage

motor Hurricane

A inspiração em fenômenos naturais não ficou restrita aos carros. Nos últimos anos, a própria Stellantis adotou o nome Hurricane para batizar sua nova família de motores seis cilindros biturbo.

O propulsor equipa modelos como Jeep Compass Blackhawk, Jeep Commander Blackhawk e também a Ram Rampage R/T em alguns mercados, reforçando a estratégia das fabricantes de associar seus produtos à força e à intensidade dos fenômenos da natureza.

Qual desses carros com nomes inspirados em fenômenos naturais mais marcou você? Conte sua escolha nos comentários.

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Rafael Dea

Cursou Jornalismo para trabalhar com carros. Formado em 2005, atuou na mídia impressa por mais de 16 anos e também em veículos on-line. Embora tenha uma paixão por caminhonetes, não dispensa um esportivo — inclusive, foi o único brasileiro a participar do lançamento global do Porsche Panamera GTS.

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