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Nissan inventa truque para Frontier engolir cargas enormes

Patente mostra sistema que abre a parede entre cabine e caçamba e pode aumentar bastante o espaço para objetos compridos

3 min de leitura

A próxima geração da Nissan Frontier norte-americana pode ganhar um recurso bastante bizarro, mas que até pode fazer muito sentido para diversos consumidores de picapes. Em vez de aumentar a caçamba ou simplesmente baixar a tampa traseira, a Nissan registrou uma solução que abre parte da parede entre a cabine e a área de carga.

Desta forma, os bancos traseiros rebatem e a divisória atrás deles também se movimenta. Com isso, a caçamba passa a avançar para dentro da cabine, criando uma área praticamente contínua para levar objetos grandes ou compridos. 

A patente foi publicada nos Estados Unidos em setembro. Por isso, embora a Nissan não tenha comentado nada sobre, essa solução, caso vire realidade, provavelmente seria apenas para a Frontier norte-americana, sem nenhuma correlação com a chinesa que chegará ao Brasil. 

A caçamba praticamente entra dentro da cabine

Nissan Frontier patente nos EUA para rebater bancos traseiros e colocar carga da caçamba dentro da cabine da picape
Nissan Frontier patente [Reprodução]

O sistema é conhecido como midgate. Basicamente, existe uma divisória móvel entre a cabine e a caçamba, algo diferente da tampa traseira convencional.

No projeto da Nissan, primeiro os encostos do banco traseiro descem. Depois, a própria divisória se movimenta e cria uma superfície praticamente plana sobre os bancos rebatidos. Assim, os objetos que normalmente não caberiam na caçamba conseguem avançar para dentro do carro. 

Nissan Frontier patente nos EUA para rebater bancos traseiros e colocar carga da caçamba dentro da cabine da picape
Nissan Frontier patente [Reprodução]

A patente também mostra uma estrutura de apoio escondida dentro dessa divisória. Quando o sistema abre, esse suporte ajuda a sustentar a peça na horizontal e evita que ela fique apoiada diretamente sobre os bancos. Ou seja, a Nissan não pensou apenas em fazer um buraco entre cabine e caçamba. Tem todo um mecanismo para fazer aquela área em uma extensão útil do espaço de carga.

O problema é que você perde os bancos traseiros

Claro que tem uma troca. Para abrir completamente o sistema mostrado pela Nissan, os bancos traseiros precisam ficar rebatidos. Além disso, como a divisória aparece como uma peça única, não daria para manter um passageiro atrás enquanto apenas metade da abertura fica disponível. Pelo menos é assim na configuração mostrada no registro atual. 

Nissan Frontier patente nos EUA para rebater bancos traseiros e colocar carga da caçamba dentro da cabine da picape
Nissan Frontier patente [Reprodução]

Ainda assim, para quem eventualmente precisa transportar madeira, tubos, bicicletas, pranchas ou equipamentos maiores, essa solução aumenta bastante a versatilidade sem obrigar a Nissan a criar uma caçamba gigantesca.

A ideia não é nova, mas quase desapareceu

Esse tipo de solução já apareceu em algumas picapes grandes. A Chevrolet Avalanche, lançada no começo dos anos 2000 nos EUA, virou uma das referências mais conhecidas ao usar uma divisória móvel semelhante. Depois, outros modelos da General Motors também adotaram a ideia, mas o sistema praticamente desapareceu. Hoje ele continua vivo principalmente nas elétricas Chevrolet Silverado EV e GMC Sierra EV.

Nissan Frontier [divulgação]
Nissan Frontier [divulgação]

 

Na GMC, por exemplo, o MultiPro Midgate permite unir cabine e caçamba e criar um espaço de carga que pode chegar a pouco mais de 3,3 metros, dependendo da configuração. Por isso, levar essa ideia para uma Frontier colocaria um recurso típico de picapes bem maiores dentro do segmento médio.

E você, usaria uma Frontier que pudesse transformar parte da cabine em caçamba? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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