Assim como a BYD monta seus carros em Camaçari, a GWM já produz em Iracemápolis e a Geely começou sua produção em São José dos Pinhais, agora a GAC confirmou qual será seu primeiro carro nacional. O escolhido é justamente o Aion UT, hatch elétrico que será montado ainda em 2026 e chegou há poucos meses para ser o modelo mais vendido da chinesa em território nacional.
A confirmação veio de Mauro Correia, CEO da HPE Automotores, durante o Summit Futuro da Mobilidade 2026, evento organizado pela Autoesporte e pelo Valor Econômico. Segundo o executivo, o Aion UT começará a sair da fábrica de Catalão, em Goiás, ainda neste ano. É a mesma planta onde hoje são feitos Mitsubishi Triton e Eclipse Cross.
Na verdade, essa história já vinha sendo construída há algum tempo. Em março, a GAC e HPE haviam fechado uma parceria para produzir os carros da chinesa em parte da estrutura de Catalão. Naquela época, contudo, ainda faltava saber qual modelo iria abrir essa nova fase. Com isso, sabemos que o Aion UT é favorito e a escolha faz total sentido.
Aion UT virou a principal aposta da GAC
![GAC Aion UT prata de traseira [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/03/gac_aion_ut28.webp)
O hatch elétrico chegou ao Brasil em junho e, mesmo sendo um dos carros mais recentes da gama, rapidamente passou à frente de modelos que estavam há mais tempo nas concessionárias. Até agosto, foram 2.725 unidades emplacadas. Com isso, em apenas três meses, o Aion UT superou inclusive o GS4 Hybrid, que acumulou 2.657 registros entre janeiro e agosto.
Não por acaso, ele passou na frente de outros candidatos à produção nacional. Até então, o GS3 era uma escolha bem lógica, principalmente por ser um SUV compacto a combustão, justamente o tipo de carro que costuma ter muito mais volume no Brasil. Contudo, o desempenho do Aion UT mudou essa ordem.
Produção começa de um jeito mais simples

Neste primeiro momento, todavia, não espere um Aion UT completamente nacionalizado. A operação começará em SKD, sigla para Semi Knocked Down. Neste caso, o carro chegará da China parcialmente montado e terá as etapas finais concluídas em Catalão.
É uma maneira mais rápida de iniciar a produção local sem precisar instalar, de uma vez, toda a estrutura necessária para fabricar o veículo desde a carroceria. Tudo bem que esse regime já paga o teto mais alto de imposto: 35% desde julho de 2026. Porém, na ponta do lápis, trazê-los desmontados ainda é mais barato do que o carro completo (CBU) devido ao frete e à base de cálculo.

Assim, com a montagem SKD, a GAC partirá em um segundo momento para a montagem CKD que está com alíquota mantida em 14% até dezembro. A partir de janeiro essa porcentagem também sobe para 35%. Inclusive, é um caminho que vimos com outras chinesas quando começaram por aqui, como a BYD.
Segundo Mauro Correia, em aproximadamente um ano a fábrica deverá estar preparada para receber um processo mais completo de montagem, peça por peça, além de aumentar gradualmente a quantidade de componentes nacionais. Ainda assim, o executivo não revelou qual será o índice de nacionalização nem quantos Aion UT serão produzidos nessa primeira fase.
Mas por que começar pelo Aion UT?

Além das vendas, existe uma questão de posicionamento. O Aion UT entrou justamente em um dos pontos mais disputados do mercado de elétricos. Ele enfrenta BYD Dolphin e Geely EX2, embora seja maior que os dois. São 4,27 metros de comprimento e generosos 2,75 m de entre-eixos, enquanto o porta-malas leva 340 litros.
Além disso, as duas versões usam motor elétrico dianteiro de 204 cv. A Premium, atualmente tabelada em R$ 139.990, usa bateria de 44,12 kWh e tem 253 km de autonomia pelo Inmetro. Já a Elite sobe para R$ 159.990, recebe bateria de 60 kWh e alcança 310 km no ciclo brasileiro.
E você, acha que a produção nacional pode fazer o GAC Aion UT ganhar ainda mais espaço contra Dolphin e Geely EX2? Deixe seu comentário!
![GAC Aion UT prata de frente [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/03/gac_aion_ut4.webp)

