A Renault iniciou na fábrica de Santa Isabel, na Argentina, a produção da Niagara. Mostrada em setembro, a caminhonete terá mais de 50% do seu volume fabril exportado para outros países da América Latina, de acordo com o Autoblog.ar e Motor1Brasil, com o Brasil na rota. Por aqui, a estreia ocorre em novembro, mês em que a marca divulgará os preços e os detalhes finais do catálogo de versões.
A Renault Niagara substitui a antiga Oroch e insere o fabricante de vez no acirrado segmento de caminhonetes intermediárias. Sobretudo, ela mira diretamente rivais consolidadas, como Fiat Toro e Ram Rampage, Chevrolet Montana, Ford Maverick e futuros lançamentos, como Volkswagen Tukan e BYD Mako.

Renault Niagara compartilha a base com o SUV Boreal
A nova caminhonete nasce sobre a plataforma modular RGMP e compartilha diversos componentes visuais e estruturais com o Boreal. Entre eles, o conjunto óptico dividido com iluminação em LED e o nome Renault estampado por extenso entre os faróis. O alinhamento visual com o Boreal segue até a coluna B, compartilhando as portas dianteiras, os retrovisores e parte dos apliques plásticos das caixas de roda.
Em dimensões, a topo de linha Outsider 4×4 mede 4,94 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,72 m de altura e 2,96 m de distância entre-eixos, além de uma altura livre em relação ao solo de 233 mm. A caçamba possui 938 litros, suporta carga útil de 654 kg e aceita reboque de até 710 kg. O compartimento conta com iluminação própria, capota marítima rígida e opções de rodas de liga leve de 17 ou 18 polegadas.


Cabine com Google Gemini e espaço traseiro otimizado
Ao abrir a porta, a caminhonete herda do Boreal o painel com duas telas integradas. Aliás, há quadro de instrumentos 100% digital de 10,2 polegadas e multimídia OpenR Link de 10,1 polegadas com ecossistema Google Built-In e inteligência artificial Gemini. Além disso, o banco traseiro possui encosto reclinável em até 25º saídas de ar dedicadas, conexões USB-C e 36 litros extras atrás dos assentos.
O pacote tecnológico ainda inclui assistências à condução trazendo controlador adaptativo de velocidade com função Stop&Go, frenagem autônoma de emergência dianteira e em marcha à ré, assistente de permanência em faixa, alerta de ponto cego, leitor de placas de trânsito, câmeras com visão 360º e assistente de estacionamento semiautomático.

Motor 1.3 turbo flex e tração 4×4
Sob o capô, o motor 1.3 turbo flex de quatro cilindros rende 156 cv (gasolina) e 160 cv (etanol), além de 27,5 kgfm. A versão de entrada traz câmbio manual de seis marchas e tração 4×2 dianteira, enquanto as configurações intermediárias adotam a transmissão automatizada de dupla embreagem de seis velocidades.
A topo de linha Outsider estreia a combinação do câmbio DCT com tração 4×4. Aliás, opera sob demanda enviando força para o eixo traseiro via cardã e acoplamento por embreagens, oferecendo ainda o bloqueio da distribuição de torque na proporção de 50:50 por meio do seletor no painel.


Renault Niagara híbrida leve de 48V fica para 2027
Embora a plataforma RGMP seja preparada para eletrificação, a Renault Niagara chegará às lojas com motorização 1.3 turbo convencional. A Renault confirmou que a variante híbrida segue em desenvolvimento e desembarcará no país apenas em 2027, cerca de um ano após o início das vendas das versões a combustão.
A futura versão eletrificada aplicará um sistema híbrido leve de 48 Volts associado ao motor 1.3 turbo, somado a um propulsor elétrico traseiro de 31 cv e 8,9 kgfm alimentado por uma bateria de 0,84 kWh. Esse arranjo garantirá tração integral eletrificada nas rodas traseiras de forma independente, dispensando o eixo cardã tradicional.

E você, acha que a nova Renault Niagara tem o necessário para desbancar a Fiat Toro? Escreva nos comentários!


