O Fiat Argo X está começando a tirar a roupa de testes depois de meses rodando completamente coberto por adesivos e peças falsas nos arredores de Betim (MG), Com isso, o o próximo hatch da Fiat apareceu com bem menos camuflagem e agora já deixa praticamente toda a traseira, lateral e dianteira à mostra.
As novas imagens foram publicadas pelo perfil Placa Verde no Instagram e mostram duas unidades em momentos diferentes de testes. Assim, depois de tantas projeções e protótipos praticamente embalados para presente, já dá para entender bem melhor como será o Argo X que chegará às lojas no último mês do ano, como apurou o Auto+.
Traseira do Argo X praticamente não se esconde mais
A foto traseira talvez seja a mais interessante justamente porque quase não existe mais o que esconder. A Fiat manteve apenas faixas de camuflagem sobre alguns detalhes da tampa e do para-choque. Contudo, as lanternas já aparecem completamente expostas, com formato vertical nas extremidades da carroceria e três pequenos elementos de LED em cada lado.

O resultado confirma bastante aquilo que o Auto+ já havia antecipado. O Argo X terá a arquitetura visual do Grande Panda europeu, porém, com mudanças principalmente nas identificações. Enquanto o modelo europeu traz o nome Panda espalhado pela carroceria, o brasileiro terá a inscrição Fiat centralizada na tampa traseira. Já o nome Argo X ficará mais abaixo, no lado direito.
Inclusive, justamente a região central da tampa continua escondida no protótipo fotografado, portanto, é ali que ficará o logotipo que a Fiat ainda tenta esconder. Além disso, o para-choque aparece com uma grande área em plástico preto sem pintura. A mesma solução aparece ao redor das caixas de roda e seguirá pelas laterais, além do rack de teto.
Na frente, finalmente aparecem os pixels

O outro flagra do que vimos em teasers, são os faróis retangulares que também ficam posicionados bem nas extremidades da carroceria. Contudo, nesta unidade, já é possível ver os pequenos elementos luminosos internos que criam aquele efeito pixelizado, quase como pequenos quadrados agrupados.
É uma solução herdada diretamente do Grande Panda e, além disso, será um dos elementos mais marcantes dessa nova identidade da Fiat. As versões mais simples terão iluminação mais convencional, enquanto as configurações superiores receberão faróis em LED com esse desenho mais elaborado.

O para-choque também está muito mais exposto. A parte inferior traz uma grande abertura de ar, enquanto alguns elementos quadrados aparecem nas extremidades e repetem justamente a linguagem pixelizada dos faróis.
Além disso, mesmo com a faixa de camuflagem atravessando a dianteira, já conseguimos perceber que a grade será muito próxima daquela usada no Grande Panda. A principal diferença estará novamente no nome Fiat centralizado.
Lateral ainda guarda algum segredo

De lado, por outro lado, a Fiat continua sendo um pouco mais cuidadosa. A parte inferior das portas permanece coberta, principalmente naquela região onde o Grande Panda europeu traz o nome Panda moldado diretamente na chapa. Contudo, como já contamos anteriormente, o Argo X não repetirá essa solução.
O hatch brasileiro manterá o relevo e parte dos vincos, porém, sem escrever Argo ou Fiat diretamente na lataria. Com isso, a produção fica mais simplificada e em caso de futuros danos é mais fácil para reparo.
Argo X continua sendo hatch

Visualmente, o Argo X parece muito mais próximo de um crossover que o Argo vendido hoje. Contudo, a Fiat vai posicioná-lo essencialmente como um hatch compacto mais moderno, para brigar com Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Hyundai HB20. Ou seja, não teremos um Argo novo substituindo o antigo de um dia para o outro.
A Fiat repetirá uma estratégia que já usou várias vezes no Brasil, deixando as duas gerações convivendo nas concessionárias enquanto cada uma atende uma faixa de preço diferente. Foi algo parecido com Mille e Novo Uno, além de Palio Fire e gerações mais modernas do Palio.Nesse caso, a letra X serve justamente para separar os dois carros.
Motores conhecidos, mas com mudanças

Debaixo do capô também não teremos nenhuma grande revolução, já que o esperado é as versões de entrada com o conhecido 1.0 Firefly aspirado de três cilindros, de até 75 cv e 10,7 kgfm, sempre acompanhado do câmbio manual de cinco marchas.
Além disso, teremos o 1.3 Firefly manual, enquanto as opções automáticas ganharão o sistema MHEV de 12 volts. Já no topo aparecerá o 1.0 turbo T200 também combinado ao sistema MHEV de 12 volts com 116 cv e 20,4 kgfm e câmbio CVT que simula sete marchas.
Por dentro também muda bastante

A cabine ainda não apareceu completamente sem camuflagem nesses novos flagras, porém, já sabemos que ela terá uma interpretação mais sóbria daquela encontrada no Grande Panda europeu.
Enquanto o europeu usa cores bem vivas, o Argo X brasileiro terá tons mais tradicionais. Mesmo assim, manterá uma grande moldura no painel reunindo instrumentação e central multimídia.
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