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Honda WR-V vai mudar de visual na linha 2027

Vendido como Elevate na Índia, SUV prepara primeira reestilização com mudanças no visual e equipamentos que fazem falta no modelo atual

5 min de leitura

O Honda WR-V mal completou um ano no Brasil e já pode ter mudanças importantes pela frente. Não porque o SUV tenha envelhecido por aqui, mas porque sua história começou bem antes em outros mercados e agora precisa de mudanças para continuar competitivo.

O carro que conhecemos como WR-V nasceu na Índia em junho de 2023, onde recebeu o nome Elevate. Poucos meses depois, em novembro, a Honda mostrou a versão japonesa, já batizada como WR-V, antes de iniciar as vendas em março de 2024. Já o Brasil entrou nessa história bem depois. Produzido em Itirapina (SP), o WR-V começou teve início de vida aqui em novembro de 2025. 

Agora essa diferença de idade começa a aparecer. A Honda prepara a primeira reestilização do Elevate na Índia e deve apresentá-la já no início de outubro. Embora a atualização tenha como objetivo recuperar espaço naquele mercado, ela também pode antecipar o que veremos futuramente no WR-V brasileiro. 

WR-V vive situação diferente no Brasil

Honda WR-V/Elevate na Índia em testes camuflado
Novo Honda WR-V [Reprodução/Auto Beam]

Por aqui, na verdade, a Honda não tem a mesma urgência para mexer no carro. A linha 2027 chegou recentemente e tem as duas versões conhecidas: EX por R$ 149.900 e EXL por R$ 154.900. Além disso, o WR-V encontrou um ritmo interessante de vendas mesmo disputando uma das faixas mais concorridas do mercado. Em março, por exemplo, foram 3.540 unidades, seu melhor resultado mensal.

O desempenho também mostra que existe espaço para crescer. Por exemplo, o Toyota Yaris Cross e Jeep Renegade aparecem entre os concorrentes que brigam diretamente pela atenção desse consumidor e está acima em emplacamentos do SUV da Honda. 

Novo Honda WR-V de traseira na cidade
Novo Honda WR-V [Reprodução/Auto Beam]

Na Índia, porém, o Elevate enfrenta uma situação diferente. Por lá, Hyundai Creta e Kia Seltos estão entre os adversários, e justamente a quantidade de equipamentos começou a pesar contra o Honda. Não por acaso, a reestilização vai atacar esse ponto. 

Visual muda, mas sem transformar o WR-V

Um protótipo camuflado flagrado rodando na Índia já confirmou que a atualização está em desenvolvimento. E, pelo que aparece nas imagens, a Honda não pretende reinventar o desenho que conhecemos.  A dianteira deve concentrar boa parte das mudanças, com grade redesenhada, para-choque revisto e uma nova distribuição interna dos elementos de LED nos faróis.

Honda WR-V EXL azul de frente em um shopping
Honda WR-V EXL [Auto+ / João Brigato]

Atrás, a lógica será parecida. As lanternas devem adotar uma nova assinatura luminosa, enquanto o para-choque também pode mudar. Novas rodas de 17 polegadas completariam o pacote externo. Ou seja, estamos falando de uma reestilização de meia-vida. 

Mais equipamentos são a mudança mais importante

Por dentro, talvez esteja a parte mais interessante dessa atualização. O Elevate ainda deixa de fora alguns equipamentos que já se tornaram comuns entre seus concorrentes indianos. Por isso, entre os itens esperados do WR-V reestilizado na Índia é o teto solar panorâmico, bancos dianteiros ventilados, ar-condicionado de duas zonas e câmera 360 graus. 

Honda WR-V EXL [Auto+ / João Brigato]

Equipamentos esses que rivais, dependendo da configuração, já entregam isso. Além disso, é esperado ajustes elétricos nos bancos e uma cabine mais tecnológica com a central atualizada. Desta forma, essa história pode se repetir no Brasil futuramente. 

Atualização pode antecipar futuro do WR-V brasileiro

Hoje, o WR-V nacional já resolve algumas deficiências do Elevate indiano. Desde a EX, por exemplo, a Honda instala o pacote Honda Sensing, além da central multimídia de 10 polegadas e painel TFT de sete polegadas, algo não visto nas configurações de entrada do SUV por lá. 

interior honda wr-v exl
Honda WR-V EXL [Auto+ / João Brigato]

Portanto, alguns itens como teto solar, câmera 360 graus, nova grade, para-choques e conjuntos de iluminação são um desses pontos que faria sentido por aqui. 

Além disso, há todo um histórico em que a Honda faz mudanças semelhantes dos modelos nacionais diante das atualizações dos seus carros lá de fora. O HR-V brasileiro acompanhou mudanças aplicadas ao modelo internacional, enquanto o City atualizado na Índia também já roda camuflado em testes por aqui. 

Honda WR-V EXL [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

Isso não significa que o WR-V nacional receberá automaticamente cada alteração do Elevate. Afinal, a Honda adapta equipamentos, versões e até motorização conforme cada mercado. 

Motor vai continuar conhecido

Se o visual e a lista de equipamentos vão mudar, a parte mecânica deve seguir praticamente igual na Índia. O Elevate continuará usando o conhecido 1.5 aspirado de quatro cilindros, com 121 cv e 14,8 kgfm de torque. Por lá, o consumidor ainda pode escolher entre câmbio manual de seis marchas ou CVT com sete marchas simuladas. 

Honda WR-V EXL motor
Honda WR-V EXL [Auto+ / João Brigato]

No Brasil, a receita é um pouco diferente. O 1.5 DI i-VTEC flex com injeção direta entrega 126 cv e 15,5/15,8 kgfm e trabalha exclusivamente com a transmissão automática CVT. 

Existe ainda a possibilidade de a Honda aproveitar a atualização para finalmente eletrificar o Elevate. A base vem do City, que já possui uma configuração e:HEV na Ásia, combinando o motor 1.5 a um sistema híbrido. No entanto, no Brasil, a eletrificação vai ter outro calendário. A Honda já prepara sua estratégia de híbridos nacionais, mas somente em 2028 e começará com o HR-V. 

E você, gostaria de ver o Honda WR-V brasileiro com teto solar panorâmico e câmera 360 graus? Deixe seu comentário! 

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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