Desde que o Haval H6 se provou um sucesso, muitos clientes pedem à GWM um SUV menor. O Jolion, por mais que despertasse interesse dos brasileiros, nunca atendeu aos critérios da divisão nacional para desembarcar por aqui. Mas agora o pedido foi atendido com o Ora 5, um SUV médio de visual exótico e que possui uma versão híbrida lá fora…que não vem agora.
Em conversa com o Auto+, Andre Leite, gerente de produto da GWM, afirmou que o modelo é cotado sim para o Brasil, mas não neste momento. “As concessionárias não dariam conta do volume que esse carro traria. Eu não posso trazer um carro novo que vai vender um monte e depois não conseguir ter peça ou dar manutenção direito”.
GWM evita repetir problemas enfrentados por rivais
Com a estrutura atual das revendas, o volume de vendas do Ora 5 híbrido poderia gerar um caos. O executivo citou a BYD como exemplo. A marca saiu de um volume parecido com o da GWM e rapidamente se tornou uma das maiores fabricantes do Brasil após a chegada dos irmãos Dolphin.
![GWM Ora 5 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/06/ORA-5_ambientada-3-1320x742.webp)
No início, as vendas cresceram muito rápido. Como consequência, várias concessionárias da BYD ficaram com carros parados à espera de peças e atendimento. Esse é justamente o cenário que a GWM quer evitar. Afinal, a marca está focada em se tornar a Honda e a Toyota das chinesas.
André reforçou que o pós-venda é muito importante para a GWM. Ele revelou que as concessionárias atuais já se comprometeram a ampliar suas oficinas. Além disso, as novas revendas já nascerão com estrutura maior. A ideia é suportar a expansão da gama e o aumento do porte dos veículos.
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Ora 5 híbrido pode chegar futuramente
Por isso, a GWM optou, neste primeiro momento, por priorizar as vendas do Ora 5 elétrico. Apesar do preço agressivo, a expectativa de vendas de um elétrico é menor que a de um híbrido HEV. Dessa forma, a rede atual consegue absorver esse crescimento.
Entretanto, caso o GWM Ora 5 HEV chegue futuramente ao Brasil, ele custará menos que os R$ 159 mil cobrados pelo modelo elétrico. Sua tropicalização também não deve exigir grandes mudanças. Afinal, ele utiliza o mesmo motor 1.5 quatro cilindros turbo do Haval H6. Ou seja, ele até já nasceria flex.

Você teria um Ora 5 híbrido ou prefere o elétrico? Conte nos comentários.
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