Após passar pelas motorizações 1.8 naturalmente aspirada, 2.0 turbodiesel, 2.4 Tigershark e, mais recentemente, pelas 1.3 T270 e 2.2 Multijet turbodiesel, agora a caminhonete intermediária Fiat Toro entrou na era da eletrificação com o sistema híbrido-leve de 48V, já aplicado no SUV compacto Jeep Renegade, por exemplo.
Oferecido nas versões Volcano (R$ 197.490) e Ultra (R$ 206.490), a proposta está em beneficiar tanto o consumo quanto a emissão de poluentes, combinando a eletrificação ao motor 1.3 16V de quatro cilindros com turbo e injeção direta. O conjunto não precisa de recarga em fontes externas, pois recarrega durante as frenagens e as desacelerações.
Ao volante, a atuação do conjunto híbrido-leve de 48V é perceptível nas saídas de semáforo, assim como nas reduções, conforme notamos durante o test-drive realizado pelas ruas e avenidas de Vitória (ES). Além disso, ao exigir mais do pedal do acelerador, o sistema dá um empurrão extra, garantindo uma dirigibilidade agradável e eficiente ao utilitário monobloco nascido sobre a plataforma Small Wide.

Não há mudanças nos números de desempenho e a Fiat Toro MHEV continua oferecendo até 176 cv e 27,5 kgfm quando abastecida com etanol. O turbolag (atraso antes de o turbocompressor encher) na caminhonete é baixo e vencido facilmente, o que ajuda a empurrar a picape saindo da imobilidade ou dirigindo em velocidades constantes.
Segundo o fabricante, o zero a 100 km/h ocorre em 10 segundos, com velocidade máxima de 197 km/h, seja com etanol ou gasolina. A relação peso-potência é de 9,76 kg/cv. Na Toro Ultra MHEV, os dados de desempenho são de 10,1 segundos e a máxima de 197 km/h. Com peso em ordem de marcha de 1.753 kg (1.722 kg na Volcano), a relação peso-potência é de 9,96 kg/cv.


Consumo e mais segurança
Houve uma melhora de até 12% no consumo de combustível, assim como uma redução de 11% na emissão de poluentes. Pelos dados declarados do Inmetro, a Fiat Toro Volcano MHEV faz 10,5 km/l (gasolina) e 7,3 km/l (etanol) em ciclo urbano, enquanto na estrada crava 10,7 km/l e 7,6 km/l, respectivamente.
Sem o sistema híbrido-leve of 48V, o qual prioriza o gasto de combustível urbano, os dados de consumo urbano do modelo antecessor são de 9,5 km/l (gasolina) e 6,6 km/l (etanol) na cidade, e de 11,2 km/l (gasolina) e 8,0 km/l (etanol) na estrada, para comparar. Com a nova tecnologia MHEV, o funcionamento do start-stop fica mais suave durante as breves paradas.

Além disso, a melhora na dirigibilidade veio do conjunto híbrido-leve de 48V atuar na curva de aceleração entregando até 65 Nm (6,6 kgfm), assim como há a regeneração de energia durante as frenagens e desacelerações. Na prática, a caminhonete da Fiat ficou mais agradável ao volante, com a bateria do sistema MHEV instalada do lado de fora do utilitário, além de subir um degrau também na segurança.
Afinal, a linha 2027 da Fiat Toro passou a oferecer sistemas de assistência à condução (ADAS) de série em toda a gama. Todas as versões ganham alerta de colisão com frenagem automática e alerta de mudança de faixa. O comutador de farol alto automático está presente a partir da Volcano. Além disso, as opções Ultra e Ranch recebem sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado de fábrica, sendo opcional na Volcano.



Mudou o exterior e o interior?
As linhas da carroceria não mudaram e a caminhonete continua oferecendo 4,95 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,68 m de altura e 2,98 m de entre-eixos. A caçamba segue com a capacidade volumétrica de 937 litros e carga de 670 kg. As duas portas do compartimento de carga ajudam na hora de carregar ou descarregar.
No entanto, as setas passaram a ser sequenciais e outra novidade aparece ao abrir a porta da cabine. Todas as configurações contam com quadro de instrumentos digital de sete polegadas e multimídia de 10 polegadas a partir da Volcano. Além disso, a gama inteira da Toro oferece o freio de estacionamento eletrônico com função auto hold (mantém o carro parado sem a necessidade de pressionar o pedal do freio).

Paralelamente a isso, a caminhonete da Fiat usa suspensões com arquitetura McPherson à frente e multilink na traseira, o que assegura uma dirigibilidade típica de SUV. Ou seja, é um dos pontos positivos para quem deseja uma picape, mas sem os inconvenientes dos modelos médios na hora de estacionar ou de procurar vagas.
A direção assistida eletricamente é leve ao esterço em baixas velocidades, contribuindo para a sensação de bem-estar do condutor. O trabalho das suspensões é auxiliado pelas rodas de 18 polegadas com pneus 225/60. Já as frenagens são asseguradas pelos discos ventilados em ambos os eixos. Eles possuem 305 x 28 mm na frente e 320 x 22 mm na traseira.


Além disso, a caminhonete intermediária da Fiat oferece ângulos de entrada de 25º e de saída de 29º. A altura em relação ao solo é de 223 mm (vazio) e 198 mm (carregado). Antes de 263 mm, por conta de a bateria auxiliar de íon de lítio do sistema MHEV com 19,5 Ah ir instalada do lado de fora do utilitário.
Veredicto
A Fiat Toro entrou na era da eletrificação ao adotar o sistema híbrido-leve de 48V. Ou seja, é mais uma opção aos consumidores que podem escolher uma alternativa aos propulsores 1.3 T270 ou 2.2 turbodiesel. Além disso, a eletrificação coloca a Toro no mesmo degrau da Ford Maverick Hybrid (a partir de R$ 239.900) e da futura BYD Mako.
Houve uma melhora na condução, principalmente nos trajetos urbanos, fazendo o utilitário entregar uma melhor disposição, assim como beneficiou o consumo urbano. A inclusão do sistema MHEV de 48V também atenuou o funcionamento do Start-Stop, o que para uma parcela de consumidores é um alívio. Além disso, não houve uma mudança nos planos de manutenção da Fiat Toro com o sistema MHEV.

E você, o que achou da Fiat Toro equipada com o sistema híbrido-leve de 48V? Escreva nos comentários.



