O Brasil não tem uma fabricante de automóveis para chamar de sua desde a morte da Troller, mas podemos dizer que a Fiat é a mais brasileira das gringas. Afinal, o nosso país é o maior mercado da Fiat no mundo. Por aqui, ela desenvolve carros pensados para o nosso mercado e que nem sequer pisam na Europa.
Por conta dessa liberdade, uma das marcas líderes da Stellantis consegue criar novas categorias ou tendências. Depois, várias marcas copiam essas ideias. Hoje, vamos desvendar cinco delas.
Fiat Toro

Se não fosse pela existência da Fiat Toro, carros como Renault Oroch, Ford Maverick, Ram Rampage, Hyundai Santa Cruz e tantas outras que estão em desenvolvimento não existiriam. Foi a italiana que criou o segmento de picapes intermediárias. Assim, mostrou que era possível unir o segmento de picapes com SUVs em uma coisa só.
A prova do sucesso da ideia é que a Fiat Toro lidera esse segmento há anos e nenhuma outra picape chegou perto. Tudo bem que a Oroch estreou antes. Mas isso só aconteceu porque a marca francesa ficou sabendo do projeto da Toro. Assim, conseguiu adaptar o Duster muito mais rápido do que a Fiat precisou para desenvolver um carro totalmente novo.
Versões esportivadas

Ainda que a tendência tenha esfriado, quando a Fiat começou com seus modelos Sporting, as outras marcas seguiram rapidamente. Por muitos anos, o Brasil só tinha carros esportivos de verdade. Não havia modelos que tentavam parecer esportivos sem ser. Assim, a tendência ganhou força com a Fiat e foi replicada por várias marcas.
Afinal, apesar de ser o tipo de carro que mostra ser algo que não é, os esportivados servem como uma alternativa mais estilosa aos modelos mundanos. Às vezes, ainda trazem uma pegada levemente mais esportiva, com acerto de suspensão diferente, câmbio mais curto ou escapamento diferente.
SUVs subcompactos

Ainda que JAC T40 e CAOA Chery Tiggo 2 / Tiggo 3X tenham sido os primeiros SUVs subcompactos do mercado brasileiro, foi a Fiat, com o Pulse, que mostrou ser possível transformar um hatch compacto em um SUV. Além disso, fez isso de um jeito bem mais simples e barato do que a Volkswagen para criar o Nivus. Depois, o Fastback surgiu na fórmula do Nivus.
O Pulse abriu as portas para modelos como Renault Kardian e Chevrolet Sonic, que nasceram como Sandero e Onix, respectivamente. Depois, seguiram à risca a receita da Fiat, que transformou o Argo em um SUV subcompacto. Pena que nenhum rival direto seguiu a ideia do Pulse Abarth.
Versões aventureiras

Muito antes dos SUVs compactos e subcompactos que temos hoje no Brasil, o país foi invadido pelos aventureiros. O que começou com a Palio Weekend Adventure no final dos anos 1990 se transformou em uma febre nacional. Assim, todo Fiat passou a ter algum tipo de variante aventureira.
A situação foi tão forte que a Fiat chegou a ter versões Way, Trekking e Adventure para diferenciar o nível de cada modelo com proposta pseudo off-road. Ironicamente, hoje só existe o Argo Trekking como remanescente do que já foi uma linha de modelos. Ela continha hatch, picape, minivan, perua e até um furgão.
Tudo na Strada
![Fiat Strada Locker [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fiat_strada_adventure_ce_6-edited-1320x743.webp)
Quando uma marca é rainha de um segmento por muitos anos, é fácil para que outras marcas tentem copiar a fórmula e aperfeiçoá-la na tentativa de derrubá-la. A Fiat Strada ocupa o posto de carro mais vendido do país há anos, mas, desde a geração anterior, a picape lidera sua categoria.
Ela foi a primeira a ter versão aventureira, cabine dupla com três portas e depois com quatro portas, versão automática de verdade (e também de mentira com o polêmico câmbio Dualogic), além de outras inovações que as rivais tentaram copiar e nunca conseguiram igualar.
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