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Chevrolet lança outra S10 muito pior da qual conhecemos importada da China

S10 Max estreia no Egito com motor 2.0 turbodiesel, opção 4x4 e câmbio automático de oito marchas, mas por baixo é uma picape da SAIC

3 min de leitura

O mercado brasileiro de picapes está recebendo — e ainda vai receber — uma enxurrada de modelos derivados de chinesas, mas com o logo de marcas tradicionais. Foi assim com Fiat Titano, Ram Dakota, futura Nissan Frontier e até com a nova geração da Volkswagen Amarok. A Chevrolet também poderia ir por esse caminho aqui, embora não fará isso. Isso porque ela acaba de lançar no Egito a nova S10 derivado da China.

A novidade passa a complementar a linha comercial da fabricante no país africano e chega importada diretamente da China. Além disso, ela será vendida somente com cabine dupla e em três versões: Comfort, Comfort+ e Delux. A proposta está muito mais voltada ao trabalho, embora a configuração mais cara tente colocar um pouco mais de conforto e tecnologia na mistura. 

Essa S10 nasceu na China

A S10 Max existe graças à relação antiga entre General Motors e SAIC na China. Desta forma, ela deriva da Maxus T70, uma picape desenvolvida pela fabricante chinesa e que ganhou a identidade visual da Chevrolet para ser vendida em outros países. Portanto, não tem nada a ver com a S10 brasileira, tampouco virá ao Brasil. 

Chevrolet S10 Max prata lançada no Egito para países emergentes derivada de picape Chinesa
Chevrolet S10 Max [Divulgação]

Aliás, essa não é nem uma ideia nova. A Chevrolet apresentou a S10 Max inicialmente no México ainda em 2021 e, desde então, espalhou diferentes configurações da picape por mercados onde precisava de uma caminhonete média mais simples e barata sem desenvolver outro produto do zero. 

A situação é ainda mais curiosa porque o mesmo carro muda de nome dependendo do país. No Equador, por exemplo, essa picape chinesa passou a ser comercializada como Chevrolet D-Max, substituindo a antiga D-Max produzida localmente e derivada do projeto da Isuzu. Agora chegou a vez do Egito.

Motor 2.0 diesel e câmbio de oito marchas

Chevrolet S10 Max prata lançada no Egito para países emergentes derivada de picape Chinesa
Chevrolet S10 Max [Divulgação]

Mecanicamente, essa S10 pode ser fraco para muitos e diante a nossa 2.8 turbodiesel de 207 cv 52 kgfm de torque. A picape vendida no Egito chega com motor 2.0 turbodiesel, calibrado pela engenharia da GM para as condições locais. Assim, ela entrega 161 cv e 40,8 kgfm de torque. 

Depois disso, a configuração muda conforme a versão. Nas opções mais simples, o quatro-cilindros trabalha com câmbio manual de seis marchas, enquanto a Delux recebe uma transmissão automática de oito velocidades. Além disso, existem configurações 4×2 e 4×4. 

Chevrolet S10 Max prata lançada no Egito para países emergentes derivada de picape Chinesa
Chevrolet S10 Max [Divulgação]

E se você já acha essa fraca é porque não viu no México. Lá, existe a picape ainda mais simples com motor 2.4 aspirado a gasolina com apenas 143 cv, câmbio manual e direção hidráulica nas configurações de entrada.

Por dentro ela tenta parecer menos caminhão de trabalho

A estratégia também muda conforme se sobe na gama. A Chevrolet oferece quatro airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, ABS com distribuição eletrônica de frenagem e assistência em frenagens, além de controle de descida e um sistema que atua para reduzir movimentos de rolagem da carroceria em situações críticas. 

Chevrolet S10 Max prata lançada no Egito para países emergentes derivada de picape Chinesa
Chevrolet S10 Max [Divulgação]

Enquanto isso, a configuração mais equipada recebe uma central multimídia de 10,25 polegadas, Apple CarPlay e Android Auto. Também aparecem piloto automático, ar-condicionado automático e bancos revestidos de material preto com costuras vermelhas. 

E você, acha a S10 do Egito mais bonita que a nossa? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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