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CAOA Chery Tiggo 7 2027 muda bastante e reorganiza toda a linha

SUV médio muda por fora e por dentro, revê motores, abandona o sistema MHEV e passa a ter três versões bem diferentes entre si

11 min de leitura

A CAOA Chery decidiu dias antes do Festival Interlagos para lançar a linha 2027 do Tiggo 7 nas versões Sport e Pro, completando uma renovação que havia começado pelo PHEV em junho. O SUV mudou bastante por fora, recebeu uma cabine praticamente redesenhada, ganhou mais equipamentos e passou por ajustes mecânicos. Ao mesmo tempo, a CAOA Chery simplificou a gama e tirou de cena o antigo híbrido leve de 48V.

Embora a Caoa Chery trate o modelo como uma nova geração, estamos diante de uma reestilização profunda já que grande parte da sua identidade e sua plataforma permanecem. Foi algo parecido com o que aconteceu na atualização feita entre 2021 e 2022. Até o chamado Tiggo 7 Day, marcado para 29 de agosto, o Sport vai custar R$ 139.990, enquanto o Pro chega por R$ 169.990.

Tiggo 7 Sport fica ainda mais agressivo no preço

No caso do Sport, a diferença chama bastante atenção porque a versão vinha sendo vendida por R$ 149.990. Portanto, são R$ 10 mil a menos justamente na estreia da linha renovada. Já o Pro ocupa o espaço deixado pelo antigo Pro Max Drive, que chegou a custar R$ 184.990. Durante a promoção, portanto, a distância chega a R$ 15 mil.

Caoa Chery Tiggo 7 PHEV branco estático
Caoa Chery Tiggo 7 PHEV [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

O PHEV continua com outra trajetória, já que ele estreou renovado em junho por R$ 189.990 promocionais, depois chegou aos R$ 219.990 e, em julho, recuou novamente. Atualmente custa R$ 209.990.

Visual agora finalmente é o mesmo em toda a família

Quem conheceu o Tiggo 7 PHEV lançado em junho já teve uma prévia do que aconteceria com o restante da gama. Sport e Pro agora adotam praticamente a mesma identidade visual apresentada primeiro pelo híbrido plug-in.

A mudança mais evidente aparece na dianteira. A grade ficou maior, ganhou um novo desenho interno e passou a conversar melhor com os novos faróis e para-choque.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

Além disso, a assinatura frontal aproxima o Tiggo 7 do Tiggo 8, algo que ajuda a criar uma identidade mais clara dentro da própria linha da CAOA Chery. Na traseira, a marca também redesenhou o para-choque e mexeu na iluminação. As lanternas agora formam um conjunto visual contínuo de uma extremidade à outra.

As rodas diferenciam melhor as versões. O Sport usa conjunto de 18 polegadas, enquanto o Pro sobe para 19 polegadas. Só que essa transformação visual teve consequência nas medidas. Como os para-choques cresceram, o Tiggo 7 passou de 4,50 metros para 4,55 m de comprimento.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

A largura também aumentou, de 1,84 m para 1,86 m , enquanto a altura fica na casa de 1,70 m. O ponto decisivo, contudo, está entre os eixos. Os mesmos 2,67 metros foram preservados, reforçando novamente que não houve troca de plataforma ou uma geração completamente nova.

Porta-malas cresceu nas versões a combustão

A manutenção do entre-eixos não impediu a CAOA Chery de melhorar o aproveitamento interno. Sport e Pro agora levam 565 litros no porta-malas, enquanto o volume chega a 1.396 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

O Tiggo 7 Sport custa, promocionalmente, praticamente o mesmo que versões de SUVs compactos, mas entrega carroceria de médio, cabine mais larga e um porta-malas bastante generoso. Essa combinação continua sendo uma das principais armas da CAOA Chery para colocar o modelo contra dois segmentos ao mesmo tempo.

Interior mudou mais do que o desenho externo sugere

Se a dianteira entrega rapidamente que alguma coisa mudou, dentro o antifo painel dá lugar ao chamado cockpit integrado de 24,6 polegadas, formado por duas telas de 12,3 polegadas posicionadas lado a lado dentro da mesma moldura. O quadro de instrumentos já tinha 12,3 polegadas anteriormente, mas a central multimídia das versões a combustão usava uma tela menor, de 10,25 polegadas.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

Agora, além de visualmente mais integrado, o painel aproxima Sport e Pro da configuração apresentada pelo PHEV. A mudança, contudo, vai muito além das telas. A CAOA Chery redesenhou volante, console central, seletor de transmissão, saídas de ventilação e bancos dianteiros, além de rever materiais e acabamentos.

Também há iluminação ambiente e uma preocupação maior com isolamento acústico. O para-brisa Silent Glass, por exemplo, tenta reduzir justamente aquela entrada de ruído aerodinâmico que costuma aparecer com mais força em velocidade rodoviária.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

Apple CarPlay e Android Auto funcionam sem fio, enquanto o sistema também mantém GPS nativo com funcionamento off-line. Dependendo da versão, há ainda carregador por indução de 50 W.

Tiggo 7 Sport perde potência, mas fica mais rápido

O Tiggo 7 Sport mantém o conhecido 1.5 turbo flex de quatro cilindros, sempre ligado ao câmbio CVT com nove marchas simuladas e tração dianteira. Só que os números mudaram. Agora são 143 cv e 22,8 kgfm de torque. Isso significa menos potência do que os antigos 150 cv com etanol, porém 1,4 kgfm adicionais de torque diante do conjunto anterior, que entregava 21,4 kgfm.

Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]

A redução para 143 cv já havia acontecido ao longo de 2026 por causa de uma recalibração. Para a linha 2027, entretanto, a CAOA Chery mexeu novamente na entrega para privilegiar torque e resposta.

Mesmo com menos cavalos do que o Tiggo 7 Sport de alguns anos atrás, o novo conjunto leva o SUV de zero a 100 km/h em 9,92 segundos. Antes, essa aceleração ficava em aproximadamente 10,63 segundos. Ou seja, são 0,71 segundo a menos.

Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]

A CAOA Chery também informa 4,25 segundos na retomada de 40 a 80 km/h, de 60 a 100 km/h em 5,37 e 7,48 segundos entre 80 e 120 km/h.

Sport ficou muito equipado para uma versão de entrada

O preço agressivo poderia sugerir uma versão bastante simplificada, mas não foi esse o caminho escolhido pela CAOA Chery. O Tiggo 7 Sport mantém faróis e lanternas em LED, rodas de 18 polegadas, chave presencial, partida por botão e freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]

Por dentro, já aparecem as duas telas de 12,3 polegadas, Apple CarPlay e Android Auto sem fio, banco do motorista com ajuste elétrico e até ventilação.

Esse último equipamento chama atenção porque normalmente aparece em configurações mais caras, principalmente entre os SUVs médios tradicionais. Há ainda carregador por indução de 50 W, ar-condicionado digital, saídas traseiras, sensor de chuva, iluminação ambiente, câmera traseira, GPS off-line e o novo para-brisa acústico.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]

Na segurança, o Sport também acompanha uma das principais mudanças de toda a linha: agora são sete airbags. A novidade é uma bolsa central dianteira instalada entre motorista e passageiro. Em determinados impactos laterais, ela ajuda a evitar justamente o choque entre os dois ocupantes.

O que o Sport continua não recebendo é o pacote completo de assistências à condução. 

Tiggo 7 Pro continua sendo muito mais do que um Sport equipado

Acima dele aparece o Tiggo 7 Pro, que assume na prática o espaço deixado pelo antigo Pro Max Drive. E aqui, o motor muda. Enquanto o Sport usa o 1.5 turbo flex com CVT, o Pro aposta no 1.6 TGDI turbo com injeção direta, movido apenas a gasolina. São 180 cv e 28 kgfm, ligados ao câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas. A tração continua dianteira.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

Esse motor já chegou a entregar 187 cv anteriormente, mas foi recalibrado para 180 cv na linha 2027. O torque de 28 kgfm permaneceu inalterado. Desta forma, o Pro mantém uma diferença considerável de desempenho para o Sport. São 8,27 segundos de zero a 100 km/h, contra 9,92 segundos da versão 1.5 turbo.

Pro concentra equipamentos e pacote ADAS

É justamente essa combinação entre desempenho e equipamentos que coloca o Pro em uma posição interessante dentro da linha. Ele acrescenta rodas de 19 polegadas, teto solar panorâmico, sistema de som Sony com oito alto-falantes, ar-condicionado automático de duas zonas e filtragem N95.

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

Também entram sensores dianteiros, vidros acústicos, câmera com visão de 540 graus e tampa elétrica do porta-malas. Na segurança, aparece o Max Drive, pacote que reúne cerca de 18 funções de assistência à condução.

Entre elas estão controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal e traseira, monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro. Há ainda assistente de permanência e centralização em faixa, auxílio em congestionamentos e alerta de abertura de portas, entre outras funções.

MHEV desaparece e linha fica mais fácil de entender

Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Pro [Divulgação]

A reorganização também encerrou uma fase curiosa do Tiggo 7 no Brasil. O antigo Pro Hybrid Max Drive, equipado com sistema híbrido leve de 48V, saiu de linha. Ele combinava o 1.5 turbo a um pequeno sistema elétrico e entregava 160 cv e 25,5 kgfm, sempre com câmbio CVT. Antes da mudança, custava R$ 181.990.

Tiggo 7 Pro PHEV mudou completamente de filosofia

O híbrido plug-in merece uma leitura separada porque sua renovação aconteceu antes, em junho, e foi muito além do visual.

Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]
Caoa Chery Tiggo 7 Sport [Divulgação]

O antigo conjunto entregava impressionantes 317 cv e 56,6 kgfm. Para 2027, porém, a CAOA Chery abandonou a corrida pelo maior número possível na ficha técnica. Agora, o foco está claramente em eficiência, autonomia e funcionamento do sistema híbrido.

O motor 1.5 TGDI turbo a gasolina trabalha com injeção direta e entrega 135 cv e 20,4 kgfm. Ele atua em conjunto com dois motores elétricos integrados ao sistema híbrido, cuja parte elétrica pode chegar a 204 cv. A potência combinada fica em 279 cv, enquanto o torque total é de 37,2 kgfm. Isso não significa, porém, que o carro tenha simplesmente ficado pior.

Menos potência não significou pior resposta

CAOA Chery Tiggo 7 PHEV 2027 cinza de frente
CAOA Chery Tiggo 7 PHEV 2027 [divulgação]

O novo PHEV acelera de zero a 100 km/h em 7,8 segundos, mas são as retomadas que mostram melhor a proposta da nova calibração. Ele passa de 40 a 80 km/h em 2,8 segundos, vai de 60 a 100 km/h em 3,5 segundos e completa os 80 a 120 km/h em 4,3 segundos. A tração continua dianteira.

A bateria também mudou e agora tem 18,4 kWh de capacidade. Pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, o Tiggo 7 Pro PHEV consegue rodar 68 km apenas com eletricidade. A versão anterior ficava ao redor dos 60 km, dependendo da referência utilizada, portanto existe um ganho. Com bateria e tanque de 60 litros, a CAOA Chery fala em autonomia combinada superior a 1.200 km.

CAOA Chery Tiggo 7 PHEV 2027 [divulgação]
CAOA Chery Tiggo 7 PHEV 2027 [divulgação]

A bateria de 18,4 kWh agora aceita carregamento em corrente contínua de até 50 kW, algo que ainda não é tão comum entre híbridos plug-in dessa faixa de preço. Segundo a CAOA Chery, é possível passar de 30% para 80% em aproximadamente 20 minutos.

PHEV também é o mais sofisticado da linha

Como topo de gama, o híbrido reúne praticamente tudo o que a CAOA Chery disponibiliza no Tiggo 7. Além das duas telas integradas de 12,3 polegadas, ele tem head-up display, GPS nativo, Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

interior CAOA Chery Tiggo 7 PHEV 2027 [divulgação]
CAOA Chery Tiggo 7 PHEV 2027 [divulgação]

Também entram câmera 540 graus, som Sony com oito alto-falantes, teto panorâmico e carregador de celular por indução de 50 W. Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, enquanto o motorista ainda dispõe de memória de posição. A lista ainda tem vidros e para-brisa acústicos, iluminação ambiente, porta-malas elétrico, sete airbags, airbag central e o pacote Max Drive.

E você, escolheria o Tiggo 7 Sport pelo preço, o Pro pelo desempenho ou iria direto para o PHEV? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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