A GWM vai aumentar a família Tank no Brasil e confirmou, durante o Festival Interlagos, a chegada do Tank 400. O SUV ficará acima do Tank 300 e terá uma proposta um pouco diferente, misturando capacidade fora de estrada com mais conforto e sofisticação para o uso urbano.
A principal informação para o mercado brasileiro já está definida: o Tank 400 será híbrido plug-in e terá motor flex. A GWM, contudo, ainda não revelou a ficha técnica definitiva do carro que será vendido por aqui, tampouco preço, versões ou data exata de lançamento.
Por isso, os números conhecidos até agora vêm da configuração Hi4-T vendida em outros mercados. Lá fora, o conjunto chega a aproximadamente 421 cv e 76,5 kgfm, combinação suficiente para levar esse SUV de quase cinco metros aos 100 km/h em apenas 6,8 segundos.
![GWM Tank 400 [Auto+/João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/08/GWM-Tank-400-2.webp)
É justamente essa configuração que serve como principal referência para o modelo brasileiro, embora a adaptação para etanol possa mudar potência, torque e até calibração do sistema híbrido. Portanto, ainda não dá para simplesmente transferir toda a ficha chinesa para cá.
Tank 400 não será apenas um Tank 300 maior
Embora carregue o mesmo sobrenome, o Tank 400 não tenta simplesmente repetir a receita do Tank 300 em uma carroceria maior. O Tank 300 trabalha muito a imagem de fora de estrada raiz, inclusive no desenho quadrado, nas dimensões mais compactas e na própria maneira como foi posicionado no Brasil.
Já o 400 sobe de categoria, adiciona espaço e sofisticação, mas sem abandonar uma arquitetura bastante séria para quem realmente pretende sair do asfalto. A carroceria continua montada sobre chassi, com estrutura de longarinas, e o sistema Hi4-T preserva a ligação mecânica da tração integral.

Além disso, a configuração lá de fora usa reduzida e bloqueios de diferencial, justamente para não transformar a eletrificação em uma limitação quando o terreno piora.
Essa combinação também explica seu posicionamento. A GWM consegue aproximá-lo de SUVs grandes de uso familiar, como o Toyota SW4, ao mesmo tempo em que mantém argumentos que fazem sentido para quem realmente procura um 4×4.
Híbrido plug-in passa dos 400 cv
Na versão Hi4-T atualizada vendida na China, o Tank 400 usa um 2.0 turbo a gasolina com injeção direta trabalhando junto de um motor elétrico. O câmbio automático tem nove marchas e integra parte do sistema híbrido, enquanto a potência combinada chega a 421 cv. O torque máximo alcança 750 Nm, ou 76,5 kgfm

São números altos, mas que fazem mais sentido quando olhamos para o tamanho e, principalmente, para o peso do carro. Dependendo da configuração, o Tank 400 chega perto das 2,8 toneladas, portanto o auxílio elétrico não serve apenas para produzir uma ficha técnica chamativa. Mesmo assim, ele vai de zero a 100 km/h em 6,8 segundos, uma aceleração bastante forte para um SUV desse porte.
Para o Brasil, o ponto mais interessante será a transformação desse 2.0 turbo em flex. A GWM já fez isso com outros híbridos produzidos por aqui.
Bateria permite rodar mais de 100 km sem gasolina
Outro ponto é a bateria, em que a configuração Hi4-T mais recente utiliza um conjunto de 37,1 kWh. Com isso, a autonomia declarada chega a cerca de 105 km em modo elétrico no ciclo WLTC.
Esse número ainda não pode ser usado como autonomia brasileira. Quando o carro passar pelo Inmetro, a tendência é aparecer um valor inferior, justamente pela metodologia mais conservadora usada em nossa terra tupiniquim.
Quase cinco metros e apenas cinco lugares
![GWM Tank 400 [Auto+/João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/08/GWM-Tank-400-1.webp)
Em suas dimensões, o Tank 400 oferece 4,96 metros de comprimento, 1,97 m de largura e 1,90 m de altura, além de 2,85 m entre os eixos. É praticamente o comprimento de um Toyota SW4, mas com uma diferença importante: o Tank 400 foi desenvolvido com cinco lugares, enquanto o rival japonês explora a terceira fileira.
Por isso, apesar do SW4 ser o alvo mais óbvio em preço, tamanho e proposta 4×4, os dois não são rivais diretos. Esse trabalho fica para o H9 que já até passou as vendas do SUV japonês.
Interior mistura luxo com jeito de 4×4
É dentro da cabine, entretanto, que aparece melhor a diferença de proposta para o Tank 300. O quadro de instrumentos digital tem 12,3 polegadas, enquanto a central multimídia chega a 15,6 polegadas e trabalha com o sistema Coffee OS. Há ainda head-up display projetando informações no para-brisa.

Dependendo da versão, aparecem bancos revestidos em couro Nappa com aquecimento, ventilação e massagem. O mesmo cuidado vale para o sistema de assistência à condução. As versões mais sofisticadas lançadas usam sensor LiDAR no teto, além de câmeras e recursos avançados de condução assistida em cidade e estrada.
Chassi e reduzida mantêm o lado fora de estrada
Toda essa eletrônica não eliminou aquilo que justifica o nome Tank. Além do chassi separado da carroceria, o 400 trabalha com suspensão dianteira independente de braços duplos e eixo traseiro rígido ligado por braços, uma combinação bastante tradicional entre utilitários de verdade.
A configuração ainda tem tração 4×4, reduzida e bloqueios de diferencial. Também falamos em ângulos de cerca de 33 graus na entrada e 30 graus na saída, enquanto a distância livre do solo passava dos 220 mm.
GWM acelera produção em Iracemápolis

A fábrica de Iracemápolis completou seu primeiro ano de operação em agosto. A unidade foi inaugurada em 2025 como a primeira planta da GWM nas Américas e já superou 16 mil veículos produzidos. Agora, a empresa pretende acelerar bastante esse ritmo.
A previsão apresentada durante o evento é encerrar 2026 com cerca de 35 mil unidades produzidas e alcançar 50 mil veículos em 2027. A fábrica já reúne aproximadamente 1.800 colaboradores. Desde sua inauguração, a planta já nasceu preparada para até 50 mil veículos por ano, portanto a meta de 2027 significa utilizar praticamente toda essa capacidade instalada.
GWM já passa dos 9 mil carros por mês
Em julho, a GWM registrou 9.297 emplacamentos no Brasil, seu melhor resultado mensal desde o início da operação por aqui. Com isso, terminou o mês na oitava posição entre as fabricantes no país.

Boa parte desse volume veio do Haval H6, que sozinho respondeu por 5.671 unidades e terminou julho à frente do Jeep Compass quando considerados os SUVs dos segmentos C e D. Além dele, o Haval H9 registrou 1.183 emplacamentos, enquanto a Poer P30 fechou o mês com 801 unidades, seu melhor resultado desde o lançamento.
Marca quer chegar a 160 lojas e não vai parar de lançar carros
A GWM trabalha para chegar a 160 pontos de venda no Brasil em 2026, justamente porque a quantidade de produtos cresceu muito em relação aos primeiros anos de operação. A empresa entrou no ano prometendo uma ofensiva de 12 lançamentos ao longo de 2026, entre novos carros, versões e motorizações.
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