Ao vivo
Home » Novidades » GWM confirma Tank 400 flex no Brasil como novo rival do SW4

Novidades

Festival Interlagos

GWM confirma Tank 400 flex no Brasil como novo rival do SW4

Novo SUV ficará acima do Tank 300, terá sistema híbrido plug-in flex e combina construção sobre chassi com uma proposta mais sofisticada

7 min de leitura

A GWM vai aumentar a família Tank no Brasil e confirmou, durante o Festival Interlagos, a chegada do Tank 400. O SUV ficará acima do Tank 300 e terá uma proposta um pouco diferente, misturando capacidade fora de estrada com mais conforto e sofisticação para o uso urbano.

A principal informação para o mercado brasileiro já está definida: o Tank 400 será híbrido plug-in e terá motor flex. A GWM, contudo, ainda não revelou a ficha técnica definitiva do carro que será vendido por aqui, tampouco preço, versões ou data exata de lançamento.

Por isso, os números conhecidos até agora vêm da configuração Hi4-T vendida em outros mercados. Lá fora, o conjunto chega a aproximadamente 421 cv e 76,5 kgfm, combinação suficiente para levar esse SUV de quase cinco metros aos 100 km/h em apenas 6,8 segundos. 

GWM Tank 400 [Auto+/João Brigato]
GWM Tank 400 [Auto+/João Brigato]

É justamente essa configuração que serve como principal referência para o modelo brasileiro, embora a adaptação para etanol possa mudar potência, torque e até calibração do sistema híbrido. Portanto, ainda não dá para simplesmente transferir toda a ficha chinesa para cá.

Tank 400 não será apenas um Tank 300 maior

Embora carregue o mesmo sobrenome, o Tank 400 não tenta simplesmente repetir a receita do Tank 300 em uma carroceria maior. O Tank 300 trabalha muito a imagem de fora de estrada raiz, inclusive no desenho quadrado, nas dimensões mais compactas e na própria maneira como foi posicionado no Brasil. 

Já o 400 sobe de categoria, adiciona espaço e sofisticação, mas sem abandonar uma arquitetura bastante séria para quem realmente pretende sair do asfalto. A carroceria continua montada sobre chassi, com estrutura de longarinas, e o sistema Hi4-T preserva a ligação mecânica da tração integral.

dianteira gwm tank 400 verde
GWM Tank 400 [Divulgação]

Além disso, a configuração lá de fora usa reduzida e bloqueios de diferencial, justamente para não transformar a eletrificação em uma limitação quando o terreno piora. 

Essa combinação também explica seu posicionamento. A GWM consegue aproximá-lo de SUVs grandes de uso familiar, como o Toyota SW4, ao mesmo tempo em que mantém argumentos que fazem sentido para quem realmente procura um 4×4.

Híbrido plug-in passa dos 400 cv

Na versão Hi4-T atualizada vendida na China, o Tank 400 usa um 2.0 turbo a gasolina com injeção direta trabalhando junto de um motor elétrico. O câmbio automático tem nove marchas e integra parte do sistema híbrido, enquanto a potência combinada chega a 421 cv. O torque máximo alcança 750 Nm, ou 76,5 kgfm

traseira gwm tank 400 verde
GWM Tank 400 [Divulgação]

São números altos, mas que fazem mais sentido quando olhamos para o tamanho e, principalmente, para o peso do carro. Dependendo da configuração, o Tank 400 chega perto das 2,8 toneladas, portanto o auxílio elétrico não serve apenas para produzir uma ficha técnica chamativa. Mesmo assim, ele vai de zero a 100 km/h em 6,8 segundos, uma aceleração bastante forte para um SUV desse porte. 

Para o Brasil, o ponto mais interessante será a transformação desse 2.0 turbo em flex. A GWM já fez isso com outros híbridos produzidos por aqui.

Bateria permite rodar mais de 100 km sem gasolina

Outro ponto é a bateria, em que a configuração Hi4-T mais recente utiliza um conjunto de 37,1 kWh. Com isso, a autonomia declarada chega a cerca de 105 km em modo elétrico no ciclo WLTC. 

Esse número ainda não pode ser usado como autonomia brasileira. Quando o carro passar pelo Inmetro, a tendência é aparecer um valor inferior, justamente pela metodologia mais conservadora usada em nossa terra tupiniquim.

Quase cinco metros e apenas cinco lugares

GWM Tank 400 [Auto+/João Brigato]
GWM Tank 400 [Auto+/João Brigato]

Em suas dimensões, o Tank 400 oferece 4,96 metros de comprimento, 1,97 m de largura e 1,90 m de altura, além de 2,85 m entre os eixos. É praticamente o comprimento de um Toyota SW4, mas com uma diferença importante: o Tank 400 foi desenvolvido com cinco lugares, enquanto o rival japonês explora a terceira fileira.

Por isso, apesar do SW4 ser o alvo mais óbvio em preço, tamanho e proposta 4×4, os dois não são rivais diretos. Esse trabalho fica para o H9 que já até passou as vendas do SUV japonês. 

Interior mistura luxo com jeito de 4×4

É dentro da cabine, entretanto, que aparece melhor a diferença de proposta para o Tank 300. O quadro de instrumentos digital tem 12,3 polegadas, enquanto a central multimídia chega a 15,6 polegadas e trabalha com o sistema Coffee OS. Há ainda head-up display projetando informações no para-brisa. 

GWM Tank 400 [Auto+/João Brigato]

Dependendo da versão, aparecem bancos revestidos em couro Nappa com aquecimento, ventilação e massagem. O mesmo cuidado vale para o sistema de assistência à condução. As versões mais sofisticadas lançadas usam sensor LiDAR no teto, além de câmeras e recursos avançados de condução assistida em cidade e estrada. 

Chassi e reduzida mantêm o lado fora de estrada

Toda essa eletrônica não eliminou aquilo que justifica o nome Tank. Além do chassi separado da carroceria, o 400 trabalha com suspensão dianteira independente de braços duplos e eixo traseiro rígido ligado por braços, uma combinação bastante tradicional entre utilitários de verdade.

A configuração ainda tem tração 4×4, reduzida e bloqueios de diferencial. Também falamos em ângulos de cerca de 33 graus na entrada e 30 graus na saída, enquanto a distância livre do solo passava dos 220 mm.

GWM acelera produção em Iracemápolis

Fábrica da GWM na linha de montagem com Haval H6
Fábrica da GWM [Divulgação]

A fábrica de Iracemápolis completou seu primeiro ano de operação em agosto. A unidade foi inaugurada em 2025 como a primeira planta da GWM nas Américas e já superou 16 mil veículos produzidos. Agora, a empresa pretende acelerar bastante esse ritmo.

A previsão apresentada durante o evento é encerrar 2026 com cerca de 35 mil unidades produzidas e alcançar 50 mil veículos em 2027. A fábrica já reúne aproximadamente 1.800 colaboradores. Desde sua inauguração, a planta já nasceu preparada para até 50 mil veículos por ano, portanto a meta de 2027 significa utilizar praticamente toda essa capacidade instalada. 

GWM já passa dos 9 mil carros por mês

Em julho, a GWM registrou 9.297 emplacamentos no Brasil, seu melhor resultado mensal desde o início da operação por aqui. Com isso, terminou o mês na oitava posição entre as fabricantes no país. 

GWM Haval H9 cinza fosco de frente
GWM Haval H9 [Auto+ / João Brigato]

Boa parte desse volume veio do Haval H6, que sozinho respondeu por 5.671 unidades e terminou julho à frente do Jeep Compass quando considerados os SUVs dos segmentos C e D. Além dele, o Haval H9 registrou 1.183 emplacamentos, enquanto a Poer P30 fechou o mês com 801 unidades, seu melhor resultado desde o lançamento. 

Marca quer chegar a 160 lojas e não vai parar de lançar carros

A GWM trabalha para chegar a 160 pontos de venda no Brasil em 2026, justamente porque a quantidade de produtos cresceu muito em relação aos primeiros anos de operação.  A empresa entrou no ano prometendo uma ofensiva de 12 lançamentos ao longo de 2026, entre novos carros, versões e motorizações. 

E você, acha o Tank 400 atraente? Deixe seu comentário!

Deixe um comentário

Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

Você também poderá gostar