Enquanto muitas montadoras tradicionais ainda demoram para desenvolver seus sistemas híbridos, as marcas chinesas avançam rapidamente. Prova disso é que a primeira marca atuante no Brasil a lançar um carro híbrido plug-in (PHEV) flex no mundo é a GWM. E, nesse caso, o escolhido para essa empreitada é o Tank 300.
Tank 300 flex estreia tecnologia inédita
O SUV parrudo, que vem vendendo acima do esperado pela GWM, será o primeiro flex da marca no Brasil. Ele utilizará o mesmo conjunto mecânico atual, composto por um motor 2.0 quatro cilindros turbo que, sozinho, entrega 163 cv e 32,6 kgfm de torque. Ainda assim, esses números podem melhorar com a adoção do etanol.
Além disso, o motor a combustão é combinado a um motor elétrico posicionado entre o câmbio e o 2.0 turbo. Esse conjunto elétrico também entrega 163 cv e 32,6 kgfm, totalizando 394 cv e 76,4 kgfm. Com o sistema flex, o Tank 300 pode ultrapassar os 400 cv.

A GWM também confirmou que o Tank 300 flex será capaz de rodar com 100% etanol ou apenas gasolina, além de aceitar qualquer mistura entre os dois combustíveis. Com isso, amplia-se a versatilidade do modelo no mercado brasileiro.
Sistema brasileiro e impacto global
Informações adicionais sobre o sistema ainda não foram divulgadas. Ainda assim, a GWM já entra para a história como a primeira fabricante a desenvolver um híbrido PHEV flex em produção.

Vale lembrar que a BYD havia prometido tornar o Song Pro flex em uma futura reestilização. No entanto, ainda não concretizou esse plano. Além disso, a Toyota segue como a única marca com híbridos HEV flex no mundo, mas ainda não avançou para um PHEV flex.
Próximos passos da GWM no Brasil
Resta saber agora se esse conjunto mecânico será aplicado em outros modelos da marca. Nesse sentido, já existem planos para que o Haval H6 receba motorização flex, tanto nas versões HEV quanto PHEV.

Inclusive, a adoção do sistema flex no Tank 300 pode ter impactado o cronograma de outros modelos. Um exemplo é a Poer híbrida, que pode chegar ao mercado já com tecnologia flex.
Por fim, a tendência é que outras marcas chinesas acelerem o desenvolvimento de sistemas híbridos flex. Isso porque, para o Brasil, essa tecnologia se torna essencial tanto em termos de competitividade quanto de nacionalização.
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