A Omoda & Jaecoo apresentou oficialmente neste domingo (26), em sua sede em Wuhu, na China, o lançamento global do Omoda 4, um SUV compacto que chegará ao Brasil no fim de 2026 para entrar na briga contra Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Chevrolet Sonic e Renault Kardian. A marca trata o modelo como peça-chave, já que ele deve chegar entre R$ 125 mil e R$ 140 mil para mexer no tabuleiro.
Design agressivo de olho no público jovem
A Omoda falou muito pouco sobre o carro no evento, então a imprensa teve que conectar o que já vimos às peças que temos em mãos para montar o quebra-cabeça. Começando pelo design, pessoas jovens criaram a proposta futurista justamente para atingir o público jovem.
O Omoda 4 traz um visual mais agressivo do que os irmãos, com inspiração clara em modelos como o Lamborghini Urus. A marca não escondeu a referência, inclusive até o botão para ligar o carro tem uma portinha como da montadora italiana.

Na dianteira, o SUV aposta em uma assinatura em LED extremamente afilada e verticalizada, com os faróis projetores posicionados mais abaixo, separados do DRL. O capô tem recortes bem marcados, enquanto o para-choque em preto brilhante reforça a pegada esportiva.
As rodas são de 18 polegadas, com acabamento metálico e detalhes em preto, e as maçanetas ficam embutidas na carroceria. Já a traseira traz iluminação interligada com efeito tridimensional, lembrando o desenho do Nissan Kicks, mas com identidade própria.
Mesmo conjunto do Omoda 5 e Jaecoo 5

Como a fabricante não detalhou a motorização, a imprensa brasileira literalmente abriu o capô para entender o que estava ali. A primeira análise descarta o motor 1.3 turbo que havia sido cogitado, já que o bloco de alumínio é grande demais para esse conjunto. Por isso, tudo aponta para o motor 1.5 turbo a gasolina.
Com isso, o Auto+ teve acesso antecipado, por meio de fontes ligadas à marca, à informação de que o Omoda 4 utilizará o mesmo conjunto motriz já conhecido do Omoda 5 e do futuro Jaecoo 5 no Brasil.

Ou seja, estamos falando do propulsor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgfm, combinado a um motor elétrico dianteiro ligado a uma bateria de 1,8 kWh, que gera 204 cv e 31,6 kgfm, totalizando 224 cv e 30,1 kgfm, associado ao câmbio DHT de uma marcha, responsável por gerenciar a interação entre o motor a combustão e o sistema elétrico.
A marca também comentou que o Omoda 4 deve seguir a mesma estratégia do Jaecoo 5, com três versões bem definidas por tipo de motorização. Isso porque a marca deve oferecer uma configuração apenas a combustão com motor 1.5 turbo, que pode entregar algo entre 135 e 150 cv e de 20 a 22 kgfm.

Além da versão híbrida já comentada e, por fim, uma opção 100% elétrica. Nesse caso, o conjunto deve repetir o do Omoda E5, com bateria de 61,1 kWh e motor elétrico que entrega 204 cv e 34,6 kgfm.
Híbrido flex é uma das prioridade no Brasil
Roger Corassa, vice-presidente da Omoda & Jaecoo no Brasil, disse em entrevista à imprensa sobre a ambição de trazer o Omoda 4 HEV ao mercado brasileiro, já que essa é a tecnologia mais adaptada ao nosso mercado.
“Especificamente para o Omoda 4, a mais adaptada para nossa região seria a tecnologia híbrida. Acredito que teremos muito sucesso com esse veículo híbrido pleno no Brasil”
Ao mesmo tempo, a marca avalia a tecnologia flex, mas ainda não cravou prazo.
“A gente pensa em motor flex como oportunidade, até porque pela adaptabilidade da nossa região seria bastante importante. Temos projetos do grupo em relação a isso. Mas eu não acredito ainda neste ano, mas pode ser mudado, adiantado. Em breve a gente deve ter novidades sobre isso”
Interior e dimensões

Outras pouquíssimas informações são sobre o interior e dimensões do veículo. A fabricante confirmou, de fato, que o Omoda 4 terá a central multimídia de 13,2 polegadas, que deverá variar conforme a versão, câmera 540 graus, ADAS com 16 assistente de condução, conectividade com IA e um sistema de som com 23 alto-falantes.
Pelas imagens e pelo que conseguimos apurar, o interior contará com painel digital entre 8 e 10 polegadas. Já os faróis em LEDs terão acendimento automáticos, além dos modos de condução e até suspensão independente. O Omoda 4 terá cerca de 4,30 metros de comprimento e mais de 2,50 metros de entre-eixos, com porta-malas entre 350 e 400 litros.
Produção no Brasil
A produção local também entrou na conversa. Corassa ainda não deu pistas sobre a fabricação de carros local, apenas confirmando o interesse.
“O nosso desejo sempre foi ter produção local. Existem três pontos principais: uma fábrica pronta, fornecedores próximos e incentivos do governo. Tem algumas coisas que avançaram, eu não posso confirmar nada ainda, mas está caminhando muito bem. Eu espero que em breve a gente possa confirmar produção local”
Todavia, vale lembrar, que o Auto+ já antecipou que a Omoda & Jaecoo vai assumir a fábrica de Itatiaia (RJ), até então controlada pela Jaguar Land Rover, que deixará de produzir Range Rover Evoque e Discovery Sport após dez anos de operação para dar lugar a Omoda 4, Omoda 5, Jaecoo 5 e Jaecoo 7, conforme apuração do colunista Jorge Moraes, da CNN.

Outro ponto que vale ressaltar é que a motorização flex usada no Caoa Chery Tiggo 5x não pode ser utilizada nos carros da Omoda & Jaecoo, pois toda tecnologia criada para adaptação do nosso combustível pertence à Caoa. Ou seja, a Omoda & Jaecoo terá que desenvolver sua própria solução.
Estratégia global e novos modelos
O modelo será vendido em vários mercados, além da Europa, sempre abaixo do Omoda 5. Além disso, a marca já confirmou um carro ainda menor, o Omoda 2, além do Jaecoo 3. Segundo Corassa, há possibilidade de ambos chegarem ao Brasil.

O Omoda 4, inclusive, mudou de nome. Ele era chamado de Omoda 3, mas a fabricante chinesa rebatizou o modelo para abrir espaço na linha para modelos menores.
Preço agressivo
Ainda é cedo para cravar valores, mas a expectativa gira entre R$ 125 mil e R$ 140 mil. Com isso, ele mira diretamente os subcompactos já consolidados, como o Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian, Chevrolet Sonic e até o Nissan Kicks.

Vale lembrar que a Omoda e a Jaecoo são marcas do grupo Chery Automobile criadas exclusivamente para exportação. Elas não são vendidas na China e fazem parte da estratégia global da empresa para se expandir em mercados fora do país.
E você acha que o Omoda 4 tem potencial para bater de frente com os líderes do segmento? Deixe seu comentário!



