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Esses são para sempre

5 carros usados até R$ 40 mil que não quebram nunca

Carros baratos de manter, mecânica simples e fama de tanque de guerra fazem desses usados algumas das escolhas mais seguras do mercado

5 min de leitura

Comprar um carro usado no Brasil é um exercício de sobrevivência financeira. Afinal, basta escolher o carro errado para transformar uma oportunidade em diversas visitas à oficina. Ainda assim, quem procura um carro robusto, barato de manter e com mecânica simples ainda encontra boas opções na faixa dos R$ 40 mil.

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São carros que ganharam fama ao passar dos anos pois aguentam desaforo, aceitam manutenção simples, possuem peças abundantes e, acima de tudo, dificilmente deixam o dono na mão quando bem cuidados. Por isso, o Auto+ selecionou cinco carros que são praticamente inquebráveis no mercado brasileiro.

Toyota Etios

Toyota Etios
Toyota Etios [Divulgação]

O Toyota Etios talvez seja um dos carros mais racionais já vendidos no Brasil, embora o visual nunca tenha conquistado uma unanimidade. Porém mecanicamente ele faz jus ao emblema da Toyota.

Por cerca de R$ 40 mil já dá para encontrar unidades entre 2013 e 2015, tanto hatch quanto sedã, normalmente equipadas com motores 1.3 ou 1.5 aspirados. Os motores da família NR utilizam corrente de comando em vez de correia dentada, algo que reduz bastante o custo de manutenção no longo prazo. 

Toyota Etios [divulgação]
Toyota Etios [divulgação]

Além disso, são conjuntos conhecidos pela durabilidade, dificilmente sofrem com superaquecimento ou vazamentos graves e toleram muito bem o uso urbano intenso.

Enquanto isso, o câmbio manual de cinco marchas trabalha de forma leve e precisa. Já o automático de quatro velocidades pode dar a impressão de ser ultrapassado perto dos rivais atuais, porém justamente por ser simples acabou construindo fama de extremamente confiável.

Honda Fit

Honda Fit LX 2013 vermelho estático
Honda Fit LX 2013 [Divulgação]

O Honda Fit é praticamente um fenômeno no mercado brasileiro porque conseguiu unir confiabilidade japonesa com uma versatilidade interna absurda para o porte. Mesmo muitos anos depois, poucos carros oferecem um aproveitamento de espaço tão inteligente quanto ele com o chamado Magic Seat.

Na faixa dos R$ 40 mil aparecem tanto unidades do fim da primeira geração quanto exemplares iniciais da segunda geração, e ambas com boa reputação mecânica. Os motores também utilizam corrente de comando, algo que ajuda bastante no custo de manutenção. 

Honda Fit [divulgação]
Honda Fit [divulgação]

No primeiro Fit, o destaque fica para o 1.5 VTEC, que tem desempenho honesto sem consumir muito. Já a segunda geração trouxe motores i-VTEC mais modernos e eficientes. Além disso, o Fit sempre teve câmbios muito robustos. 

O antigo CVT da primeira geração precisa apenas da troca correta do fluido específico da Honda para continuar funcionando bem. Depois, a marca adotou um automático convencional de cinco marchas igualmente resistente.

Fiat Palio Fire

Fiat Palio Fire [Divulgação]

O Fiat Palio deve ser um dos maiores símbolos de simplicidade mecânica do nosso mercado. E quando equipado com o motor Fire EVO é sinônimo de manutenção barata. E com R$ 40 mil já é possível encontrar unidades relativamente novas, entre 2014 e 2016. O grande segredo do Palio está justamente na simplicidade do conjunto.

O motor Fire EVO evoluiu bastante em relação aos antigos Fire, ganhou funcionamento mais eficiente e respostas melhores em baixa rotação, porém sem abandonar a construção simples que ajudou a criar fama de tanque de guerra.

Fiat Palio Pitbull apelidos
Fiat Palio [divulgação]

Diante disso, qualquer oficina conhece esse motor. Além de que as peças custam barato, existe enorme oferta no mercado paralelo e até serviços mais complexos acabam saindo relativamente em conta.

Só que o câmbio manual não é exatamente refinado. Os engates são um pouco longos e ásperos, porém pela sua robustez, compensa. Já o Dualogic tenha distância. Apesar do baixo preço de algumas unidades, o sistema normalmente dá uma bela dores de cabeça.

Chevrolet Celta

Chevrolet Celta [divulgação]
Chevrolet Celta [divulgação]

O Chevrolet Celta também representa bem o conceito de carro racional. Ele é pequeno, leve, econômico e absurdamente barato de manter. Com R$ 40 mil dá até para encontrar algumas das últimas unidades fabricadas, já equipadas com ar-condicionado e direção hidráulica.

O motor VHC-E também é um dos conjuntos mais simples e conhecidos do Brasil. A manutenção custa pouco, praticamente qualquer mecânico sabe trabalhar nele e as peças aparecem aos montes em qualquer autopeças. O câmbio manual também merece elogios, já que os engates são leves, relativamente precisos e a caixa costuma apresentar ótima durabilidade.

Volkswagen Gol G5

O Volkswagen Gol dispensa apresentações. Afinal, estamos falando do carro mais vendido do Brasil por décadas e é referência justamente pela manutenção simples e robustez mecânica. Todavia, o ideal é procurar unidades a partir de 2011.

Os primeiros motores EA111 do G5 tiveram problemas importantes relacionados à lubrificação e desgaste prematuro. Depois das correções feitas pela Volkswagen, o cenário mudou bastante e o conjunto passou a ser bem mais confiável.

Volkswagen Gol I-Motion [divulgação]
Volkswagen Gol [divulgação]

Por cerca de R$ 40 mil aparecem modelos G5 já corrigidos e até alguns G6 com motores 1.0 ou 1.6. O 1.6 segue sendo um dos melhores motores aspirados porque entrega torque cedo e conversa muito bem com o câmbio manual MQ200.

Por outro lado, versões com I-Motion também merecem distância. Assim como acontece com o Dualogic da Fiat, os custos de manutenção podem transformar o barato em caro rapidamente.

E você, qual desses carros usados confiáveis teria na garagem? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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