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5 SUVs médios usados por até R$ 70 mil que ainda valem a compra

Com preço de compacto usado, temos SUVs que entregam espaço e mecânica conhecida

7 min de leitura

Ter um SUV médio na garagem ficou caro. Os modelos novos subiram bastante de preço, ganharam tecnologia e, consequentemente, começaram a ocupar faixas que afastam boa parte dos consumidores. Por outro lado, o mercado de usados abre algumas portas interessantes. Com até R$ 70 mil, já é possível encontrar SUVs médios de marcas conhecidas, com bom espaço interno e conjuntos mecânicos relativamente simples.

Claro que existe uma troca. Estamos falando de SUVs com mais de dez anos de uso e, portanto, conservação pesa muito mais do que apenas quilometragem ou ano. Ter o histórico de manutenção, laudo cautelar e uma boa avaliação mecânica em mãos são praticamente obrigatórios antes de fechar negócio. Pensando nisso, o Auto+ separou cinco SUVs médios usados por até R$ 70 mil.

Hyundai ix35 2.0 automático 2013 — R$ 64.848

Hyundai ix35 2.0 automático 2013 estático
Hyundai ix35 [Divulgação]

O Hyundai ix35 é um dos SUVs médios usados mais fáceis de encaixar nesta lista. Ele envelheceu relativamente bem no visual, ainda possui boa oferta no mercado e compartilha boa parte de sua base mecânica com o Kia Sportage da mesma época.

Na linha 2013, o motor 2.0 já era flex e entregava 169/178cv e 20/21,5 kgfm, sempre associado ao câmbio automático convencional de seis marchas nesta configuração. Ou seja, não há turbo, dupla embreagem ou CVT para complicar a proposta. 

Hyundai ix35 2.0 automático 2013 estático
Hyundai ix35 [Divulgação]

Além disso, o SUV tem 4,41 metros de comprimento, 2,64 metros de entre-eixos e porta-malas de 465 litros. A suspensão independente nas quatro rodas também ajuda o ix35 a ter um rodar confortável sem ficar excessivamente mole na estrada. 

Como sempre, os cuidados nesses modelos automáticos fica para testar cuidadosamente o funcionamento do câmbio, já que há registros de falha na válvula solenoide. Os discos de freio empenados também aparecem entre os problemas conhecidos, enquanto plásticos internos podem ter ruídos e trincas com a idade.

Kia Sportage LX 2.0 automático 2013 — R$ 66.611

Kia Sportage LX 2.0 automático 2013 branco em movimento
Kia Sportage [Divulgação]

Se o ix35 entrou na lista, seu primo não poderia ficar de fora. O Kia Sportage desta geração compartilha plataforma e boa parte da mecânica com o Hyundai, mas tem uma receita própria no desenho e no acabamento. O SUV médio coreano usa o mesmo 2.0 flex, aqui com 169/178 cv e 20/21,4 kgfm, ligado ao automático de seis marchas e tração dianteira na versão LX. 

São 4,45 metros de comprimento, 2,64 metros de entre-eixos e 564 litros de porta-malas. Portanto, o Sportage entrega uma cabine bastante aproveitável e ainda leva vantagem na capacidade de bagagem diante de vários SUVs médios mais recentes.

Kia Sportage LX 2.0 automático 2013 branco em movimento
Kia Sportage [Divulgação]

O motor não transforma o Kia em um SUV rápido, principalmente pelo peso, mas trabalha de forma linear e combina melhor com uma condução tranquila. Ao mesmo tempo, o automático convencional de seis marchas é uma solução bem mais simples do que algumas transmissões modernas.

Na hora da compra, porém, ligue o ar-condicionado e deixe funcionando por alguns minutos. O compressor aparece como um problema conhecido nesta geração. Além disso, rodas de 18 polegadas castigam buchas, batentes e bieletas, então barulhos de suspensão merecem ser investigados no teste. Por fim, as peças também podem exigir um pouco mais de pesquisa do que no Hyundai.

Mitsubishi ASX 2.0 AWD 2013 — R$ 65.462

Mitsubishi ASX 2.0 AWD 2013 azul em movimento
Mitsubishi ASX [Divulgação]

O Mitsubishi ASX tem um caminho um pouco diferente. Ele é menor por fora que ix35 e Sportage, mas compensa isso com 2,67 metros de entre-eixos e, nesta configuração, ainda entrega tração integral. E o mais curioso é que não precisamos recorrer à versão básica para ficar abaixo dos R$ 70 mil. O ASX 2.0 AWD automático 2013 aparece por R$ 65.462 na FIPE, portanto sobra até alguma margem dentro do orçamento. 

Seu motor 2.0 aspirado a gasolina desenvolve 160 cv e 20,1 kgfm de torque que trabalha com câmbio CVT. O SUV mede 4,30 metros de comprimento, 2,67 metros de entre-eixos e possui porta-malas de 415 litros. Desta forma, é um conjunto muito mais voltado à suavidade do que ao desempenho. O CVT segura o motor em rotações mais altas quando o motorista pede tudo, enquanto a suspensão tem calibração mais firme.

Mitsubishi ASX 2.0 AWD 2013 azul em movimento
Mitsubishi ASX [Divulgação]

Mas é justamente no câmbio que o comprador precisa prestar mais atenção. Algumas das primeiras unidades do ASX chegaram sem radiador específico para o fluido do CVT, o que podia provocar superaquecimento sob uso intenso. Por isso, vale conferir se o sistema recebeu a atualização e se as trocas de fluido foram realizadas corretamente.

Nos SUVs AWD, também é importante ver o histórico do óleo da caixa de transferência e do diferencial traseiro. Além disso, batidas secas podem indicar buchas, batentes ou amortecedores cansados.

Honda CR-V LX 2.0 automático 2012 — R$ 69.999

Honda CR-V LX 2.0 automático 2012 branco
Honda CR-V [Divulgação]

O Honda CR-V entra raspando no teto desta lista. A versão LX 2.0 automática 2012 custa exatamente R$ 69.999 pela FIPE de agosto de 2026, praticamente usando até o último real do nosso orçamento. Mesmo assim, existe um bom motivo para colocá-lo entre esses SUVs médios. 

A quarta geração do CR-V construiu boa reputação por robustez e não possui uma lista extensa de defeitos crônicos, embora a idade exija os cuidados normais de qualquer usado.  O 2.0 aspirado a gasolina desenvolve cerca de 150 cv e 19,4 kgfm, trabalhando com câmbio automático de cinco marchas e tração dianteira na versão LX. 

Honda CR-V LX 2.0 automático 2012 branco
Honda CR-V [Divulgação]

Não espere desempenho esportivo, porque o conjunto privilegia suavidade e respostas lentas.  Em compensação, o Honda é grande. São 4,53 metros de comprimento, 2,62 metros de entre-eixos e 589 litros de porta-malas, além de uma cabine bastante aproveitável para cinco ocupantes. 

Entre os cuidados, o histórico de manutenção precisa mostrar atenção ao ajuste das folgas das válvulas do motor. A Honda prevê esse serviço periodicamente, e negligenciá-lo pode ter ruídos, consumo e prejudicar o desempenho. O automático também precisa engatar as marchas sem trancos ou trepidações, e vale conferir quando o fluido foi substituído. Além disso, as buchas das bandejas dianteiras sofrem bastante com o nosso piso. 

Toyota RAV4 2.4 4×4 automático 2012 — R$ 63.294

Toyota RAV4 2.4 4x4 automático 2012 branco
Toyota RAV4 [Divulgação]

Provavelmente a maior surpresa de preço da lista é do Toyota RAV4. Mesmo levando a fama de robustez da marca e tendo tração integral, o SUV médio japonês pode custar menos que ix35, Sportage e CR-V do mesmo período.

A RAV4 2.4 4×4 automática 2012 tem FIPE de R$ 63.294. Debaixo do capô está um 2.4 aspirado a gasolina com 170 cv e 22,8 kgfm, combinado ao automático convencional de quatro marchas. É uma transmissão antiga mesmo para o padrão da época, mas sua proposta também sempre vai colocar à frente a simplicidade e suavidade.

Toyota RAV4 2.4 4x4 automático 2012 branco
Toyota RAV4 [Divulgação]

O RAV4 também é um dos maiores SUVs da lista. A carroceria chega a cerca de 4,63 metros, enquanto o entre-eixos tem 2,66 metros e o porta-malas comporta 540 litros. 

O câmbio de somente quatro marchas cobra sua conta principalmente no consumo e deixa o motor trabalhando em rotações mais altas na estrada. Por outro lado, o 2.4 tem torque suficiente para movimentar o Toyota sem exigir tanto nas situações normais. 

Aqui, mais do que procurar um defeito específico, a idade deve orientar a compra. Vale conferir vazamentos, nível e consumo de óleo, funcionamento do automático, suspensão e todo o sistema 4×4 antes de fechar negócio.

Qual desses cinco SUVs médios usados você teria na garagem? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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