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Tem que ter cuidado com esses

5 carros usados com problemas crônicos para você evitar em 2026

De câmbio problemático até motor com vazamento recorrente, alguns usados escondem defeitos caros e frequentes no mercado brasileiro

5 min de leitura

Comprar um carro usado virou uma escolha cada vez mais racional no Brasil. Afinal, os preços dos zero km seguem altos e muitos seminovos ainda oferecem ótimo custo-benefício. Porém, junto das oportunidades, também aparecem algumas armadilhas bem conhecidas do mercado. Isso porque tem carros que ficaram marcados por defeitos crônicos, capazes de transformar a vida do proprietário em visitas constantes à oficina.

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E o pior é que muitos desses problemas aparecem até em carros aparentemente bem cuidados. Por isso, o Auto+ separou cinco carros e conjuntos mecânicos conhecidos pelas dores de cabeça recorrentes. Alguns ficaram famosos por falhas de câmbio. Outros por suspensão frágil ou problemas graves no motor.

Volkswagen Gol, Fox e Polo com motor EA111

VW Fox [divulgação]
VW Fox [divulgação]

O motor EA111 marcou uma geração inteira da Volkswagen. Ele equipou Gol, Fox, Polo, Voyage e Saveiro durante anos e sempre teve fama de robusto. Porém, junto dela, veio um defeito extremamente conhecido entre donos e mecânicos.

Os vazamentos de óleo aparecem com frequência em juntas, retentores e selos do motor. Com o tempo, isso compromete a lubrificação e pode até causar superaquecimento. Em casos mais graves, o motor chega a fundir.

Volkswagen Voyage 2008 [divulgação]

O problema ficou tão comum que muitos proprietários conviviam constantemente com cheiro de óleo queimado ou manchas na garagem. E como ainda existe uma enorme quantidade desses carros rodando, o cuidado precisa ser redobrado na compra.

Apesar de confiável em vários aspectos, o EA111 exige atenção total ao histórico de manutenção. Qualquer sinal de vazamento já merece investigação detalhada.

Peugeot 206 e Citroën C3 da primeira geração

Peugeot 206 prata de frente com um por do sol ao fundo
Peugeot 206 [divulgação]

O Peugeot 206 chamou atenção pelo visual moderno e pela dirigibilidade divertida. Só que a fama positiva acabou ofuscada pelos problemas frequentes de suspensão. Buchas, bieletas e bandejas apresentavam desgaste rápido nas ruas brasileiras. O resultado aparecia em forma de barulhos constantes, desalinhamento e manutenção recorrente.

Além disso, algumas versões com motor 1.4 também ficaram conhecidas por falhas envolvendo cabeçote e sistema de arrefecimento. O Citroën C3 da primeira geração acabou herdando parte dessa má fama justamente por compartilhar a mesma base mecânica do 206.

Citroën C3 azul de frente
Citroën C3 [Divulgação]

Hoje, Peugeot e Citroën evoluíram bastante em confiabilidade. Porém, o trauma deixado pelo 206 ainda permanece vivo para muita gente.

Volkswagen e Audi com câmbio DSG DQ200

Volkswagen Jetta 2014 prata estático
Volkswagen Jetta [Divulgação]

Outro câmbio que assombra o mercado de usados é o DSG DQ200 de sete marchas. A transmissão automatizada de dupla embreagem a seco apareceu em modelos como Volkswagen Golf, Jetta, Passat, Audi A3 e Audi A1. Na teoria, o conjunto prometia trocas extremamente rápidas e eficiência elevada. Na prática, o uso severo do trânsito brasileiro mostrou várias fragilidades.

As falhas mais comuns envolvem problemas na mecatrônica, vibrações, trancos e desgaste prematuro da embreagem seca. O anda e para constante, junto do asfalto ruim, acelerava ainda mais o desgaste. A Volkswagen realizou recalls e atualizações no sistema. Mesmo assim, o medo continua forte no mercado de usados. Tanto que muitos compradores evitam carros com o DSG seco até hoje.

Jeep Renegade e Compass com trocador de calor problemático

Jeep Compass Sport flex 4x4 verde musgo
Jeep Compass Sport flex 4×4 [Divulgação]

O Jeep Renegade e Compass viraram sucessos absolutos no Brasil. Porém, algumas unidades mais antigas ficaram marcadas por problemas no trocador de calor do câmbio automático AT6. O componente é responsável por controlar a temperatura do óleo da transmissão. Quando ele falha, ocorre a mistura do óleo com o líquido do radiador.

A partir daí, começam problemas de superaquecimento e desgaste interno do câmbio. Em situações mais graves, a transmissão pode até parar completamente. Os casos apareceram principalmente em modelos anteriores a 2019 com motor 1.8 flex no Renegade e 2.0 flex no Compass.

Jeep Renegade Moab [Auto+ / João Brigato]
Jeep Renegade Moab [Auto+ / João Brigato]

Nos modelos mais recentes, a Stellantis corrigiu o defeito. Mesmo assim, quem procura unidades usadas precisa analisar cuidadosamente o histórico da transmissão e do sistema de arrefecimento.

Ford Focus, Fiesta e EcoSport com câmbio Powershift

Ford Focus Fastback (divulgação)

Poucos conjuntos ficaram tão queimados no Brasil quanto o Powershift da Ford. O câmbio automatizado de dupla embreagem virou sinônimo de dor de cabeça em modelos como Focus, Fiesta e EcoSport entre 2013 e 2017.

As reclamações envolvem trancos, trepidações, superaquecimento, falhas eletrônicas e até travamentos completos da transmissão. Em muitos casos, o desgaste dos retentores fazia o óleo contaminar a embreagem.

Ford Fiesta (divulgação)

O resultado aparecia rapidamente nas trocas de marcha, que ficavam irregulares e cheias de vibração. A Ford realizou recalls e diversas atualizações ao longo dos anos, mas a fama negativa permaneceu. Hoje, muitos desses carros têm forte desvalorização justamente pelo medo do Powershift. Por isso, muita gente prefere buscar versões manuais para evitar problemas futuros.

E você, conhece outros problemas crônicos desses carros ou já teve algum? Deixe seu comentário!

2 comentários em “5 carros usados com problemas crônicos para você evitar em 2026”

  1. Antônio de Aguiar

    Tenho um polo ea111 com 500.000km, nunca me deu problema de motor e não vendo por nada, vou morrer e ele vai ficar.

  2. Carlos Cota

    Meu focus com powershift está com 254 mil km e rodando liso. Faço as manutenções corretamente em um pessoal que trabalhou em concessionária, e até agora, zero problema. A cada 80 mil km mando revisar o câmbio e trocar o que precisa. Em média, gasto 4 mil reais com essa revisão (só do câmbio).!Comprei o carro semi-novo, com desvalorização e 47 mil km rodados. Ou seja, o conforto e rodar que ele me proporciona, e pelo preço que paguei, já valeram a pena. Se vender barato, não tem problema.

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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