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5 SUVs usados automáticos até R$ 60 mil que valem a compra em 2026

Com opções de 2015 a 2018, o mercado de usados ainda reúne SUVs espaçosos e de mecânica conhecida sem passar dos R$ 60 mil

5 min de leitura

Quem comprava carro antes da pandemia sabe bem que carro mais acessível, como a gente conhecia, praticamente deixou de existir. Os preços subiram bastante e a moda dos SUVs tornou essa conta ainda mais pesada. 

Hoje, o Fiat Pulse Drive 1.3 é o SUV zero km mais barato do Brasil que custa R$ 103.990. Por isso, recorrer ao mercado de usados deixou de ser apenas uma alternativa para virar uma saída bastante racional.  Então, o Auto+ separou cinco SUVs usados automáticos até R$ 60 mil, considerando a Tabela Fipe de agosto de 2026. 

Peugeot 2008 Allure 1.6 AT 2018 – R$ 56.328

Peugeot 2008 (divulgação)

O Peugeot 2008 é o carro desta lista que mais sofre com uma fama criada por versões anteriores. Por isso, o ano de 2018 não está aqui por acaso. Foi justamente quando o SUV francês abandonou o antigo automático AT8 de quatro marchas e passou a usar a transmissão Aisin de seis velocidades, muito mais acertada. 

O motor 1.6 aspirado entrega 115/118 cv e 16,1 kgfm. Não faz o 2008 em um carro rápido, mas combina bem com o câmbio de seis marchas e funciona sem grandes complicações no dia a dia. São 4,16 metros de comprimento, 2,54 m de entre-eixos e porta-malas de 355 litros. 

Peugeot 2008 THP (divulgação)

Mesmo no carro mais novo, vale procurar vazamentos nos amortecedores e ouvir possíveis batidas de buchas, batentes e bieletas. Com histórico de manutenção em ordem, o 2008 1.6 AT6 é bem mais tranquilo do que a fama antiga da Peugeot pode sugerir. 

JAC T5 1.5 CVT 2018 – R$ 53.027

Se a ideia é levar o SUV mais novo possível gastando pouco, o JAC T5 é um modelo interessante.  Debaixo do capô está um 1.5 aspirado flex de 125/127 cv e 15,5/15,7 kgfm com câmbio CVT que pode simular seis marchas.

É um conjunto mais voltado à suavidade do que ao desempenho, principalmente porque falta força em baixa rotação. Em compensação, funciona bem no trânsito e combina com a suspensão de acerto confortável. O T5 mede 4,32 metros, tem 2,56 m de entre-eixos e leva 400 litros no porta-malas. 

Não existe um grande defeito crônico que condene o T5, mas sua liquidez é bem menor que a de Duster ou Tucson. Antes de fechar negócio, teste o CVT frio e quente, confira toda a parte eletrônica e procure um exemplar com revisões comprovadas. Também vale pesquisar previamente seguro e disponibilidade de peças na sua região. 

Renault Duster Dynamique 2.0 AT 2016 – R$ 59.080

Renault Duster
Renault Duster [Divulgação]

O Renault Duster não tem o acabamento mais refinado, tampouco um câmbio moderno, mas entrega justamente aquilo que muita gente procura em um SUV usado: espaço, robustez e mecânica amplamente conhecida. 

O velho 2.0 aspirado produz 143/148 cv e 20,2/20,9 kgfm ligado ao automático de quatro marchas. É um conjunto forte em baixa e que leva o Duster sem sofrimento, inclusive carregado, porém o câmbio curto em relações cobra seu preço no consumo.  Aqui não tem muita tecnologia para impressionar. 

Renault Duster Expression 1.6 2019 prata de frente em movimento
Renault Duster [Divulgação]

Em compensação, os 4,33 metros de comprimento escondem bons 2,67 m de entre-eixos e um porta-malas de 475 litros, enquanto a suspensão encara buracos e pisos ruins muito bem.  Justamente por muitos Duster terem enfrentado bastante rua ruim, a suspensão merece atenção. Batidas podem denunciar desgaste em bieletas, pivôs, terminais e fixações da barra estabilizadora. 

No 2.0, também vale escutar possíveis ruídos nas polias e pedir para um mecânico medir a compressão dos cilindros, já que existem casos de carbonização provocada pelos retentores das válvulas. Nada disso invalida o carro.

Hyundai Tucson GLS 2.0 AT 2016 – R$ 59.586

Hyundai Tucson GLS
Hyundai Tucson GLS [Divulgação]

O Hyundai Tucson é provavelmente o SUV mais raiz desta lista. Seu projeto já estava envelhecido em 2016, porém isso também trouxe uma vantagem: a mecânica ficou conhecida por praticamente qualquer oficina independente.

Seu motor 2.0 flex desenvolve 142/146 cv e 19/19,6 kgfm combinado ao automático de quatro velocidades. É uma mecânica simples e robusta, embora o peso e o câmbio antigo prejudiquem bastante o consumo. Portanto, a Tucson não é a escolha de quem quer economizar combustível. 

Por outro lado, leva cinco adultos com facilidade e ainda tem um enorme porta-malas de 528 litros. São 4,32 metros de comprimento e 2,63 m de entre-eixos.  Na vistoria, veja se o automático troca as marchas sem trancos e confira o histórico do fluido da transmissão. 

Suzuki Grand Vitara 2.0 AT 2015 – R$ 59.664

Suzuki Grand Vitara 2.0 AT 2015
Suzuki Grand Vitara [Divulgação]

O Suzuki Grand Vitara fecha a lista como a alternativa mais diferente. Enquanto boa parte dos SUVs atuais nasceu de plataformas de hatches, o Suzuki ainda carrega uma construção e um acerto muito mais próximos de um utilitário tradicional.

O 2.0 aspirado a gasolina entrega 140 cv e 18,7 kgfm, associado a um automático convencional de quatro velocidades. É outro conjunto que não impressiona em desempenho ou consumo, mas ganhou boa fama pela robustez. O Grand Vitara tem 4,50 m de comprimento, 2,64 m de entre-eixos e porta-malas de 398 litros. 

Suzuki Grand Vitara
Suzuki Grand Vitara [Divulgação]

A idade exige uma inspeção mais cuidadosa, principalmente em suspensão, vazamentos e funcionamento da transmissão. Além disso, a disponibilidade de peças da Suzuki pode ter mais pesquisa do que em um Renault ou Hyundai. 

Por isso, é bom priorizar um exemplar com histórico muito bem documentado, mesmo que custe um pouco mais. Nesse tipo de SUV japonês, manutenção negligenciada pelo antigo dono pode eliminar rapidamente a vantagem do preço de compra.

E você, qual desses cinco SUVs usados automáticos até R$ 60 mil levaria para casa? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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