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Potência não é comigo

5 SUVs atuais que são mais lentos do que parecem

Visual parrudo nem sempre significa bom desempenho, e alguns SUVs vendidos no Brasil deixam isso bastante claro

4 min de leitura

Os SUVs viraram sinônimo de carro moderno no Brasil, mas tamanho, rodas grandes e visual parrudo não garantem desempenho. Em alguns casos, as fabricantes priorizam consumo, preço ou suavidade e deixam a aceleração claramente em segundo plano.

Por isso, o Auto+ separou cinco SUVs vendidos no mercado brasileiro que são mais lentos do que parecem, seja eles clm motores aspirados ou turbo.

Citroën Basalt 1.0

Citroën Basalt Feel Manual [Auto+ / João Brigato]

O Citroën Basalt é o extremo exemplo dessa lista. Por fora, o SUV cupê tem 4,34 metros, visual moderno e uma carroceria que passa longe da aparência de carro básico. Entretanto, a versão Feel esconde sob o capô o conhecido 1.0 Firefly aspirado, com apenas 75 cv e 10,7 kgfm. O câmbio manual de cinco marchas tenta aproveitar tudo o que o pequeno três-cilindros consegue entregar. 

Na prática, porém, os 1.120 kg e a pouca força cobram a conta. A Citroën informa 16,4 segundos no 0 a 100 km/h. Na cidade, o desempenho ainda atende quem dirige sem pressa. Já na estrada, as ultrapassagens vão precisar de um bom planejamento, redução de marcha e bastante acelerador, principalmente com passageiros e bagagem.

Fiat Pulse Drive 1.3 CVT

Fiat Pulse 1.3 Drive na cor Vermelho Monte Carlo
Fiat Pulse 1.3 Drive [Auto+/Luiz Forelli]

O Fiat Pulse tem uma das aparências mais esportivas entre os SUVs compactos, digno até de ter a configuração esportiva Abarth. Todavia, a versão Drive automática continua usando o 1.3 Firefly aspirado de 107 cv e 13,7 kgfm, combinado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas. É uma mecânica conhecida pela simplicidade e economia, não para por colocar o motorista contra o banco. 

Desta forma, seu 0 a 100 mm/h fica entre 12 segundos quando abastecido com gasolina ou etanol. Como o CVT trabalha com suavidade e ajuda no consumo, o torque máximo aparece apenas em rotações mais altas. Por isso, retomadas e ultrapassagens deixam clara a diferença para o Pulse 1.0 turbo. 

Renault Duster 1.6 CVT

Renault Duster Iconic Plus [Auto+ / Rafael Dea]
Renault Duster Iconic [Auto+ / Rafael Dea]

Poucos SUVs compactos parecem tão parrudos quanto o Renault Duster. A carroceria alta, o bom vão livre do solo e as proporções quadradas passam uma sensação de robustez que combina muito mais com força do que velocidade. Ainda assim, nas versões 1.6 SCe, o desempenho fica bem distante daquele entregue pelo Duster 1.3 turbo.

Inclusive, o motor ficou ainda mais modesto após a adequação ao Proconve L8. Agora são 112 cv e 15,6 kgfm com etanol, enquanto o câmbio CVT privilegia suavidade. Com isso, o Duster 1.6 automático leva cerca de 12,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h. Não chega a ser desesperadamente lento, mas o peso e o torque disponível apenas em 4.000 rpm aparecem claramente quando o SUV está carregado ou precisa ganhar velocidade rapidamente.

Nissan Kicks 1.0 turbo

Nissan Kicks Advance cinza parado de frente
Nissan Kicks Advance [Auto+ / Rafael Pocci Déa]

O novo Nissan Kicks é provavelmente o caso mais curioso desta lista porque nem mesmo usa motor aspirado. A geração atual cresceu, ficou muito mais sofisticada e adotou um 1.0 turbo de três cilindros com 125 cv e 22,5 kgfm, ligado ao câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas. No papel, portanto, parece existir tudo para uma evolução grande sobre o antigo 1.6 aspirado.

Só que o Kicks também engordou bastante e pode chegar a 1.366 kg. Por isso, seu 0 a 100 km/h é feito em aproximadamente 12,4 segundos. Até mais lento que os 11,8 segundos que vemos no Kait com motor 1.6 aspirado. Por outro lado, o turbo melhora bastante as retomadas e deixa o SUV mais agradável no cotidiano. 

Toyota Yaris Cross 1.5

Toyota Yaris Cross XRX estático na cor Azul Netuno
Toyota Yaris Cross XRX [Auto+/Luiz Forelli]

O Toyota Yaris Cross chegou ao Brasil cercado pela expectativa de finalmente colocar a Toyota no coração do mercado de SUVs compactos. Nas versões sem eletrificação, porém, a marca preferiu uma receita conservadora: motor 1.5 aspirado com injeção direta, até 122 cv e 15,3 kgfm, sempre combinado ao câmbio CVT 

O resultado é um SUV bastante adequado à cidade, mas que não entrega nenhuma força em baixa rotação dos principais rivais turbo. Já que a Toyota não divulga os números de 0 a 100 km/h, o Auto+ fez o testes na avaliação em que fez em 12 segundos. A diferença aparece principalmente carregado e nas ultrapassagens, quando o CVT eleva bastante a rotação para buscar potência. 

E você, qual desses SUVs mais surpreendeu pelo desempenho? Deixe seu comentário! 

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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