A Hyundai está estreando uma nova geração dos seus carros com interior completamente reformulados como vimos no novo Elantra, Ioniq 3 e Tucson. Ela é completamente conectada, digital e inclusive algumas soluções poderemos ver na nova geração do Creta que chegará híbrido flex no Brasil em 2028. Todavia, um item mais do que essencial para a segurança fica de fora nas versões de entrada.
O novo Elantra e o elétrico Ioniq 3 podem sair de fábrica sem painel de instrumentos à frente do motorista, deixando informações básicas concentradas na central multimídia, como vemos no Volvo EX30 aqui no Brasil. Essa mudança faz parte dos novos interiores batizados de Pleos Connect, novo sistema de entretenimento e conectividade do grupo
Novo painel ficou mais moderno, mas também mais simples
A Hyundai desenvolveu o Pleos Connect justamente para inaugurar uma nova fase de carros definidos por software. Além de navegação e entretenimento, o sistema permite aplicativos, comandos por inteligência artificial e atualizações pela internet.

Desta forma, porém, essa nova arquitetura também permitiu simplificar bastante o painel. Em algumas versões de entrada, o motorista passa a depender da central multimídia para ver a velocidade, autonomia, consumo e outras informações que normalmente ficam logo à frente do volante.
Isso acontece no novo Hyundai Elantra na Coreia do Sul. Por lá, a versão mais barata deixa de trazer de série o fino painel digital de 9,9 polegadas. Quem quiser o equipamento precisa pagar 350 mil won adicionais (cerca de R$ 1.300).
Ioniq 3 vai ainda mais longe

No Ioniq 3, a situação chama ainda mais atenção porque, dependendo da versão, nem existe a possibilidade de simplesmente adicionar o painel como opcional. No Reino Unido, por exemplo, a configuração Advance de entrada utiliza o novo Pleos Connect, mas deixa as principais informações concentradas na tela central.
Além disso, também não existe head-up display para compensar a ausência do painel à frente do motorista. Ou seja, praticamente a mesma solução que a Tesla já faz no Model 3 e Model Y e a Volvo aqui no seu menor carro. Neles, velocidade, autonomia e praticamente todas as informações ficam reunidas na tela central, deixando o campo de visão à frente do motorista completamente limpo.
A economia é o nome

Quanto mais funções a fabricante consegue concentrar em uma única tela, menos componentes físicos precisa instalar no carro. Por isso, um painel separado precisa de outra tela, acabamento próprio, suporte, chicote elétrico e integração específica. Ao centralizar essas funções no sistema multimídia, a fabricante reduz peças e simplifica a montagem.
O grupo pretende levar essas novas telas e software chamado de Pleos Connect a aproximadamente 20 milhões de veículos Hyundai, Kia e Genesis até 2030.
Para o motorista, porém, a conta é diferente

O problema aparece justamente no dia a dia em que olhar rapidamente para baixo e conferir a velocidade no painel precisa muito menos desvio de atenção do que buscar a mesma informação no centro do carro. Por isso, a escolha pode até simplificar visualmente a cabine, mas não melhora a ergonomia.
E essa discussão vai na contramão quando lembramos que a Hyundai apresentou originalmente essas novas conectividades enfatizando a segurança e facilidade de uso entre seus pilares.

Curiosamente, modelos mais caros continuam usando o pequeno painel digital. O Grandeur, primeiro Hyundai equipado com o novo sistema, combina uma multimídia de 17 polegadas com o mesmo display fino de 9,9 polegadas diante do motorista.
E você, aceitaria um carro sem painel de instrumentos diante do volante para pagar menos? Deixe seu comentário!


