Se os números prometidos pela Chery se repetissem nas estradas brasileiras, o novo Fulwin T7 conseguiria sair de São Paulo (SP) e chegar a Belo Horizonte (MG) sem recarregar. A viagem pela Rodovia Fernão Dias tem cerca de 586 km, enquanto o SUV elétrico anuncia autonomia de 600 km.
Claro, existe uma observação antes de arrumar as malas. A Chery calculou essa autonomia pelo ciclo chinês CLTC, conhecido por entregar resultados muito mais otimistas do que o Inmetro. Porém, os números de qualquer forma impressionam e é isso que a submarca de carros eletrificados da Chery quer fazer.
Batizado de Fulwin T7, o modelo entrará em pré-venda em breve na China e ocupará a faixa dos SUVs elétricos compactos. A família Fulwin concentra parte dos carros eletrificados da fabricante, que agora tenta ampliar sua participação em um dos segmentos mais disputados do mercado chinês.
Chery Fulwin T7 tem porte familiar

A Chery não tentou reinventar o SUV elétrico, embora tenha dado ao Fulwin T7 uma identidade própria. A dianteira usa a grade fechada comum nesse tipo de carro, faróis estreitos e entradas de ar nas extremidades do para-choque.
Na parte inferior, a inscrição E-Performance tenta mostrar o lado esportivo, enquanto a lateral segue uma receita mais convencional. Inclusive, a marca, em vez de colocar maçanetas embutidas como todo chinês praticamente faz, a marca preferiu deixar a o sistema tradicional.

As rodas pretas de vários raios ajudam a quebrar a aparência mais limpa da carroceria. Atrás, o Fulwin T7 adota lanternas interligadas, aerofólio sobre a tampa do porta-malas e o nome da família escrito ao centro.
O SUV mede 4,57 metros de comprimento, 1,85 m de largura e 1,69 m de altura. Já os 2,70 m de entre-eixos indicam um ótimo espaço. Já o porta-malas, não foi divulgado ainda pelo MIIT, órgão regulador que homologa e autoriza mercado para todos os veículos automotores produzidos ou vendidos na China.

O Fulwin T7 usa um único motor elétrico dianteiro com 242 cv. A potência coloca o modelo acima de muitos SUVs compactos a combustão, mas ainda não temos o 0 a 100 km/h, embora devemos esperar algo na casa dos 7 segundos. Por outro lado, a fabricante confirmou velocidade máxima de 180 km/h.
Recarga leva 20 minutos
Toda a linha usará a chamada Rhino Battery, bateria de fosfato de ferro-lítio desenvolvida para atender às novas normas de segurança chinesas. A Chery ainda não informou sua capacidade total, mas promete 600 km de autonomia em todas as versões.

Em um carregador rápido, a bateria passa de 30% para 80% em 20 minutos. Ou seja, mesmo em uma viagem longa, uma parada curta seria suficiente para recuperar boa parte do alcance e seguir viagem.
Por enquanto, a Chery divulgou apenas os planos para o mercado chinês, onde as reservas serão abertas em breve. No Brasil, a chinesa vem expandindo fortemente seu portfólio de marcas. Aqui, já temos a Jetour e Omoda & Jaecco. Ainda chegarão, como confirmado, a Lepas, Exeed e a Icar que se chamará Icaur.
Considerando uma autonomia real próxima dos 600 km, você encararia uma viagem de São Paulo a Belo Horizonte sem planejar uma parada para recarga? Deixe seu comentário!


