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Fulwin T7

SUV da Chery roda 600 km e faria São Paulo a Belo Horizonte sem recarga

Novo SUV elétrico terá 242 cv e recarga de 30% a 80% em 20 minutos

3 min de leitura

Se os números prometidos pela Chery se repetissem nas estradas brasileiras, o novo Fulwin T7 conseguiria sair de São Paulo (SP) e chegar a Belo Horizonte (MG) sem recarregar. A viagem pela Rodovia Fernão Dias tem cerca de 586 km, enquanto o SUV elétrico anuncia autonomia de 600 km. 

Claro, existe uma observação antes de arrumar as malas. A Chery calculou essa autonomia pelo ciclo chinês CLTC, conhecido por entregar resultados muito mais otimistas do que o Inmetro. Porém, os números de qualquer forma impressionam e é isso que a submarca de carros eletrificados da Chery quer fazer. 

Batizado de Fulwin T7, o modelo entrará em pré-venda em breve na China e ocupará a faixa dos SUVs elétricos compactos. A família Fulwin concentra parte dos carros eletrificados da fabricante, que agora tenta ampliar sua participação em um dos segmentos mais disputados do mercado chinês.

Chery Fulwin T7 tem porte familiar

Fulwin T7 laranja estático
Fulwin T7 [Divulgação]

A Chery não tentou reinventar o SUV elétrico, embora tenha dado ao Fulwin T7 uma identidade própria. A dianteira usa a grade fechada comum nesse tipo de carro, faróis estreitos e entradas de ar nas extremidades do para-choque.

Na parte inferior, a inscrição E-Performance tenta mostrar o lado esportivo, enquanto a lateral segue uma receita mais convencional. Inclusive, a marca, em vez de colocar maçanetas embutidas como todo chinês praticamente faz, a marca preferiu deixar a o sistema tradicional. 

Fulwin T7 laranja estático
Fulwin T7 [Divulgação]

As rodas pretas de vários raios ajudam a quebrar a aparência mais limpa da carroceria. Atrás, o Fulwin T7 adota lanternas interligadas, aerofólio sobre a tampa do porta-malas e o nome da família escrito ao centro.

O SUV mede 4,57 metros de comprimento, 1,85 m de largura e 1,69 m de altura. Já os 2,70 m de entre-eixos indicam um ótimo espaço. Já o porta-malas, não foi divulgado ainda pelo MIIT, órgão regulador que homologa e autoriza mercado para todos os veículos automotores produzidos ou vendidos na China. 

Fulwin T7 branco estático no MIIT
Fulwin T7 [Reprodução]

O Fulwin T7 usa um único motor elétrico dianteiro com 242 cv. A potência coloca o modelo acima de muitos SUVs compactos a combustão, mas ainda não temos o 0 a 100 km/h, embora devemos esperar algo na casa dos 7 segundos.  Por outro lado, a fabricante confirmou velocidade máxima de 180 km/h.

Recarga leva 20 minutos

Toda a linha usará a chamada Rhino Battery, bateria de fosfato de ferro-lítio desenvolvida para atender às novas normas de segurança chinesas. A Chery ainda não informou sua capacidade total, mas promete 600 km de autonomia em todas as versões.

Fulwin T7 branco estático no MIIT
Fulwin T7 [Reprodução]

Em um carregador rápido, a bateria passa de 30% para 80% em 20 minutos. Ou seja, mesmo em uma viagem longa, uma parada curta seria suficiente para recuperar boa parte do alcance e seguir viagem. 

Por enquanto, a Chery divulgou apenas os planos para o mercado chinês, onde as reservas serão abertas em breve. No Brasil, a chinesa vem expandindo fortemente seu portfólio de marcas. Aqui, já temos a Jetour e Omoda & Jaecco. Ainda chegarão, como confirmado, a Lepas, Exeed e a Icar que se chamará Icaur.

Considerando uma autonomia real próxima dos 600 km, você encararia uma viagem de São Paulo a Belo Horizonte sem planejar uma parada para recarga? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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