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Fiat Grizzly chegará ao Brasil sem matar o Fastback atual

Novo SUV da Fiat terá porte maior e ficará acima do Fastback atual, que continuará à venda como uma alternativa mais acessível

4 min de leitura

A Fiat está passando por uma das maiores reformulações de sua linha global, e o Brasil terá um papel fundamental nessa transformação. Tudo começa com o Argo X, que estreia ainda em 2026 e inaugura uma nova identidade visual e plataforma que servirá de base para outros lançamentos. Entre eles estão os novos Grizzly e Grizzly Fastback, já apresentados e que antecipam o futuro dos SUVs da fabricante por aqui.

Entretanto, a chegada dessa nova família não significará necessariamente o fim dos carros que conhecemos hoje. Segundo uma apuração do jornalista Jorge Moraes, da CNN Brasil, a Fiat pretende manter o Fastback atual à venda mesmo depois da estreia do novo Grizzly Fastback, que ocupará uma faixa de preço superior. 

Fiat vai repetir estratégia do Argo X

Na verdade, essa decisão não é nenhuma surpresa, principalmente porque a Fiat vai fazer o mesmo com o Argo X. O novo hatch, derivado do Grande Panda europeu, conviverá com o Argo atual, que deverá concentrar suas vendas nas versões mais acessíveis, com a possibilidade de adotar o sobrenome Urban.

Fiat Argo X cinza de frente em movimento
Fiat Argo X [Divulgação]

Além disso, manter o Fastback antigo faz sentido quando olhamos para seus resultados comerciais. O SUV cupê ultrapassou 57 mil unidades vendidas em 2025 e em 2026 já soma quase 40 mil emplacamentos. Portanto, tirá-lo de linha imediatamente poderia significar abrir mão de uma clientela importante para a marca.

Quando o novo Fiat Grizzly chegará ao Brasil?

Embora a dupla Grizzly já tenha aparecido oficialmente na Europa, o calendário brasileiro ainda não está totalmente definido. A CNN trabalha com a chegada dos novos SUVs em 2027, embora fontes dentro da montadora italiana já tenham informado ao Auto+ que a prioridade será o novo Pulse em 2027 (Grizzly), seguido pela terceira geração da Strada em 2028.

Fiat Grizzly Fastback laranja estático
Fiat Grizzly Fastback [Divulgação]

Já o Fastback de nova geração ficará para 2029, enquanto a Toro encerrará essa sequência em 2030. Ou seja, é muito cedo para dizermos quais serão os próximos passos exatamente de lançamentos. O que já se sabe é que a nova família terá produção nacional em Betim (MG) assim como acontece com os atuais Pulse e Fastback.

Novos SUVs da Fiat serão maiores e mais tecnológicos

A mudança, porém, vai muito além do desenho mais quadrado que vimos no Argo X. Os novos Grizzly e Grizzly Fastback utilizam a plataforma Smart Car, derivada da arquitetura CMP da Stellantis, que também serve de base para modelos como Citroën Aircross e Basalt.

Fiat Grizzly parado de dianteira e traseira
Fiat Grizzly [Divulgação]

O Grizzly convencional mede 4,40 metros de comprimento, enquanto o Fastback chega aos 4,50 m , contra os 4,44 m do SUV cupê vendido atualmente no Brasil. Além disso, o entre-eixos de 2,68 m é consideravelmente maior que os 2,53 m do Fastback nacional.

Outro destaque está no porta-malas, que chega a 608 litros na configuração europeia do Grizzly Fastback, praticamente mantendo uma das maiores qualidades do modelo brasileiro, que acomoda 516 litros.

Fiat Grizzly interior e cabine
Fiat Grizzly [Divulgação]

Por dentro, a Fiat também aproveitou a mudança de plataforma para modernizar a cabine. A dupla apresentada na Europa utiliza duas telas de 10,25 polegadas e um painel com desenho mais horizontal, além de um acabamento que busca aproximar os SUVs de uma categoria superior.

E quais motores a Fiat usará no Brasil?

Na Europa, a nova família terá versões a gasolina, MHEV e até totalmente elétricas, com conjuntos que chegam a 145 cv. Entretanto, ainda não sabemos quais dessas configurações serão aproveitadas no mercado brasileiro.

Fiat Grizzly azul estático
Fiat Grizzly [Divulgação]

Uma das possibilidades é manter o conhecido motor 1.0 turbo flex com sistema MHEV de 12 volts, que já equipa Pulse e Fastback. Com isso, a fabricante aproveitaria um conjunto produzido e adaptado para o nosso mercado, embora uma eletrificação mais avançada também não esteja descartada.

E você, acha que a Fiat acerta ao manter o Fastback atual mesmo depois da chegada do Grizzly? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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