A Renault Niagara segue em testes no Paraná para dividir as atenções com a Fiat Toro e a Ram Rampage, além de Volkswagen Tukan e BYD Mako, embora as duas últimas tenham dimensões mais próximas às da Chevrolet Montana. A nova caminhonete será sustentada pela plataforma RGMP (Renault Group Modular Platform), uma arquitetura flexível que permitirá à Niagara brigar de igual para igual com a rival da Fiat, já que prevê uma seção frontal fixa e quatro variações de entre-eixos: curto, médio, longo e extralongo.
Sendo assim, a base atende a modelos com eixos distanciados entre 2,60 e 2,95 metros. Como a nova caminhonete será o maior produto dessa matriz (aplicada no Kardian e no Boreal), a Renault Niagara adotará o limite máximo de 2,95 m de entre-eixos, segundo informações do Autos Segredos.
Além das quatro opções de entre-eixos, a versatilidade da plataforma RGMP incluirá três variações para a seção traseira. Essa modularidade possibilita dar origem a veículos que vão de quatro metros até os cinco metros de comprimento total. Ou seja, patamar exato onde a Renault Niagara deve se posicionar no segmento de intermediárias.

O motor da Renault Niagara
Na mecânica, a caminhonete Renault Niagara terá versões voltadas para o trabalho equipadas com transmissão manual de seis marchas. Já as opções mais caras e refinadas contarão com a caixa automatizada de dupla embreagem e seis velocidades. O fabricante também oferecerá o sistema de tração 4×4 associado às variantes automáticas.
O motor será sempre o 1.3 TCe Turbo Flex de até 163 cv (etanol) e 27,5 kgfm, independentemente do combustível. O aguardado sistema híbrido virá em um segundo momento, estreando primeiro no SUV Boreal para depois chegar à picape.

E o que muda no visual?
Para se diferenciar do utilitário esportivo médio, a caminhonete Renault Niagara adotará um para-choque dianteiro exclusivo. Os faróis e a estampagem da carroceria serão os mesmos do SUV, fazendo com que a Niagara seja idêntica ao Boreal até a coluna B. Já na traseira, as lanternas do conceito serão mantidas na Niagara de produção.
Além disso, vai herdar o painel, as forrações de porta, os bancos dianteiros e o console central, incluindo o freio de estacionamento eletrônico. A diferença fica pelo banco traseiro redesenhado para se adequar à estrutura de carga e ao melhor aproveitamento de espaço.

E aí, você acha que a Renault Niagara vai ter força para incomodar a Fiat Toro ou o mercado vai continuar nas mãos da italiana? Escreva nos comentários!


