A guerra das marcas chinesas tem se intensificado cada vez mais, tanto dentro quanto fora de seu território. Depois de alguns anos como coadjuvante, a Geely ganhou força e tônus, a ponto de colocar o EX2 como carro mais vendido do país mais populoso do mundo e até superar a BYD em vendas. Agora, ela afirma que quer ser a Toyota das chinesas… como já faz a GWM em sua estratégia.
Durante o lançamento de novos produtos da Geely na Austrália, o CEO local, Alex Gu, afirmou à News.Au que a Geely quer ser “como a Toyota, mas da China”. A frase diz muito sobre o processo recente de expansão global da marca, mas quem tem se posicionado dessa forma, ao menos no Brasil, é a GWM.
O que significa ser a Toyota da chinesas?
A grande questão está nas diferentes visões do que cada marca entende como “ser a Toyota”. Para a Geely, o foco está diretamente no volume. Hoje, a Toyota é a maior marca do mundo, liderando emplacamentos globais e, sozinha, superando grupos como Volkswagen e Stellantis.

Com isso, a Geely busca replicar esse volume global, expandindo fortemente sua produção em outros países e também conquistando participação dentro da própria China. Fora de seu mercado doméstico, a marca investe na localização produtiva em países estratégicos, como Brasil e Espanha, além de considerar o uso de fábricas da Volvo na América do Norte.
GWM aposta na imagem de confiabilidade
Por outro lado, a GWM se apoia na imagem que a Toyota construiu. A marca japonesa é vista como referência em confiabilidade e tem produtos que conquistam o consumidor pela durabilidade no Brasil, manutenção acessível e facilidade de revenda. Esses três pilares vêm sendo explorados com força pela GWM no país.

A Great Wall tem feito lançamentos mais cautelosos do que outras marcas chinesas, priorizando a tropicalização dos produtos. Além disso, já investe em motores flex — algo que poucas haviam feito até então — e também desenvolve modelos com adaptações específicas para o mercado brasileiro, tanto em design quanto em acabamento.
Outro ponto relevante é a estratégia comercial. A GWM evita promoções agressivas para não depreciar seus veículos e, além disso, incentiva a fidelização com trocas dentro da própria marca. São práticas que a Toyota consolidou ao longo dos anos e que ajudam a sustentar o plano da GWM no longo prazo.

Entretanto, o principal diferencial está no pós-venda. Enquanto muitas marcas chinesas ainda enfrentam críticas nesse aspecto, a GWM segue no caminho oposto. Como parte de seus executivos veio da Toyota, diversas práticas da marca japonesa foram incorporadas, elevando o padrão de atendimento e tornando seu pós-venda uma referência.
Você aposta na Geely ou na GWM para se tornar a Toyota das chinesas? Conte nos comentários.



Estou apostando nas duas marcas, além de outras como, BYD, GAC, OMODA/JAECOO, etc…