Desde que a Stellantis foi formada, aqui no Brasil a engenharia da Fiat trabalhou para melhorar os produtos da Peugeot e da Citroën para a realidade nacional. Mas o que havia sido planejado nos tempos de PSA não pôde ser mexido pela FCA. Depois de alguns anos, entretanto, a Stellantis decidiu que Peugeot e Citroën precisam sair do caminho da Fiat.
Futuro das marcas francesas
Depois de não ter citado as duas francesas durante a apresentação do Fastlane 2030, rumores haviam sido levantados sobre uma suposta continuação das duas marcas no Brasil. Inclusive, a Citroën parecia a mais ameaçada. Some isso ao fato de que as vendas de ambas têm caído e uma luz vermelha acendeu.
Entretanto, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, em entrevista à revista Auto Esporte, mostrou que o futuro das duas marcas está garantido, mas será diferente. Segundo o executivo, tanto a operação da Peugeot quanto a da Citroën serão completamente modificadas.

“O ponto fundamental é que Peugeot e Citroën não devem, de alguma forma, ocupar o mesmo espaço que a Fiat ocupa. E esse é o trabalho que a gente está fazendo nesse instante”, afirma Zola. Ou seja, na atual estrutura da Stellantis, Peugeot, Citroën e Fiat tentam disputar o mesmo cliente. Com isso, só as francesas saem prejudicadas.
De volta às origens
Para Zola, elas devem voltar às origens: “Essas duas marcas [Peugeot e Citroën] são muito importantes para o nosso portfólio, são marcas que obviamente ocupam um espaço no mercado brasileiro há muito tempo e que sempre foram marcas de nicho, que funcionam bem especificamente em um nicho de mercado”.

Além disso, o executivo explica: “O ponto mais relevante para nós envolve exatamente o posicionamento de cada uma delas. E é fundamental que, diante do grupo Stellantis, a gente estabeleça espaços claros para cada uma delas. É um trabalho que envolve o reposicionamento dessas duas marcas e isso está diretamente ligado ao portfólio de produtos que a gente é capaz de oferecer.”
Peugeot e Citroën mais sofisticadas
A ideia é usar a parceria que a Stellantis tem com a DFM para reposicionar as duas marcas. Ou seja, tanto a Peugeot quanto a Citroën devem apostar em carros maiores e eletrificados. Com isso, ela vai tentar disputar os mesmos espaços da Leapmotor, mas sem a pegada de marca chinesa.
![Peugeot Concept 8 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Peugeot-Concept-8-00001-e1777037949955.webp)
Lá na China, já há o desenvolvimento dos novos Peugeot 608 e 8008, que podem ser oferecidos no Brasil. Até porque a ideia é que a Peugeot seja reposicionada um pouco acima das marcas generalistas, tal qual a Jeep, mas com uma pegada mais refinada e urbana.
Já a Citroën vai apostar em carros mais ousados e inovadores, mas não tão caros. Assim, as duas francesas terão propostas diferentes dentro da própria Stellantis, evitando uma disputa direta com a Fiat.
![Peugeot Concept 6 [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Peugeot-Concept-6-00002.webp)
Fiat volta a ser a marca de entrada
Com isso, a Stellantis terá a Fiat novamente como marca de entrada no Brasil, apostando em volume forte e modelos mais baratos. O topo da marca seguirá com os SUVs Pulse, Fastback e com a caminhonete Toro. A Peugeot vem um degrau acima, com carros maiores e mais sofisticados, fazendo par com a Jeep. Já a Citroën gira por fora, atuando em nichos específicos de mercado junto à Leapmotor.
Ambas deixarão de buscar volumes altos para tentar lucrar por modelo vendido. Com isso, a sobrevivência de C3, Basalt, Aircross, 208 e 2008 pode ser ameaçada.

Você acha que o futuro da Peugeot e da Citroën será próspero no Brasil? Conte nos comentários.

