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Jeep Grand Cherokee pode ganhar 420 cv sem precisar trazer o V8 de volta

Jeep estuda colocar o Hurricane 3.0 de seis cilindros no SUV em 2028, com mais potência que o antigo Hemi 5.7

4 min de leitura

Enquanto no Brasil o nome Hurricane ficou conhecido por equipar o Compass, Commander e Rampage nas versões topo de linha graças a importação do quatro cilindros da família GME que vem de Termoli, na Itália, e entrega 272 cv, esse nome também é usado no 3.0 biturbo de seis cilindros que vemos na Ram 1500 aqui e em outros modelos nos EUA. Todavia, esse propulsor também pode equipar o Grand Cherokee na linha 2028. 

No mercado norte-americano esse conjunto motriz é usado também no Grand Wagoneer e Dodge Charger, podendo chegar a 420 cv ou 550 cv. Agora essa família pode crescer novamente. Segundo informações do MoparInsiders, a Jeep prepara o Grand Cherokee para receber justamente o Hurricane 3.0. Se o projeto realmente chegar às ruas, o SUV pode voltar a passar dos 400 cv sem precisar ressuscitar o antigo Hemi V8.

Grand Cherokee já usa um Hurricane

Antes de chegar ao seis-cilindros, porém, a Jeep já começou essa mudança no Grand Cherokee atual. A linha 2026 estreou nos Estados Unidos uma evolução do nosso conhecido Hurricane 4 2.0, que lá, obviamente só bebe gasolina. 

Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]
Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]

Porém, a calibração na Terra do Tio Sam gera 324 cv e 45,9 kgfm, números bem diferentes dos 272 cv e 40,8 kgfm conhecidos pelo brasileiro. Além disso, o motor trabalha com uma nova transmissão automática e pode rebocar até 2.812 kg.

Portanto, colocar o 3.0 de seis cilindros seria praticamente o próximo degrau dessa estratégia. O quatro-cilindros continuaria atendendo boa parte da gama, enquanto o Hurricane de maior cilindrada abriria espaço para versões mais caras e potentes.

Seis cilindros pode levar o SUV aos 420 cv

Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]
Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]

A Jeep não usaria, pelo menos inicialmente, a configuração mais nervosa do Hurricane. A expectativa é pelo chamado Standard Output, ou S.O., exatamente a calibração utilizada atualmente no Grand Wagoneer.

Nesse SUV, o 3.0 biturbo entrega 420 cv e 63,7 kgfm. Portanto, se a Jeep mantiver números semelhantes, o Grand Cherokee ganharia 96 cv em relação ao Hurricane 4 atual e, principalmente, muito mais torque. 

Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]
Jeep Grand Cherokee 4xe [divulgação]

Não seria pouca coisa. Inclusive, essa configuração teria mais potência que o antigo Grand Cherokee com Hemi 5.7 V8, que chegou a entregar 357 cv e 54 kgfm na última geração em que esteve disponível. Ou seja, o seis-cilindros conseguiria ocupar justamente aquele espaço deixado pelo V8, mas sem obrigar a Jeep a voltar atrás na estratégia atual.

O V8 não deve voltar

A própria Stellantis já sinalizou que não vê sentido em recolocar o 5.7 V8 no SUV. A ideia é deixar os motores de oito cilindros mais ligados a produtos específicos da Dodge e Ram, enquanto a Jeep segue outro caminho. Nesse cenário, o Hurricane de seis cilindros resolve boa parte do problema. Ele entrega números superiores aos do antigo 5.7 e, ao mesmo tempo, já existe dentro da prateleira da Stellantis.

Jeep estuda voltar com o motor V8 no Grand Cherokee
Jeep Grand Cherokee [Divulgação]

A Ram 1500 vendida nos EUA, por exemplo, usa o mesmo 3.0 em duas configurações. A versão convencional entrega 420 cv e 63,8 kgfm, enquanto a High Output sobe para 540 cv. Já no Charger Scat Pack, uma evolução ainda mais forte chega aos 550 cv. Para o Grand Cherokee, porém, o que indica é que a Jeep deve ficar com os 420 cv.

A Jeep já colocou esse motor no Grand Cherokee

E existe outro motivo para o rumor fazer sentido. A Jeep já descobriu que o Hurricane 3.0 cabe no cofre do SUV. Neste ano, a divisão SRT mostrou um Grand Cherokee experimental equipado justamente com o seis-cilindros em linha. Só que, naquele caso, o projeto foi bem mais longe.

Jeep Grand Cherokee dourado de traseira
Jeep Grand Cherokee [Divulgação]

O protótipo usava a configuração High Output junto de um compressor elétrico experimental chamado eBoost Air. A ideia era melhorar ainda mais a resposta do motor antes que os dois turbocompressores entrassem completamente em ação. Essa solução não deve, por agora, chegar ao carro de produção. 

E você, gostaria de ver um Grand Cherokee por aqui? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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