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Mas claro que ia acontecer

Ferrari Luce foi zoada no mundo inteiro e aconteceu o óbvio

Mercado chinês mostra que nem sempre as críticas da internet refletem a realidade

3 min de leitura

Desde que a Ferrari revelou o Luce, a pergunta que muitos fizeram é quem compraria um carro elétrico da marca italiana com um visual tão diferente de tudo o que ela já produziu? A resposta está na China.

Segundo informações publicadas pelo Motor1.com, todas as 88 unidades inicialmente destinadas ao mercado chinês já teriam sido reservadas antes mesmo do início oficial das entregas. 

Embora a Ferrari continue aceitando novos pedidos no país, o interesse acima do esperado mostra que a repercussão negativa nas redes sociais não necessariamente se transforma em vendas fracas.

O visual divide opiniões, mas chama atenção

Ferrari Luce azul de frente
Ferrari Luce [Divulgação]

Desde a estreia, o Luce virou alvo de críticas por dois motivos. O primeiro é óbvio: trata-se do primeiro carro totalmente elétrico da história da Ferrari, algo que ainda incomoda os puristas e fãs da fabricante de Maranello. O segundo motivo está no design.

O novo modelo foge completamente das proporções clássicas de esportivos como F40, 458 Italia e F8 Tributo. Em vez disso, o carro aposta em uma carroceria mais alta, linhas futuristas e uma cabine claramente voltada para o conforto. 

Ferrari Luce azul de traseira em um castelo
Ferrari Luce [Divulgação]

Características essas que fazem o Luce mais um sedan alto que um superesportivo convencional. Mesmo assim, existe uma diferença entre ser chamativo e negativo nas redes sociais e o comportamento do mercado. 

A China costuma enxergar o design de outra forma

Logicamente, diversas fabricantes passaram a desenvolver produtos específicos para o consumidor chinês. Nos últimos anos, BMW, Audi e Mercedes-Benz tiveram também propostas visuais muito mais ousadas em alguns modelos vendidos naquele mercado. 

Ferrari Luce vermelha com fundo escuro estático
Ferrari Luce [Divulgação]

Além disso, marcas locais como BYD, Nio, Zeekr, Avatr e XPeng também ajudaram a popularizar um design mais futurista, com linhas marcantes, iluminação diferenciada e soluções que muitas vezes causam estranhamento no Ocidente.

Nesse contexto, o Luce acaba conversando muito mais com o gosto de parte do público chinês do que com o consumidor europeu mais conservador.

Fale bem ou fale mal…

Ferrari Luce amarela com fundo escuro estático
Ferrari Luce [Divulgação]

Ferrari nunca vendeu apenas desempenho. A marca sempre comercializou exclusividade, desejo e, principalmente, status. E poucos carros chamam tanta atenção quanto um modelo que divide opiniões desde o primeiro dia.

Um design polêmico tem discussões, ocupa espaço nas redes sociais e deixa o carro em evidência por muito mais tempo. No fim das contas, vale aquela velha máxima: fale bem ou fale mal, mas fale de mim. Para um público que gosta de exclusividade e faz questão de ser notado, isso pode até aumentar o desejo pelo modelo.

Números impressionantes

Ferrari Luce amarela com fundo escuro estático
Ferrari Luce [Divulgação]

Se o design virou assunto, a parte mecânica também chama atenção. O Luce utiliza quatro motores elétricos que, juntos, entregam 1.050 cv, tornando-se o Ferrari de produção mais potente da história.

Apesar do forte interesse inicial, ainda é cedo para afirmar qual será o desempenho comercial do Luce. A própria Ferrari deve divulgar nos próximos meses quantos clientes realmente converteram as reservas em pedidos definitivos. 

Ferrari Luce vermelha com fundo escuro estático
Ferrari Luce [Divulgação]

Além disso, a marca continua recebendo encomendas na China, o que pode levar ao aumento da cota inicialmente destinada ao país.

Mas e você, compraria uma Ferrari Luce se pudesse? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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