Desde que a Ferrari revelou o Luce, a pergunta que muitos fizeram é quem compraria um carro elétrico da marca italiana com um visual tão diferente de tudo o que ela já produziu? A resposta está na China.
Segundo informações publicadas pelo Motor1.com, todas as 88 unidades inicialmente destinadas ao mercado chinês já teriam sido reservadas antes mesmo do início oficial das entregas.
Embora a Ferrari continue aceitando novos pedidos no país, o interesse acima do esperado mostra que a repercussão negativa nas redes sociais não necessariamente se transforma em vendas fracas.
O visual divide opiniões, mas chama atenção

Desde a estreia, o Luce virou alvo de críticas por dois motivos. O primeiro é óbvio: trata-se do primeiro carro totalmente elétrico da história da Ferrari, algo que ainda incomoda os puristas e fãs da fabricante de Maranello. O segundo motivo está no design.
O novo modelo foge completamente das proporções clássicas de esportivos como F40, 458 Italia e F8 Tributo. Em vez disso, o carro aposta em uma carroceria mais alta, linhas futuristas e uma cabine claramente voltada para o conforto.

Características essas que fazem o Luce mais um sedan alto que um superesportivo convencional. Mesmo assim, existe uma diferença entre ser chamativo e negativo nas redes sociais e o comportamento do mercado.
A China costuma enxergar o design de outra forma
Logicamente, diversas fabricantes passaram a desenvolver produtos específicos para o consumidor chinês. Nos últimos anos, BMW, Audi e Mercedes-Benz tiveram também propostas visuais muito mais ousadas em alguns modelos vendidos naquele mercado.

Além disso, marcas locais como BYD, Nio, Zeekr, Avatr e XPeng também ajudaram a popularizar um design mais futurista, com linhas marcantes, iluminação diferenciada e soluções que muitas vezes causam estranhamento no Ocidente.
Nesse contexto, o Luce acaba conversando muito mais com o gosto de parte do público chinês do que com o consumidor europeu mais conservador.
Fale bem ou fale mal…

Ferrari nunca vendeu apenas desempenho. A marca sempre comercializou exclusividade, desejo e, principalmente, status. E poucos carros chamam tanta atenção quanto um modelo que divide opiniões desde o primeiro dia.
Um design polêmico tem discussões, ocupa espaço nas redes sociais e deixa o carro em evidência por muito mais tempo. No fim das contas, vale aquela velha máxima: fale bem ou fale mal, mas fale de mim. Para um público que gosta de exclusividade e faz questão de ser notado, isso pode até aumentar o desejo pelo modelo.
Números impressionantes

Se o design virou assunto, a parte mecânica também chama atenção. O Luce utiliza quatro motores elétricos que, juntos, entregam 1.050 cv, tornando-se o Ferrari de produção mais potente da história.
Apesar do forte interesse inicial, ainda é cedo para afirmar qual será o desempenho comercial do Luce. A própria Ferrari deve divulgar nos próximos meses quantos clientes realmente converteram as reservas em pedidos definitivos.

Além disso, a marca continua recebendo encomendas na China, o que pode levar ao aumento da cota inicialmente destinada ao país.
Mas e você, compraria uma Ferrari Luce se pudesse? Deixe seu comentário!


