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Honda City vai mudar radicalmente e usar sistema híbrido do Civic 

Sedã ganhará nova plataforma, crescerá em tamanho e estreará a tecnologia híbrida flex da Honda pouco depois da chegada do novo HR-V

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Enquanto boa parte das montadoras concentra seus esforços em SUVs, o Honda City continuará tendo um papel estratégico dentro da marca e já tem uma nova geração em desenvolvimento, com estreia prevista para 2029. O sedan compacto vai usar nova plataforma, visual completamente novo e o sistema híbrido do Civic, mas com aceitação do etanol para virar flex. 

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Segundo informações apuradas pela revista Autoesporte, a nova geração está sendo desenvolvida pela operação da Honda na Tailândia, país que hoje desempenha o principal papel na estratégia global do modelo. Ainda assim, como já acontece, a mudança do modelo lá influenciará o Brasil e outros mercados.

Vale lembrar que a fabricante japonesa vem reduzindo cada vez mais a distância entre os lançamentos globais e nacionais. Por isso, a expectativa é que o novo City desembarque por aqui pouco tempo depois da estreia asiática.

Antes da nova geração, City ganhará nova identidade

Honda City RS Hatch [divulgação]
Honda City RS Hatch [divulgação]

O sedan passará por uma reestilização que chegará ainda em 2026 no Brasil e adotará elementos inspirados no Prelude. Isso porque a marca quer elevar a percepção de sofisticação do City, estratégia que já vem aparecendo na atual geração e que se refletirá na próxima. 

Basta observar seu posicionamento. Hoje, o City não disputa espaço apenas com Chevrolet Onix Plus, Hyundai HB20S ou Fiat Cronos. Em diversas situações, especialmente nas versões mais caras, ele acaba atraindo consumidores que também consideram versões intermediárias do Toyota Corolla. Essa proposta mais refinada explica o caminho que a Honda pretende seguir com o sedan daqui para frente.

Nova geração do City

Honda Hybrid Sedan Prototype [divulgação]
Honda Hybrid Sedan Prototype [divulgação]

Quando a nova geração finalmente chegar, o design será um dos seus principais argumentos. A expectativa é que o modelo adote uma linguagem visual inspirada nos próximos produtos globais da Honda, como vimos com o conceito do futuro Civic.

Com isso, o City deverá ganhar uma aparência mais sofisticada, proporções mais equilibradas e uma presença visual mais próxima de carros de categorias superiores. Além disso, a Honda pretende aumentar suas dimensões externas e melhorar o aproveitamento interno.

Plataforma inédita para a eletrificação

Honda Hybrid Sedan Prototype Civic 2028
Honda Hybrid Sedan Prototype [divulgação]

Uma das maiores novidades estará escondida sob a carroceria. O novo City utilizará uma arquitetura chamada PF2, plataforma multienergia que a Honda desenvolve para atender diferentes tipos de propulsão. Portanto, ela poderá receber motores a combustão, conjuntos híbridos e até sistemas totalmente elétricos. 

Além disso, a nova base permitirá aplicações em sedãs, hatches e SUVs compactos e médios, o que aumenta a flexibilidade da fabricante para os próximos anos. Graças a essa arquitetura, a Honda também conseguirá melhorar espaço interno, rigidez estrutural e eficiência.

Finalmente o City ganhará uma versão híbrida

Honda City Sedã EX estático na cor cinza
Honda City Sedã EX [Auto+/Luiz Forelli]

A eletrificação será uma das grandes protagonistas da nova geração. O City finalmente receberá uma variante híbrida no Brasil utilizando o novo sistema e:HEV Flex que a Honda desenvolve especificamente para o nosso mercado.

Antes disso, a tecnologia estreará na próxima geração do HR-V, prevista para chegar em 2028. De acordo com o site, o conjunto utilizará como base o conhecido motor 1.5 aspirado da família Honda. Entretanto, ele passará a operar em ciclo Atkinson, solução que prioriza eficiência energética em vez de desempenho.

motor Honda Civic e:HEV 2026 [Auto+ / João Brigato]
Honda Civic e:HEV 2026 [Auto+ / João Brigato]

Ao lado do motor a combustão trabalharão dois motores elétricos. Um atuará como gerador e o outro ficará responsável pela tração.

É justamente nesse ponto que a tecnologia da Honda se diferencia da maior parte dos sistemas híbridos disponíveis hoje no mercado brasileiro. Em muitos híbridos convencionais, o motor a combustão e o motor elétrico participam juntos da movimentação do veículo durante boa parte do tempo.

Honda Hybrid Sedan Prototype [divulgação]
Honda Hybrid Sedan Prototype [divulgação]

No sistema e:HEV, porém, a lógica é diferente. Na maior parte das situações, o motor a combustão trabalha principalmente como um gerador de energia para alimentar a bateria. Desta forma, o motor elétrico assume o papel principal na movimentação do carro.

Ou seja, na prática, o City híbrido se comportará muito mais próximo de um carro elétrico do que de um híbrido convencional. Algo que já presenciamos com o Civic, Accord e CR-V no Brasil. 

Honda Accord 2026 estático na cor preta para avaliação
Honda Accord 2026 [Auto+/Luiz Forelli]

Somente em determinadas situações, especialmente em velocidades mais altas ou quando o motorista exige mais potência, o motor a combustão passa a atuar diretamente na movimentação das rodas. Por isso, no setor, nós jornalistas avaliamos o sistema e:HEV da Honda como um dos sistemas híbridos mais sofisticados da indústria.

City pode assumir espaço deixado pelo antigo Civic

Com a saída do Civic nacional e a transformação do modelo em um produto mais sofisticado e importado, surgiu um espaço importante dentro da gama da Honda. Hoje, um Civic híbrido custa R$ 266.500 e ocupa uma posição muito diferente daquela que teve durante décadas no Brasil.

Honda City Hatch Touring 2025 vermelho de dianteira estacionado em frente a um portão branco Fusão entre Nissan e Honda pode ameaçar futuro das chinesas
Honda City Hatch Touring 2025 [Auto+ / Rafael Dea]

Nesse cenário, o City passou a desempenhar um papel cada vez mais forte do que era o nosso Civic antigo. Embora ele continue sendo um sedan compacto, o City oferece acabamento, equipamentos e refinamento superiores aos principais concorrentes.

Por isso, a próxima geração poderá reforçar ainda mais essa proposta, funcionando como uma espécie de sucessor espiritual do antigo Civic nacional. Naturalmente, o Civic continuará existindo e seguirá ocupando uma posição superior dentro da linha da marca. Ainda assim, o City deve se aproximar ainda mais dos sedãs médios em termos de tecnologia, sofisticação e experiência.

E você, acha que o futuro Honda City híbrido tem potencial para ocupar o espaço que o antigo Civic deixou? Deixe seu comentário! 

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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