Depois de quase três décadas produzindo o Corolla em Indaiatuba (SP), a Toyota encerrou oficialmente as atividades da fábrica neste sábado (23). O último exemplar do sedan deixou a linha de montagem cercado por funcionários. Eles registraram o momento e se despediram de uma das unidades mais importantes da história da marca no Brasil.
A despedida, no entanto, não quer dizer a saída da Toyota do estado. Na verdade, a montadora apenas concluiu um processo anunciado ainda em 2024. Na época, confirmou a transferência da produção do Corolla para Sorocaba (SP), cidade que já fabrica o Corolla Cross e o novo Yaris Cross.
Com isso, a Toyota passa a concentrar seus principais modelos nacionais em um único complexo industrial. A estratégia também ajuda a reduzir custos logísticos, melhora a integração entre fornecedores e prepara a empresa para a próxima geração de veículos eletrificados produzidos no Brasil.
O fim de uma fábrica histórica

A unidade de Indaiatuba começou a operar em 1998 justamente para produzir o Corolla nacional. Agora, com o encerramento das atividades, a produção do modelo passa definitivamente para Sorocaba. Lá, a fabricante realizou uma ampla expansão industrial para absorver o aumento da demanda.
Vale lembrar que, nos últimos anos, a Toyota investiu na ampliação da planta de Sorocaba. O objetivo foi aumentar a capacidade produtiva, modernizar equipamentos, ampliar áreas de logística e criar uma estrutura preparada para novas arquiteturas de veículos.

Essa flexibilidade será fundamental para os próximos produtos da Toyota no Brasil. Afinal, a marca já confirmou um ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões até 2030. Além disso, deve utilizar a estrutura para receber futuras gerações do Corolla, do Corolla Cross e do Yaris Cross.
Além disso, a fábrica também surge como candidata a produzir uma nova picape intermediária da marca, projeto que já apareceu camuflado em testes.
O que acontecerá com a fábrica de Indaiatuba?

Por enquanto, a Toyota não revelou oficialmente qual será o destino da unidade de Indaiatuba. A fábrica continua pertencendo à montadora japonesa, mas não seria difícil ver chineses interessados. Caso alguma fabricante assuma a planta, a operação poderia trazer boas vantagens estratégicas.
Por exemplo, a GWM já utiliza a antiga fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP), onde produz veículos híbridos flex. Com isso, seus modelos podem se enquadrar nos benefícios fiscais concedidos pelo estado de São Paulo para carros produzidos no estado e equipados com motorização flex.
![[Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Toyota-Corolla-Altis-Premium-Hybrid-14-1200x719.jpg)
A BYD ainda não possui uma operação semelhante em São Paulo. Por isso, uma unidade pronta como a de Indaiatuba poderia ser uma alternativa interessante para produzir carros flex. Com isso, a marca também poderia aproveitar benefícios fiscais oferecidos pelo estado.
E você, acha que a antiga fábrica de Indaiatuba deveria continuar com a Toyota ou faria mais sentido nas mãos de alguma montadora chinesa? Deixe seu comentário!


