A BYD não está mais interessada apenas em vender carros elétricos compactos ou SUVs híbridos de grande volume. A chinesa agora quer aumentar sua participação em modelos maiores e mais caros e para isso precisa fazer adaptações do que tem em casa. Uma das peças importantes para avançar com mais força na Europa será o SUV TI 7 que estreia no Reino Unido por 47.995 libras (cerca de R$ 337 mil)
As primeiras unidades chegam às lojas em novembro de 2026, enquanto as entregas começam em janeiro de 2027. Por enquanto, o Reino Unido será o primeiro mercado europeu onde veremos o Ti 7, embora a própria BYD diga que a configuração de sete lugares foi desenvolvida especificamente para Reino Unido e Europa. Então podemos ver ele em outros mercados do Velho Continente também.
E estamos falando de um senhor SUV. Com carroceria praticamente na casa dos cinco metros, desenho quadrado e sete lugares, o Ti 7 claramente tenta pegar um pouco daquela receita visual que tornou modelos como Land Rover Defender e Hyundai Santa Fe tão desejados. Porém, curiosamente, a BYD fez adaptações para encaixar ele na Europa.
Na China ele é outro carro

O Ti 7 não nasceu exatamente agora. Na China, ele chegou em 2025 dentro da linha Fang Cheng Bao, a divisão da BYD voltada justamente para SUVs de proposta mais aventureira e sofisticada, como vemos com o B5 da Denza. Por lá, entretanto, o modelo original tem cinco lugares.
Ao levar o carro para fora, a BYD resolveu fazer diferente. No Reino Unido ele perde o emblema Fang Cheng Bao, vira simplesmente BYD Ti 7 e recebe uma terceira fileira de bancos desenvolvida especialmente para os mercados europeus.

É uma estratégia que a fabricante chinesa já utiliza em outros produtos. Nem sempre um carro mantém o mesmo nome, posicionamento ou até marca quando sai da China, principalmente porque BYD, Denza, Fang Cheng Bao e Yangwang ocupam espaços diferentes dentro do grupo.
Quase cinco metros e cara de Defender
No visual, a BYD nem tenta esconder que o Ti 7 quer parecer robusto. A carroceria quadrada, os para-lamas largos, a frente alta e as rodas grandes deixam o SUV muito mais próximo de um Defender do que do desenho arredondado encontrado no Song Plus, por exemplo.

O modelo chinês mede 4,99 metros de comprimento, 1,99 m de largura, 1,86 m de altura e 2,92 m de entre-eixos. Ou seja, ele consegue ser maior até que um Volvo XC90, já considerado uma bela barca de 4,95 m de comprimento.
O espaço interno acompanha o tamanho. Na configuração europeia, são sete lugares e apenas 126 litros de porta-malas com todas as fileiras levantadas. Rebatendo a terceira, o volume sobe para 970 litros e chega a 1.830 litros com as duas fileiras traseiras abaixadas.
São 408 cv e até 119 km sem gasolina

Na versão britânica, ele estreia o sistema DM-p da BYD, voltado mais ao desempenho do que o conhecido DM-i que tem proposta de economia como vemos nos modelos à venda por aqui. Lá, há um motor 1.5 turbo a gasolina trabalhando em conjunto com motores elétricos nos dois eixos, deixando a tração integral.
A potência combinada chega a 408 cv, suficiente para levar o SUV de quase cinco metros de 0 a 100 km/h em apenas 4,8 segundos. A velocidade máxima fica em 190 km/h. Ao mesmo tempo, ele continua sendo um híbrido plug-in pensado para rodar boa parte do cotidiano sem ligar o motor a combustão.

A bateria Blade tem 35,6 kWh e permite até 119 km de autonomia elétrica pelo ciclo WLTP, um pouco mais otimista que o Inmetro do Brasil.
Por dentro, BYD colocou praticamente tudo
Como normalmente acontece nos chineses mais caros, o equipamento também vira parte importante da estratégia. O Ti 7 vendido no Reino Unido terá apenas a configuração Excellence AWD, já bastante completa. No centro do painel aparece uma tela de 15,6 polegadas, acompanhada por quadro de instrumentos digital de 10,25”.

Há ainda bancos revestidos em couro, aquecimento e ventilação nos dianteiros e nos assentos externos da segunda fileira, teto panorâmico e ar-condicionado de três zonas.
E sim, ele segue uma tendência curiosa dos chineses premium: há até geladeira interna, que também consegue aquecer bebidas e alimentos. O sistema de som possui 18 alto-falantes, enquanto dois carregadores por indução entregam até 50 W cada.
Você acha que haveria espaço para o BYD Ti 7 no Brasil mesmo com o Atto 8 já à venda? Deixe seu comentário!

