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Nissan vai finalmente vender seu primeiro carro híbrido no Brasil 

Nissan X-Trail chega entre janeiro e fevereiro de 2027 para inaugurar a tecnologia e-Power no Brasil e rivalizar com Honda CR-V e Toyota RAV4

5 min de leitura

Depois de anos apostando apenas em modelos a combustão, a Nissan finalmente está na preparação para lançar seu primeiro carro híbrido no Brasil. Trata-se do X-Trail e-Power e-4ORCE, SUV de sete lugares que inaugura a tecnologia a bateria da fabricante japonesa.

A informação foi publicada pelos colegas do Autoesporte, que afirma a vinda dos exemplares entre janeiro e fevereiro de 2027 em versão única, sempre com tração integral elétrica e três fileiras de bancos. Desta forma, ele chega justamente para ocupar um espaço de SUVs grandes premium, para brigar com os tradicionais Honda CR-V e Toyota RAV4

Embora seja uma novidade para o mercado brasileiro, o X-Trail está longe de ser um lançamento global. Na verdade, a atual geração estreou em 2021 e já roda há alguns anos na Europa, no Japão e em diversos outros mercados. Inclusive, em sua terra natal, já temos a nova geração do SUV. Ainda assim, será o primeiro híbrido da Nissan vendido oficialmente no Brasil.

X-Trail inaugura nova fase da Nissan

Nissan X-Trail azul estático na versão e-Power e-4ORCE
Nissan X-Trail [Divulgação]

Com isso, atualmente, a Nissan não oferece nenhum modelo eletrificado no mercado brasileiro. Enquanto os concorrentes aumentaram, e muito, suas linhas com híbridos e elétricos, a marca permaneceu restrita aos motores convencionais com o 1.6 do Kait e Versa, 1.0 Turbo do Kicks e o 2.0 do Sentra

Como funciona o sistema e-Power?

Ao contrário dos híbridos plug-in vendidos por marcas chinesas, o X-Trail não pode ser recarregado na tomada. Ele também não funciona exatamente como um híbrido convencional semelhante ao Toyota Corolla Cross Hybrid.

Nissan X-Trail azul estático na versão e-Power e-4ORCE
Nissan X-Trail [Divulgação]

Neste caso, quem movimenta as rodas são exclusivamente os motores elétricos. Portanto, o motor 1.5 turbo a gasolina praticamente não envia força diretamente para a transmissão. Desta forma, sua principal função é trabalhar como um gerador em grande parte do tempo para dar eletricidade às baterias que movimentam os motores elétricos. 

Praticamente, a sensação ao volante se aproxima bastante da de um carro elétrico, já que a entrega de torque acontece de forma imediata e sem trocas convencionais de marcha. Além disso, como utiliza transmissão direta de uma única relação, o funcionamento fica bastante suave durante acelerações e retomadas.

Tração elétrica nas quatro rodas

Nissan X-Trail azul estático na versão e-Power e-4ORCE
Nissan X-Trail [Divulgação]

Debaixo do capô, o X-Trail utiliza um motor 1.5 turbo a gasolina que desenvolve 144 cv e 25,5 kgfm e atua como um gerador em grande parte do tempo. O trabalho de movimentar o SUV fica por conta de dois motores elétricos.O dianteiro entrega 204 cv, enquanto o traseiro produz 136 cv. 

Juntos, eles formam o sistema e-4ORCE, nome dado pela Nissan à sua tração integral elétrica. Segundo a fabricante, o conjunto oferece 216 cv e 33,7 kgfm, permitindo que o SUV acelere de 0 a 100 km/h em apenas sete segundos. A velocidade máxima, por sua vez, é limitada eletronicamente a 180 km/h.

Nissan X-Trail azul estático na versão e-Power e-4ORCE
Nissan X-Trail [Divulgação]

Já a bateria possui capacidade de 1,85 kWh. Ou seja, ela trabalha apenas para alimentar o sistema híbrido durante o funcionamento do veículo, sem dar longas autonomias no modo totalmente elétrico como um híbrido plug-in. 

Na Europa, onde o modelo já é comercializado há alguns anos, a Nissan divulga média de 15,6 km/l no ciclo WLTP. Embora o número seja competitivo para um SUV pesado de sete lugares com tração integral, não falamos de nenhuma revolução quando comparado a alguns híbridos disponíveis atualmente no mercado brasileiro.

SUV aposta em espaço

Nissan X-Trail interior
Nissan X-Trail [Divulgação]

O X-Trail também chega para ocupar um segmento pouco explorado pela Nissan no Brasil. São 4,69 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,70 m de altura e 2,71 m de entre-eixos. Essas dimensões permitem acomodar três fileiras de bancos, totalizando sete lugares. Com todos os assentos em uso, o porta-malas oferece 120 litros. Já com a terceira fileira rebatida, a capacidade salta para 485 litros.

Interior bem acima do padrão atual

Quem conhece a linha nacional da Nissan provavelmente perceberá uma evolução boa de cabine. O painel traz quadro de instrumentos totalmente digital e central multimídia de 12,3 polegadas. Além disso, o acabamento é muito mais sofisticado do que o encontrado atualmente em um Versa, Sentra ou Kicks.

Nissan X-Trail interior
Nissan X-Trail [Divulgação]

Entre os principais equipamentos aparecem ar-condicionado digital de duas zonas, freio de estacionamento eletrônico com Auto Hold, chave presencial, modos de condução, bancos aquecidos, carregador por indução, piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa e diversos outros recursos.

Visual já é conhecido lá fora

Por fora, o SUV mantém praticamente o mesmo desenho apresentado mundialmente em 2021. A dianteira utiliza a tradicional grade V-Motion da Nissan, acompanhada por faróis divididos em dois níveis e entradas de ar bastante marcantes.

Nissan X-Trail azul estático na versão e-Power e-4ORCE
Nissan X-Trail [Divulgação]

Na traseira, as lanternas em LED invadem a tampa do porta-malas, mas continuam separadas, sem formar uma barra iluminada, tendência adotada por diversas marcas nos últimos anos. Mesmo não sendo um projeto recente, o visual ainda conversa bem com a identidade atual da fabricante japonesa.

Se tudo isso realmente vier, podemos esperar o X-Trail na faixa dos R$ 350 mil quando chegar ao Brasil.

E você, pagaria cerca de R$ 350 mil pelo Nissan X-Trail ou escolheria um dos rivais híbridos já vendidos no Brasil? Deixe seu comentário!

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Luiz Forelli

Jornalista pela Faculdade Cásper Líbero, sempre fascinado por carros. Passava horas dirigindo no colo da família dentro da garagem ou empurrando carrinhos pela casa, como se já soubesse que seu caminho estaria entre motores e rodas. Hoje, realiza o sonho de infância escrevendo sobre o universo automotivo com a mesma empolgação de quem brincava com um volante imaginário. No lugar do sangue, corre gasolina, e isso nunca foi segredo.

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